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Com o pé no tubo – EDITORIAL

24 de abril – Estadão

O apoio do PMDB à candidatura do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi anunciado, mas não se pode dizer que esteja sacramentado.

Há tantas implicações numa aliança como essa, há tantas variantes nacionais, regionais, partidárias, presentes e futuras envolvidas, que é difícil acreditar em definições imutáveis tomadas dois meses antes do fim do prazo fatal: junho.

Por enquanto, de certo o que existe é um movimento que vai mexer na armação da disputa municipal mais importante do País.

Por exemplo: nem bem o acordo foi anunciado, o grupo do prefeito correu para fazer declarações públicas de apreço à manutenção da aliança entre tucanos e democratas.

Demonstrações de amizade a Geraldo Alckmin como não se ouviu nos últimos meses. Isso ao mesmo tempo em que se dava publicidade a um acerto cujo primeiro efeito é retirar oxigênio da candidatura de Alckmin.

Claro, pois se Kassab que já tem a máquina municipal e conta com a sustentação extra-oficial da administração estadual ainda ganha o tempo de televisão do PMDB e mais o simbolismo do apoio do maior partido da coligação do presidente Luiz Inácio da Silva, o que sobra para Geraldo Alckmin?

Parte da estrutura do PSDB, o apoio de lideranças tucanas fora de São Paulo (de influência zero sobre o eleitorado paulista) e os índices das pesquisas que, de resto, já foram mais substanciais.

Ao “pisar no tubo” do ex-governador, seus adversários devem ter um objetivo. O único à vista seria levá-lo a aceitar uma conversa sobre desistência da disputa municipal para aguardar a vez de concorrer ao governo do Estado em 2010.

É de se aguardar a reação do cardinalato tucano que trabalha a distância em prol de Alckmin. Certamente haverá e obviamente produzirá algum efeito.

Do lado do PT, que era tido como o interlocutor preferencial de Orestes Quércia, também houve gritaria e invocações de respeito à coligação federal.

Haverá, portanto, reações, ofertas de toda sorte e tentativas de mudar o quadro. Ao interromper as conversações, Quércia deve ter um objetivo.

O mais vistoso no horizonte é a valorização do passe diante do PT, que resiste em entregar uma vaga ao Senado porque a primazia é de Aloizio Mercadante, enquanto o DEM abre de bom grado mão da vez até então reservada a Guilherme Afif Domingos.

A despeito das novidades dos próximos capítulos, tal acerto, se confirmado, não pode ser visto como uma aliança entre o PMDB e o DEM. Não resulta de acordo com o PSDB nem indica abalo na coligação nacional PT-PMDB.

Diz respeito à conjugação de interesses de Orestes Quércia e José Serra, com a importante contribuição, em retrospectiva, de Marta Suplicy e sua inesquecível (para Quércia) participação no programa Roda Viva, em 2004.

Na entrevista, a então prefeita disse que o PMDB não era “confiável” como parceiro.

E não é mesmo. Mas, como diz um ex-adversário do PT, hoje ministro de Lula: “Os outros podem nos achar de quinta, mas precisam saber que temos o direito de discordar.”

Enfim

“Alguns movimentos sociais atuam na fronteira da legalidade, o que exige firmeza das autoridades constituídas”, disse no discurso de posse o novo presidente do Supremo, Gilmar Mendes, ao lado do presidente Lula, que de olhos baixos estava, de olhos baixos ficou.

Aos fatos

Tal como já fizera Lula ao saudar a derrota presidencial de 1989, porque, confessou, não estava “preparado” para governar o Brasil, Ciro Gomes comemorou o fato de não ter sido eleito em 2002. “Não estava maduro.”

Compreende-se que o intuito da autocrítica sobre as imperfeições do passado seja o de reforçar o primor dos atributos do presente.

Mas não deve soar bem aos eleitores de ambos nas referidas eleições a revelação de que foram vítimas de assumida propaganda enganosa.

Tal como fez o presidente Lula recentemente em visita a Pernambuco, redesenhando a história da ascensão e queda de Severino Cavalcanti, Ciro Gomes revisou o episódio apresentando Severino como o cerne de um “golpe” em marcha contra Lula.

