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CET diz nunca ter investido tanto para melhorar trânsito

13 de abril – Folha de S.Paulo

Empresa culpa “abandono” de direções anteriores por deficiências em serviços básicos

DA REPORTAGEM LOCAL

A CET de São Paulo rebate as críticas às deficiências em seus serviços básicos de atendimento dizendo que “nunca nos últimos 30 anos uma administração municipal gastou tanto” em trânsito como atualmente.
A companhia atribui boa parte dos problemas enfrentados até hoje à situação em que ela foi deixada, no final de 2004, pela gestão Marta Suplicy (PT).
“A recuperação da situação da CET tem feito com que o governo municipal tenha que ao mesmo tempo fazer frente às grandes necessidades do dia-a-dia do trânsito e à superação do sucateamento deixado pelas administrações anteriores.”
A companhia listou medidas adotadas ou planejadas, como pequenas obras em corredores de ônibus e alguns projetos futuros de ampliação viária.
A CET não respondeu a alguns questionamentos, como a falta de guinchos terceirizados.
Ela escreveu que, em 2005, avaliou seus equipamentos e verificou uma situação de “abandono”. Afirmou que “praticamente” não havia contrato de manutenção “para garantir a operacionalidade” dos semáforos em tempo real “nem a monitoração” das câmeras.
Segundo a CET, havia na época somente 11% dos semáforos operando em tempo real (não disse quantos são hoje) e 34% das câmeras contratadas -devido ao rompimento da rede de transmissão de dados.
A companhia diz que elaborou nos últimos três anos um plano de revitalização dos semáforos inteligentes, que a recuperação começou no primeiro semestre de 2006 e que a revitalização dos equipamentos de campo, iniciada em abril de 2007, está prevista para acabar em dezembro deste ano.
A CET afirma que a licitação para recuperar as câmeras está na fase de publicação de edital, com a contratação do serviço prevista para ocorrer no início do segundo semestre deste ano.
Em referência aos seus veículos, a CET diz que a prefeitura repassou R$ 16,6 milhões para investir na frota em 2006 e 2007. Afirma que a idade média era próxima de dez anos em 2005 e que, desde então, já foram comprados 262 veículos novos e que outros 86 serão entregues em 2008. A CET diz que considera boa a disponibilidade de 80% de sua frota e afirma que metade dos parados faz manutenção preventiva -no último dia 8, apenas 28% estavam nessa situação.
As respostas da gestão Kassab às perguntas enviadas na terça-feira foram dadas somente às 18h15 de sexta-feira. A Folha não conseguiu contato com Jilmar Tatto, secretário dos Transportes na gestão Marta Suplicy, a partir desse horário.
Em 2005, sua assessoria negava qualquer sucateamento da CET, dizia que a situação da empresa era melhor que a de 2000 e que ela havia se destacado pela prioridade ao transporte coletivo. (ALENCAR IZIDORO)

Add comment Maio 20, 2008

Uns poréns… (meus)

Período fraco de notícias. o Estadão, na verdade, publicou várias notícias a respeito da candidatura de Alckmin, Kassab e Marta no seu portal, porém, minha análise não irá compreender a mídia online. No entanto, algumas notícias veiculadas somente nos portais dos jornais trouxeram notícias relevantes para o trabalho:

  • Paulo Maluf anuncia candidatura à prefeitura de São Paulo.
  • 73% dos paulistanos acham o trânsito da capital ruim/péssimo. Entre os serviços de responsabilidade da prefeitura, é o com pior avaliação. Segundo 55% dos entrevistados a saúde é ruim/péssima. 39% desaprovam a qualidade da educação. A coleta de lixo domiciliar foi aprovada por 65%, enquanto a limpeza de vias obteve 35% de bom/ótimo. Pesquisa da Datafolha.

  • Segundo pesquisa do Ibope Marta abre vantagem de até 8 pontos para Alckmin, dependendo do cenário. De três cenários montados para a pesquisa, nos dois em que Alckmin figura na lista de candidatos, Marta Suplicy (PT) o supera com uma vantagem de oito pontos: 31% a 23% ou 35% a 27%, quando são excluídos do rol de candidatos Paulo Maluf (PP) e Luiza Erundina (PSB). Gilberto Kassab (DEM), figura com 14% num cenário e com 16% noutro. Marta tem 29% de rejeição. Alckmin 28%. Só Maluf tem mais: 55%

Eu me pergunto uma coisa: por que essa pesquisa não foi publicada nos jornais?

