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Marketing ineficaz trava turismo, diz FGV
8 de abril – Folha de S.Paulo
Um estudo sobre as condições de infra-estrutura e de serviços dos principais destinos turísticos brasileiros, divulgado ontem pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, mostrou que as duas maiores deficiências do setor são a ausência de marketing eficaz e falta de monitoramento da atividade nos municípios e Estados.
A Fundação Getulio Vargas estabeleceu uma escala que de 0 (deficiência máxima) a 100 pontos (eficiência máxima). As ações de marketing obtiveram 37,6 pontos, e o monitoramento da atividade turística, 34,8. O quesito mediu a existência de pesquisas de satisfação de turistas e a qualidade das estatísticas sobre o setor nos 65 destinos. E pode ser traduzido da seguinte forma: não há um conjunto de dados que mostre o que deseja o turista (brasileiro ou estrangeiro) e nem os serviços que são oferecidos a ele -mesmo nas cidades e regiões com maior potencial turístico.
O quesito com a melhor avaliação (61,8) foi o de infra-estrutura, que inclui saúde pública, energia, comunicação, segurança pública e urbanização. Apesar da crise na aviação, o quesito “acesso” ( transportes aéreo, rodoviário e ferroviário) veio logo atrás com 61,6.
Todas as capitais brasileiras foram visitadas pelos pesquisadores da FGV, que estabeleceram 13 parâmetros, que vão das condições de acesso às cidades (estradas e aeroportos, por exemplo) à capacidade empresarial dos empreendedores locais. Na média, o Brasil como um todo obteve 52,7 pontos.
A ministra Marta reconheceu que o país ainda tem longo caminho a trilhar: “O importante é sedimentar a cultura do turismo entre nós. Não é algo que poderemos alcançar a curto prazo”. Segundo Marta, no curto prazo, a maior aposta será mesmo a expansão do turismo interno, como resultado do aumento da renda e do crédito: “As pesquisas mostram que os brasileiros que estão sendo incorporados à classe média, os brasileiros que estão chegando à classe C, querem viajar para outros Estados, conhecer o Brasil e ficar em hotéis. Precisamos desenhar programas para essas pessoas”.
Add comment Maio 19, 2008
FGV: faturamento do turismo cresceu 14,8% em 2007
17 de março – Estadão
RIO - O faturamento das 92 maiores empresas de
turismo no Brasil cresceu 14,8% no ano passado e deve aumentar 16,7% este ano sobre o total de R$ 34,1 bilhões contabilizados em 2007, segundo expectativa dos executivos entrevistados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo.
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, destacou o aumento de 23,5% no total de funcionários dessas empresas no ano passado. Para 2008, a previsão é de aumento médio de 8,5% na mão-de-obra, de acordo com a pesquisa divulgada hoje.
O coordenador do núcleo de turismo da FGV, Luiz Gustavo Barbosa, comentou que houve aumento do volume de turistas, inclusive porque os custos do setor baixaram, puxados por uma queda de preços de 10,2% no setor aéreo. Este ano, porém, existe expectativa de aumento médio de preços de 5,5% no setor de turismo, muito influenciada pelas empresas de transporte aéreo, que têm expectativas de alta de 15,3% em suas tarifas. Barbosa afirmou que a pesquisa foi realizada em janeiro e fevereiro, quando já estava em curso a atual crise de crédito nos mercados globais, particularmente nos EUA.
Add comment Maio 17, 2008
Integração é o próximo desafio
18 de março – Estado de S.Paulo
- O amadurecimento do turismo brasileiro nos últimos anos é visível nas três esferas que compõem a base desta indústria: o empresariado, mais profissional e unido, o Executivo, mais técnico e com planejamento a longo prazo, e, chegando em boa hora, o Legislativo, já ciente de que o turismo é propulsor de desenvolvimento, empregos e renda.