Segundo Ciro, a oposição planejava usar o então presidente da Câmara para dar curso a um pedido de impeachment, desistindo apenas quando Severino aderiu ao governo.

É possível que Lula e Ciro tenham seus motivos para tentar conferir a Severino Cavalcanti um papel histórico que ele não teve. Mas, quaisquer que sejam, não têm o condão de alterar a realidade: Severino subiu no vácuo da divisão do PT e caiu por corrupção comprovada.

Quanto ao impeachment, a decisão de não apresentar o pedido foi tomada numa reunião dos partidos de oposição na segunda-feira seguinte ao depoimento de Duda Mendonça na CPI dos Correios, quando o publicitário confessou ter recebido recursos de caixa 2 para fazer a campanha presidencial de 2002.

Add comment Maio 27, 2008

Quércia reúne PMDB hoje para anunciar apoio a Kassab

24 de abril – Estadão

Aliados de Alckmin e petistas responsabilizam Serra por manobra pró-DEM

Após meses de negociação para a eleição em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia leva hoje à Executiva Estadual do PMDB a proposta de endossar a candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) à reeleição. A reunião, prevista inicialmente para ontem, foi remarcada para que Kassab participe em seguida de confraternização com lideranças do PMDB.

“Chegamos à conclusão de que, no que se refere ao interesse do partido, o Kassab era a melhor opção”, disse Quércia, que há poucas semanas sinalizava que fecharia com o PT da ministra do Turismo, Marta Suplicy.

O acerto tira do jogo a sigla mais cortejada na sucessão em São Paulo, dona de um tempo no rádio e na TV de cerca de quatro minutos diários. Quércia obteve a garantia de que o DEM deixará de ter candidato ao Senado em 2010 para apoiá-lo. Principal nome do DEM para a vaga, Guilherme Afif Domingos abriu mão da disputa.

Ficou acertado ainda que Quércia não se oporá à entrada do PSDB na aliança, cedendo a vice na chapa, caso os tucanos a reivindiquem. “Seria ótimo. Podemos conciliar as coisas para 2010.” Se o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) for candidato, a vice fica com a engenheira Alda Marco Antônio.

Ontem, Kassab confirmou a aliança, mas, depois, disse que não passava de expectativa. “Meu esforço continua sendo no sentido de buscar com toda a energia possível a manutenção da nossa aliança com o PSDB e, agora, de uma maneira bastante otimista porque está se incorporando a essa aliança, se ela for mantida, o PMDB”, afirmou. “Estou dizendo da minha expectativa”, consertou. O prefeito também recebeu em seu gabinete representantes do PTB, PPS, PV e PSB, além do PMDB. Informou que lança sua candidatura até sexta-feira, antes de o PSDB tomar posição sobre a candidatura Alckmin. O objetivo, dizem aliados, é fazer uma “operação-abafa” e não deixar espaço para o tucano.

Ontem, o PSDB debitava acordo DEM-PMDB na conta do governador tucano José Serra. A mesma tese circulava entre petistas, que no fim da tarde ainda tentavam, sem sucesso, retomar a negociação com Quércia. O objetivo era reforçar a garantia de que o partido o apoiaria para o Senado em 2010, sem oposição do senador Aloizio Mercadante, candidato natural a outro mandato na Casa. A manifestação, entretanto, foi tardia e não convenceu Quércia. O ex-governador avaliou que correria o risco de o PT recuar na véspera da eleição.

Surpresa com o acordo, a direção do PT diz que agora dará continuidade às negociações com outros partidos da base, em especial PR , PSB, PC do B. “O PT não vai se mover pelas ações políticas do DEM e do PSDB”, disse o presidentedo PT em São Paulo, Edinho Silva.