  • Acabou a possibilidade de Kassab ser vice de Alckmin. Para isso ele deveria se desligar da prefeitura até o dia 5.

Add comment Maio 19, 2008

Kassab admite agora ampliar o rodízio

26 de março – Folha de S.Paulo

Restrição passaria a vigorar das 7h às 11h e das 17h às 21h; prefeito diz também que vai apoiar construção de nova linha do metrô

Prefeito, que dizia que não ampliaria o rodízio na sua gestão, fez a divulgação do estudo após seguidos recordes de trânsito

ALENCAR IZIDORO
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), anunciou ontem que estuda a ampliação do horário do rodízio de veículos e que a gestão municipal vai bancar os projetos preliminares para a construção de uma nova linha de metrô na cidade, entre a Freguesia do Ó (zona norte) e a Mooca (zona leste).
A divulgação, a seis meses e meio das eleições na qual ele deve tentar se reeleger, ocorre após seguidos recordes de congestionamento na capital e seis dias depois de apresentar um pacote de medidas considerado por analistas como “tímido” para conter a piora do trânsito.
Kassab, que até pouco tempo atrás descartava a ampliação do rodízio, disse ter pedido estudos para avaliar a possibilidade de prolongar a restrição à circulação de veículos em uma hora de manhã e mais uma à noite. A medida passaria a vigorar das 7h às 11h e das 17h às 21h.
As primeiras análises da CET devem ser apresentadas na semana que vem, mas, segundo ele, a decisão poderá demorar. “Esses estudos têm de ser feitos com muito cuidado, isso demanda muito tempo, talvez até meses, porque a cidade não pode ver implantadas medidas que não surtem efeito”, disse.
Nas gestões Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB), a administração municipal também cogitou a ampliação do rodízio (tanto da área de restrição como do horário e da quantidade de placas por dia), mas a proposta foi descartada após estudos concluírem que a alteração não teria efeitos significativos.
“Essa uma hora a mais não vai ter grande demanda. Fizemos simulações e vimos que não tem efeito prático nenhum”, disse Chico Macena (PT), hoje vereador e que presidiu a Companhia de Engenharia de Tráfego na gestão Marta.
A Folha apurou que alguns técnicos da CET ficaram contrariados com a decisão de Kassab de solicitar novos estudos -que foram pedidos pelo prefeito depois de conversas com integrantes do governo Serra.
O presidente da CET, Roberto Scaringella, descartava, em entrevistas nos últimos meses e semanas, qualquer possibilidade de mudança do rodízio.
O secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, negou recuo. Disse que a hipótese de haver mais de duas placas proibidas pelo rodízio diariamente “está absolutamente descartada” -dando a entender que as declarações anteriores não falavam de horário.
O prefeito também afirmou ontem que receberá nos próximos dias os primeiros resultados de estudos sobre a ampliação das restrições de entregas por caminhões em São Paulo.
Uma hipótese é aumentar a área de abrangência da ZMRC (zona de restrição aos caminhões com mais de 6,30 metros em determinados horários). Ela já subiu de 11,5 quilômetros quadrados para 24,5 quilômetros quadrados em 2007, mas, pela nova proposta, seria ampliada a todo centro expandido.
Outro estudo é para aumentar os horários dessa proibição -que hoje começa após as 10h. Uma alternativa é proibir as operações de carga e descarga a partir das 8h. A outra prevê a liberação de entregas por caminhões somente das 23h às 6h.