É até lógico que os empresários tenham sido os primeiros a acreditar no turismo, já que era o seu negócio que estava em jogo. Venceram adversidades em uma época em que o turismo não era essa indústria tão evidente.
Hoje, décadas depois, o pioneirismo de nomes como Stella Barros, Aldo Leone, Modesto Mastrorosa, Mário de Mello Faro, Mayer Ambar e tantos outros criou um ambiente profissional maduro, propício para grandes negócios e investimentos, como comprovam empresários do porte de Guilherme Paulus, da CVC, Elói D”Ávila de Oliveira, da Flytour, Goiaci Alves Guimarães, da Rextur, Alceu Vezzozo Filho, da rede Bourbon, e Álvaro Bezerra de Mello, da rede Othon.
Demonstra esse grau de maturidade e integração o fato de que a grande maioria está agrupada em conventions e visitors bureaux estruturados, com verba e planos definidos: captar negócios para suas cidades, Estados e para o Brasil. Mesmo objetivo de entidades como Resorts Brasil, FOHB e Favecc.
O Executivo, representado pelo Ministério do Turismo, criado há apenas cinco anos, e pelas Secretarias de Turismo, antes agrupadas a outras pastas, também evoluiu. Os Estados mostram força ao se fazer representar no Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo e em entidades como a Fundação CTI-Nordeste, ao partirem para ações ousadas de promoção e ao desenvolverem seus pólos turísticos visando os mercados interno e externo. O MTur tem um mecanismo oficial de aproximação com o trade, o Conselho Nacional de Turismo, criou regras claras para a distribuição de verbas oficiais, tem um plano para a promoção do Brasil no Exterior e novos produtos e facilidades para o brasileiro conhecer seu País.
No Legislativo, a relevância do turismo comprova-se pela existência de duas comissões, na Câmara e no Senado, e da Frente Parlamentar de Turismo, além de emendas individuais que garantem acréscimo importante ao orçamento do Ministério do Turismo.
Com esses três pilares funcionando de forma mais consistente, planejada e efetiva, feito em que ajudou a persistência da Abav, estamos prontos para o próximo e fundamental salto: a integração.
Antes, cada um fazia a sua parte. Agora, porém, às vésperas de abrigar uma Copa do Mundo, oportunidade única para uma nova fase do turismo brasileiro, a integração das três áreas significa potencializar a força de cada uma deles e multiplicar os resultados e as chances de acertar. Se chegarmos a 2014 juntos, integrados, falando a mesma língua, o golaço será do turismo.
O Fórum Panrotas – Tendências do Turismo 2008, que ocorre em São Paulo, entre 18 e 19, terá líderes do Executivo como a ministra Marta Suplicy, empresários, entidades de classe e, pela primeira vez, uma quantidade expressiva de deputados e senadores. Todos participando de debates, assistindo a palestras de especialistas e trocando idéias e experiências, com um objetivo único: trabalhar para o desenvolvimento de nossa indústria e de nosso País.
Essa Copa, para nós, já começou. Temos os craques, os campos e os estádios. Falta apenas montarmos, juntos, as tabelas dos jogos. Os jogos pelo turismo brasileiro. A vitória é certa.
* José Guillermo Alcorta, presidente do Grupo Panrotas
Add comment Maio 14, 2008
Turismo fatura 14,8% mais em 2007
18 de março – Folha de S.Paulo
Resultado representa menor taxa de expansão desde 2004; crescimento é puxado pelo mercado interno
O faturamento das 92 maiores empresas do setor de turismo cresceu 14,8% em 2007 e chegou a R$ 34,1 bilhões, de acordo com dados da 4ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo, realizada pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado foi puxado pelo desempenho de locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de receptivo.
Apesar do crescimento, trata-se da menor taxa de expansão desde 2004, quando a pesquisa começou a ser realizada. Em 2006, o faturamento havia registrado alta de 29,3%.
Segundo Luiz Gustavo Barbosa, coordenador do Núcleo de Turismo da FGV, os resultados são favoráveis porque representam crescimento sobre uma base alta de comparação.