Add comment Maio 27, 2008

Serra faz nova aparição com Kassab e é irônico sobre uso de cenas na TV

23 de abril – Folha de S.Paulo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), tiveram ontem sua quarta aparição pública desde a sexta-feira. Na chegada à solenidade -a entrega de apartamentos para 278 famílias da favela Paraisópolis-, Serra brincou ao ser cumprimentado por Kassab.
“Venha aqui para aparecer no horário eleitoral.”
O governador se referia ao fato de uma equipe de campanha ter registrado sua participação numa cerimônia na semana passada. Já no palanque, montado no conjunto habitacional em Campo Limpo, Serra enalteceu.
“Este é mais um trabalho conjunto entre prefeitura e governo”, disse o governador, afirmando haver outros projetos como esse.
Questionado se houve mais incidência de cerimônias conjuntas neste ano eleitoral, Kassab disse que é “o ritmo normal” de agenda. Mas que agora “estão prestando atenção”.
Disposto a sensibilizar o ex-governador Geraldo Alckmin, Kassab admitiu ontem a hipótese de abrir mão da candidatura em favor do PSDB. Ao responder se sua candidatura era irreversível, Kassab disse que não. E acrescentou:
“Não me sentiria nem um pouco diminuído se em algum momento a aliança tivesse como candidato o governador Geraldo Alckmin”.
Com o gesto, Kassab tenta mostrar desprendimento e atrair Alckmin. Em conversas, o prefeito diz que sua intenção é conquistar a adesão dos tucanos a sua candidatura, especialmente se fechado o acordo com o PMDB.
Mas também tem afirmado que se sente desconfortável com a hipótese de ruptura.
“Ideal que a aliança continue, desde o primeiro turno.”

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Painel – Renata Lo Prete

17 de abril – Folha de S.Paulo

Sintonia. Em projeto de lei enviado à Câmara, Gilberto Kassab (DEM) reduziu de R$ 1 bilhão para R$ 700 milhões a meta de superávit primário de São Paulo neste ano eleitoral. Tudo para liberar recursos para as contrapartidas municipais aos investimentos do PAC de Lula na cidade.

Espelho meu 1. Marta Suplicy é o “case” em que o DEM mira ao investir na avaliação de Kassab. O partido do prefeito lembra que a petista não se reelegeu em 2004, mas viu a nota de seu governo subir da faixa de 25% de aprovação para os 48% que têm hoje.

Espelho meu 2. Ainda que não se reeleja, a gestão aprovada seria um capital futuro para Kassab, diz o DEM.

Add comment Maio 27, 2008

MINHA OPINIÃO

O que podemos analisar até agora é pouco. No momento, os partidos concentram seus esforços na articulação de apoios e alianças, para, em seguida, montar as chapas e escolher os vices.

Nenhuma candidatura foi lançada, até o momento, mas a especulação em torno dos principais nomes – Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab – toma conta dos noticiários.

Enquanto o PT de Marta tenta trazer o PMDB, o PR (antigo PL) e o “bloquinho” para sua rede de apoios, o DEM e o PSDB vivem um drama. A briga interna entre Kassab e Alckmin promete ir longe. Kassab, apadrinhado pelo governador e ex-prefeito José Serra, insiste na candidatura, no momento em que sua avaliação como prefeito apresenta índices recordes. Alckmin, por sua vez, conta com os bons resultados na Datafolha. No entanto, sue partido enfrenta uma cizão: aqueles que acham que Alckmin deveria desistir da candidatura em prol de Kassab e aqueles que insistem numa candidatura própria do partido.

O clima promete esquentar.

Alckmin, por um lado, quer visibilidade para poder concorrer ao governo, ou quem sabe, à presidência em 2010. Não quer de ser cabo eleitoral de Serra.

Kassab se nega a ser vice novamente.

Serra quer minar os planos de Alckmin, para que seja o principal nome do PSDB para as eleições de 2010.

Marta, entanto assiste seus rivais em conflitos internos desgastantes, aproveita seus últimos momentos como ministra do turismo e diz que sua candidatura permanece indefinida.

Add comment Maio 17, 2008

Trégua DEM-PSDB aproxima Quércia do PT

5 de abril – Folha de S.Paulo

Líder do PMDB mira vaga ao Senado apoiado por coalizão forte, que não o incluiria se aliança entre tucanos e democratas for mantida

É aventada possibilidade de Kassab se lançar ao Senado em 2010 com o PSDB na chapa, caso prefeito de São Paulo desista da reeleição

JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL

A reaproximação entre tucanos e democratas nos últimos dias em São Paulo deixou o PMDB na iminência de um acordo com o PT da ministra Marta Suplicy (Turismo).
As conversas entre peemedebistas e petistas se intensificaram nesta semana e os dois lados só aguardam um anúncio oficial da ministra e ex-prefeita de que deixará a Esplanada para definir os detalhes.
“Um entendimento entre o [Geraldo] Alckmin e o [Gilberto] Kassab dificulta uma aliança com eles, complica. Por isso, nós vamos esperar mais, até porque a Marta ainda não anunciou que é candidata”, disse ontem o ex-governador Orestes Quércia, que hoje comandará um encontro do PMDB na capital paulista.
Questionado sobre a chance de seu partido lançar uma candidatura própria, Quércia, principal líder peemedebista no Estado, disse que ela é remota: “Possivelmente, vamos compor alguma aliança. Sinto que hoje esse é o desejo dos nossos diretórios”.
“Estamos muito otimistas e as coisas estão caminhando bem para nós”, afirmou o presidente do PT paulistano, vereador José Américo Dias. Nesta semana, ganhou força no DEM e no PSDB o grupo que defende a aliança entre os dois partidos já no primeiro turno.
Dentre as possibilidades aventadas para a composição, está a de os tucanos apoiarem o democrata para o Senado em 2010 caso ele desista da reeleição. O prefeito faria dobradinha com nome do PSDB. Quércia ambiciona concorrer a uma das duas vagas de senador amparado por uma forte coligação. O PT já sinalizou ao ex-governador que está disposto a encampar seu projeto. Nesse caso, ele formaria dupla com o petista Aloizio Mercadante.
Ontem, Kassab comentou a hipótese do acordo: “As minhas energias serão canalizadas para a manutenção da aliança. A minha predisposição, a minha vontade, é de ser candidato a prefeito, mas não farei desta aspiração pessoal um imperativo para uma decisão política”.
Mesmo se a aliança tucano-democrata não sair no primeiro turno, os peemedebistas acham que Kassab e Alckmin deixarão alinhavadas as bases de um acordo no segundo turno, e ele necessariamente envolveria a vaga do Senado em 2010.
Também ontem, o secretário estadual Guilherme Afif Domingos (Emprego e Relações do Trabalho), do DEM, e o presidente do PSDB paulista, José Henrique Reis Lobo, trataram do assunto aliança.
Afif é um dos cotados para ser vice de Alckmin se Kassab abandonar seu projeto eleitoral neste ano. Em 2006, ele foi candidato ao Senado na chapa do ex-governador tucano.
O líder do DEM na Câmara Municipal, Carlos Apolinário, divulgou uma carta aberta ao governador José Serra (PSDB), de quem Kassab era vice na prefeitura até 2006, pedindo que ele trabalhe pela aliança.
No domingo passado, Serra e Alckmin se reuniram por cerca de uma hora. O ex-governador quer o empenho do Palácio dos Bandeirantes para unir os tucanos em sua campanha.


Colaboraram CATIA SEABRA e EVANDRO SPINELLI , da Reportagem Local

Add comment Maio 17, 2008

Serra deve apoiar Alckmin, dizem 60% dos eleitores

30 de março – Folha de S.Paulo

Para a maioria dos entrevistados, o governador de SP deve apoiar o tucano, e não Kassab, na disputa pela prefeitura

Entre os que se declaram eleitores do prefeito da capital, 29% afirmam que Serra deve defender nome do seu próprio partido