Add comment Maio 17, 2008

PT vai mirar trânsito para atacar prefeito

17 de março – Folha de S.Paulo

O PT vai explorar os problemas no trânsito de São Paulo para tentar enfraquecer ainda mais a aliança tucano-democrata que governa o Estado e a sua capital.
Mesmo sem ter a ministra Marta Suplicy na pré-campanha, já que ela ainda não anunciou oficialmente a intenção de disputar a prefeitura, o partido já prepara seu discurso na área.
“Vamos mostrar que o que foi prometido por José Serra para melhorar o trânsito na capital não foi cumprido”, diz o vereador João Antônio.
O plano de governo do tucano, de quem o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), era vice, prometia, entre outras coisas, mudar a política de carga e descarga de veículos e aumentar investimentos na sinalização.
“O trânsito e o transporte eram marcas fortes da administração Marta [200-2004]. É natural que a gente queira mostrar isso para a população”, diz Antonio Donato, secretário de comunicação do PT paulista.
A estratégia de eleger o setor como “abre-alas” da campanha também tem por objetivo criticar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), outro pré-candidato.
“Os tucanos foram os que menos construíram linhas de metrô e já governam o Estado desde 1995. Além disso, fazem parte da administração do Kassab”, diz Donato.
Semana passada, o prefeito, que já disse ter a intenção de disputar a reeleição, lançou um pacote de medidas na tentativa de reduzir os problemas na área.
Nos próximos dias, o PT começará a trabalhar no plano de governo de ministra Marta. (JAB)

Add comment Maio 17, 2008

O caos no transporte e a cidade tucana

20 de março – Folha de S.Paulo

O caos no transporte e a cidade tucana

CARLOS ZARATTINI

Agora, no fim do mandato, quando a crise do trânsito já explodiu, surge um tímido “pacote”, um esparadrapo para conter uma hemorragia

NAS ÚLTIMAS semanas, a cidade de São Paulo vem tendo a sensação de que vai parar pelo excesso de congestionamentos.
Além das tradicionais reportagens que destacam o “drama” de quem está parado nos automóveis, dessa vez o povo da zona sul resolveu protestar de forma espontânea e mostrar insatisfação com o transporte coletivo.
Muitos colocam a responsabilidade no crescimento econômico e no aumento de carros em circulação. Certos gestores municipais dizem que o que mudou foi a forma de medição dos congestionamentos. A culpa da febre vai para o termômetro! “É inevitável”, atestam os sábios.
Triste situação para uma prefeitura que se elegeu com a palavra de ordem do “planejamento”. Como se essa não tivesse sido a tônica do governo de Marta Suplicy, que aprovou o Plano Diretor e o Plano de Transporte, um marco na história de São Paulo.
Triste, pois qualquer estagiário de engenharia poderia intuir que o crescimento econômico levaria a essa situação. E que era necessário colocar em prática um plano de reformulação do sistema de circulação, privilegiando o transporte coletivo, aumentando sua velocidade, melhorando sua qualidade tanto no tempo de espera como no conforto dos veículos. Barateando seu custo, ampliando o bilhete único.
A gestão PSDB/DEM vem demonstrando que não é ruim só de planejamento, mas deixou claro que também é ruim na implementação.
Não ampliou os Passa Rápido e abandonou os já existentes, diminuindo a fiscalização e a velocidade média. Sucateou a CET, deixando os operadores sem rádio e sem guinchos para remover os veículos que atrapalham o trânsito. Agora, no final do mandato, quando a crise do trânsito explodiu, surge com um tímido “pacote” de obras -um esparadrapo para conter uma hemorragia.
Essa incapacidade já havia sido demonstrada no governo estadual. Há 13 anos sob governo tucano, o Metrô tem andado pouco. A linha 4, prevista para ser entregue agora em 2008, só será parcialmente entregue em 2011.
A linha 5 (que liga o Capão Redondo a Santo Amaro) vive às moscas e está parada desde 2002. Os problemas operacionais que ocorrem quase diariamente são atribuídos ao bilhete único e ao excesso de passageiros!
O que esperar dessa situação? Apenas que mais pessoas comprem carro ou moto, aumentando os congestionamentos e alimentando um círculo vicioso em que os ganhos de produtividade que se obtêm nas empresas são perdidos na circulação. E a solução da elite é o pedágio urbano: só circula quem paga e quem tem. Precisamos romper o círculo vicioso e retomar a dinâmica de melhoria do transporte público que havia se estabelecido a duras penas durante o governo Marta.
Há que ter coragem, agora, para impedir a circulação de caminhões de grande porte pelas principais avenidas da cidade durante o dia. Essa imposição é fundamental para ganhar espaço para os veículos que transportam quem tem hora para o trabalho.
Seria benéfica para os próprios transportadores, que fariam suas entregas com maior agilidade. No entanto, no sistema anárquico da nossa produção, só vai funcionar com uma decisão da administração pública.
É necessário retomar o plano deixado pelo governo Marta, com 325 km de Passa Rápido e 204 km de vias com tratamento preferencial para os ônibus, dos quais foram construídos 71 km de corredores exclusivos e outros 35 km reformados, reduzindo em 40% o tempo de viagem dos usuários das linhas que se utilizavam deles.
Urge adotar inovações, como o controle centralizado da operação -que também foi abandonado-, transformar os corredores num metrô de superfície, com velocidade e segregação da via. Dar passos adiante, adotando a cobrança fora do veículo em pequenas estações.
Infelizmente, não podemos esperar o tempo das obras do Metrô. É verdade que a prefeitura (e o governo federal) deve colaborar com os seus investimentos. Mas muito mais importante é chegar com o transporte de qualidade na periferia da cidade, evitando que ali também prevaleçam os automóveis na circulação.
Temos que garantir a qualidade e o conforto e baratear a tarifa, para que centenas de milhares deixem seus carros em casa ou em estacionamentos conectados com o transporte.
De nada adianta a simples maquiagem. O marketing político pode até surtir resultados nas eleições, mas não resolve os problemas da cidade.
O povo está cansado do descaso, encoberto com frases de efeito e medidas cosméticas. Infelizmente, o “pacote” de medidas da gestão Kassab não será capaz de eliminar o gargalo da falta de atitudes que seriam necessárias para fazer a cidade circular.