A valorização do real também teve impacto sobre o desempenho do setor. Segundo a pesquisa, a cotação da moeda americana registrou queda de 16,7% no ano passado.
“Os setores que têm custos em dólar melhoram seus resultados com a valorização do real. Os setores que vendem em dólar, mas têm custos em reais, como o de receptivo, que trabalha com a recepção ao turista estrangeiro, sofrem mais”, afirmou Barbosa. No ano passado, o setor de receptivo teve uma queda de 4,3% no total de postos de trabalho.
A influência pode ser medida também no aumento do déficit entre os gastos de estrangeiros no país e o de brasileiros no exterior. No ano passado, esse déficit somou US$ 3,258 bilhões contra US$ 1,448 bilhão em 2006, aumento de 125%. De acordo com a pesquisa, a diferença pode ser atribuída ao fato de que mais brasileiros aproveitam o dólar barato para viajar ao exterior.
“O brasileiro passa a competir por assentos nos aviões com os estrangeiros”, disse Barbosa.
Desembarques
No ano passado, o total de desembarques internacionais cresceu 1,22% e chegou a 6,445 milhões de passageiros, segundo a Infraero. Os dados incluem também os brasileiros que retornam do exterior.
Já os desembarques nacionais tiveram alta de 7,89% na comparação com 2006 e somaram 50 milhões de passageiros. Segundo a FGV, o aumento pode ser atribuído à elevação da renda do brasileiro, ao crescimento da economia e ao aumento da competição entre as companhias aéreas.
De modo geral, o setor de turismo registrou um aumento de 23,5% no número de postos de trabalho, com preços 2,2% menores e custos 7% maiores.
Segundo a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o crescimento da economia e o cenário de estabilidade macroeconômica permitem que o brasileiro possa planejar como passar as férias. Ela estima que o setor possa ganhar fôlego com o surgimento de uma nova classe média, com a saída de 20 milhões de pessoas das classes D e E para a classe C.
“O brasileiro viaja muito para outro Estado, o de origem, para ficar na casa da sogra ou da mãe. Nossa pesquisa já mostra que essas pessoas não querem mais fazer esse tipo de viagem, querem ir para hotel, para pousada, querem ir para onde nunca foram”, disse.
Marta destacou que houve um crescimento na procura por pacotes para a terceira idade.
O programa “Viaja Mais -Melhor Idade” alcançou 9.000 pacotes vendidos. A expectativa do governo para este ano é de 50 mil.
Add comment Maio 14, 2008
País representa apenas 0,6% do total de viagens
18 de março – Folha de S.Paulo
O turismo é atividade em expansão no mundo, mas o Brasil ainda tem uma participação inferior a 1%. Segundo a Organização Mundial do Turismo, o número de desembarques internacionais no ano passado chegou a 898 milhões, crescimento de 6% em relação ao ano anterior.
Em dois anos, houve um aumento de 100 milhões de pessoas entre os que viajam para outros países. O crescimento da economia mundial nos últimos anos, principalmente nos países emergentes, é o principal fator apontado para a expansão.
A América do Sul representa uma fatia ainda pequena do total de viagens realizadas no ano passado, com 2,2%. A fatia do Brasil neste cenário é de apenas 0,6%. Segundo a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o resultado mostra um “grande desafio” para o setor.
Marta disse que aproveitou a visita da secretária de Estado dos EUA, Condoleeza Rice, para promover a imagem do Brasil. Segundo a ministra, apenas 1,2% dos americanos que viajam visita o Brasil. O país deve investir US$ 16 milhões até o meio do ano em ações específicas para turistas americanos.
O país investirá para atrair a população afrodescendente americana. “O ministério já alocou recursos para a Bahia criar mais infra-estrutura nesse setor de acolhimento de afro-americanos, que têm interesse em rituais religiosos, gastronomia e música”, disse Marta.
Add comment Maio 14, 2008