CARLOS ZARATTINI, 48, economista, é deputado federal (PT-SP). Foi secretário municipal dos Transportes de São Paulo (gestão Marta Suplicy).

Add comment Maio 14, 2008

PT vai mirar trânsito para atacar prefeito

17 de março – Folha de S.Paulo

O PT vai explorar os problemas no trânsito de São Paulo para tentar enfraquecer ainda mais a aliança tucano-democrata que governa o Estado e a sua capital.
Mesmo sem ter a ministra Marta Suplicy na pré-campanha, já que ela ainda não anunciou oficialmente a intenção de disputar a prefeitura, o partido já prepara seu discurso na área.
“Vamos mostrar que o que foi prometido por José Serra para melhorar o trânsito na capital não foi cumprido”, diz o vereador João Antônio.
O plano de governo do tucano, de quem o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), era vice, prometia, entre outras coisas, mudar a política de carga e descarga de veículos e aumentar investimentos na sinalização.
“O trânsito e o transporte eram marcas fortes da administração Marta [200-2004]. É natural que a gente queira mostrar isso para a população”, diz Antonio Donato, secretário de comunicação do PT paulista.
A estratégia de eleger o setor como “abre-alas” da campanha também tem por objetivo criticar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), outro pré-candidato.
“Os tucanos foram os que menos construíram linhas de metrô e já governam o Estado desde 1995. Além disso, fazem parte da administração do Kassab”, diz Donato.
Semana passada, o prefeito, que já disse ter a intenção de disputar a reeleição, lançou um pacote de medidas na tentativa de reduzir os problemas na área.
Nos próximos dias, o PT começará a trabalhar no plano de governo de ministra Marta. (JAB)

Add comment Maio 14, 2008

Governo anuncia medidas à tarde e lentidão bate recorde à noite: 221Km

14 de Março de 2008 – Estado de S.Paulo

 Prefeitura quer restringir circulação de veículos de carga e proibir estacionamento nos principais corredores

Camilla Rigi

Às 19 horas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contabilizou 221 km de congestionamento na capital paulista – o maior registro para o horário desde 2 de junho de 1999, embora a medição atual atinja 46% mais vias. Sete horas antes, o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, anunciou um pacote de medidas para tentar melhorar o trânsito, incluindo restrições às cargas e ao estacionamento de veículos em horários de pico.

Ao todo, 26,5% dos 835 quilômetros de vias monitoradas estavam congestionados à noite. O pior trecho eram as pistas expressa e local da Marginal do Tietê, sentido Lapa-Penha, onde o engarrafamento era de 15,4 quilômetros, desde a Castelo Branco até a Ponte da Vila Guilherme. No sentido oposto, a lentidão ia do Hospital da Vila Maria até a Ponte da Casa Verde. No Corredor Norte-Sul, formado pelas Avenidas 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira Guimarães, sentido Aeroporto de Congonhas, a morosidade era de 8,7 quilômetros, desde a Praça da Bandeira até o Viaduto João Julião da Costa Aguiar.

“Esperamos que, a partir de abril, haja uma regressão muito grande no trânsito”, disse o secretário. Moraes citou a Alameda Santos, nos Jardins, zona sul, e a Avenida Voluntários da Pátria, na zona norte, como exemplos de vias em que o estacionamento livre atrapalha a fluidez dos carros. Posteriormente, a assessoria do secretário teve de corrigi-lo: já é proibido o estacionamento na alameda.

A ação anunciada pelo secretário, aliás, contradiz uma atitude do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Há nove meses, ele vetou o projeto de lei, aprovado pela Câmara, que restringia estacionamento de veículos nas principais ruas e avenidas do centro expandido de São Paulo. “A cidade não está preparada para essa lei”, disse Kassab na época.

Para o arquiteto e ex-vereador Nabil Bonduki, que coordenou a elaboração do substitutivo do Plano Diretor e do Projeto para Reestruturação do Sistema de Transporte do Município, na gestão Marta Suplicy, a decisão de restringir o estacionamento cria um problema para o comércio de rua e elitiza o uso do carro. “Quem pode pagar um estacionamento usa o carro do mesmo jeito. A solução é priorizar o transporte coletivo.”

Segundo Moraes, desde que ele assumiu a secretaria, em agosto, um grupo de estudos foi formado e mapeou 19 pontos de estrangulamento. “São locais que precisam de alteração de semáforo, sinalização ou pequenas obras.” Um dos pontos citados, que deve entrar em reforma na próxima semana, é o Terminal Varginha, na zona sul.

Para chegar ao terminal, os ônibus precisam fazer um retorno que, segundo o secretário, demora 25 minutos. Para economizar esse tempo, serão feitas alterações viárias na região. No período da manhã, o terminal é utilizado por 120 mil pessoas.

O mesmo grupo de estudos finaliza um mapa com 140 rotas alternativas que devem ser divulgadas até o fim do mês, de acordo com o secretário. “Se pegarmos um helicóptero no horário do rush, vamos perceber que a 23 de Maio está parada, enquanto as ruas paralelas estão andando com um número mínimo de veículos. Há possibilidade de repartir esse fluxo.” Moraes garantiu, porém, que as alternativas serão adotadas em vias onde já há movimentação de veículos e as áreas residenciais não serão invadidas.

A circulação de caminhões também será afetada. O secretário declarou que vai impedir que cargas circulem em determinadas regiões, também não definidas até ontem. No ano passado, a Secretaria de Transportes ampliou a Zona de Máxima Restrição à Circulação (ZMRC) de 11,5 quilômetros para 24,5 quilômetros quadrados. No perímetro, os caminhões não podem circular de segunda a sexta-feira, das 10 às 20 horas, e no sábado, das 10 às 14 horas. Estão liberados apenas os chamados Veículos Urbanos de Carga (VUCs), que têm dimensões máximas de 6,3 metros de comprimento e 2,2 metros de largura.

CORREDORES

Outra medida será o ajuste dos tempos de semáforos em corredores de ônibus para diminuir o tempo no percurso. “A prioridade é para o transporte público. Vamos reduzir pela metade ou até em dois terços o tempo nos corredores”, prometeu Moraes. Ele citou o corredor da Estrada do M?Boi Mirim como modelo do que deve ser seguido. “Na sexta-feira (7 de março), o trajeto era feito em 77 minutos. Segunda, foi feito em 62 minutos e ontem em 22 minutos.” Na semana passada, nessa estrada houve uma manifestação de moradores para pedir mais rapidez dos ônibus. COLABOROU EDUARDO REINA

Add comment Maio 14, 2008


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