DA REPORTAGEM LOCAL

Apesar da simpatia pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), terá que apoiar Geraldo Alckmin, se depender da vontade do eleitor. Segundo pesquisa Datafolha, 60% dos entrevistados afirmam que Serra deverá dar apoio ao candidato do seu partido caso Alckmin e Kassab concorram à Prefeitura de São Paulo.
Segundo o Datafolha, 25% dos entrevistados responderam que Serra deveria apoiar Kassab. Três por cento disseram que o governador poderia apoiar os dois, enquanto 9% optaram por “nenhum dos dois” como resposta.
O índice dos que defendem o apoio de Serra a Alckmin é ainda maior entre os simpatizantes do PSDB. Chega a 80%. Num momento de turbulência no tucanato, 61% dos entrevistados que declaram o PSDB como partido de preferência afirmam que pretendem votar em Alckmin, enquanto 18% optam por Kassab.
Até 29% dos eleitores de Kassab afirmam que Serra deveria mesmo apoiar Alckmin.
Ainda de acordo com a pesquisa, um quarto do eleitorado (25%) afirma que poderia votar no candidato indicado por Serra. Outros 24% responderam que o apoio de Serra faria com que não votassem nesse candidato, enquanto 48% disseram que seria indiferente.
Consolidada a candidatura de Alckmin à prefeitura, os alckmistas cobram o apoio de Serra. O governador, no entanto, evita declarações enfáticas.
Já 17% dos entrevistados responderam que poderiam votar no candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 23% disseram que a indicação de Lula faria com que não votasse nele. Mais da metade (55%) afirmou que o apoio de Lula seria indiferente.
Para os candidatos, um alerta: 51% dos entrevistados responderam que mudariam seu voto caso soubessem que seu candidato a prefeito tem planos de permanecer apenas por dois anos no cargo, lançando-se à Presidência em 2010. Outros 44% afirmaram que votariam nele mesmo assim.
Esses números se invertem apenas entre os que declaram voto em Geraldo Alckmin: 52% dos eleitores do tucano responderam que votariam nele ainda que soubessem dessa pretensão, enquanto 43% disseram que mudariam o voto.
O eleitorado fica dividido quando se leva em consideração a troca da prefeitura pelo Palácio dos Bandeirantes, a exemplo do que fez Serra em 2006. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados disseram que manteriam o voto no candidato ainda que conhecessem essa ambição; 47% mudariam.
Mais da metade (52%) dos eleitores de Marta Suplicy disseram que mudariam de voto se soubessem da disposição da petista de concorrer ao governo estadual em 2010, enquanto 45% disseram que manteriam o voto. Já 59% dos eleitores de Alckmin votariam nele mesmo se concorresse ao Bandeirantes, mas 38% mudariam de voto. Entre eleitores de Kassab, 53% manteriam o voto e 44% mudariam.

Add comment Maio 17, 2008

Ao lado de Serra, Tasso diz que PSDB e DEM “estão dando um tempo” em SP

15 de março – Folha de S.Paulo

KAMILA FERNANDES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA

Ex-presidente nacional do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) afirmou ontem que a candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo já está definida, mas que isso não representa um rompimento com o DEM, do atual prefeito Gilberto Kassab. “[PSDB e DEM] Estão dando um tempo”, disse, ao responder se os dois partidos não estariam “desfazendo o casamento”.
“Da nossa parte está resolvido, do PFL [hoje DEM] eu não sei. O nosso [candidato] será o Alckmin”, afirmou, em um evento no palácio Iracema, sede do governo cearense, durante visita do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
O próprio Serra se recusou a falar sobre política. “Os assuntos de São Paulo eu falo em São Paulo.” De Fortaleza, Serra viajou a Pernambuco, onde veria a encenação da “Paixão de Cristo”, em Nova Jerusalém.
Para Tasso, o lançamento das candidaturas de Alckmin e Kassab não prejudicará os dois partidos, que terão como principal oponente a ex-prefeita Marta Suplicy (PT). “Depois a gente se junta no segundo turno”, disse Tasso.
O senador negou que um afastamento agora entre PSDB e DEM também signifique um rompimento em 2010, na corrida presidencial. “O que acontece em 2008 não tem nada a ver com 2010.”
O senador afirmou que ainda não há discussões sobre a sucessão presidencial no partido, que tem como principais nomes até agora o próprio Serra e o governador Aécio Neves (MG).
Serra foi ao Ceará para assinar protocolos de cooperação na tributação do ICMS e para encontro do diretório estadual do PSDB. Ele negou que já esteja viajando pelo país para antecipar a campanha presidencial. “Fui eleito para ser, até 2010, governador de São Paulo, não para ser candidato.”

Add comment Maio 14, 2008

Alckmin e Kassab deixam para maio decisão

15 de março – Estado de S.Paulo

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltaram a almoçar juntos na terça-feira, numa segunda rodada de conversas face a face para construir uma candidatura comum à Prefeitura de São Paulo. O almoço foi, mais uma vez, na residência do secretário de Relações Institucionais do governo estadual, José Henrique Lobo, e, embora cordial, não mudou a situação: os dois insistiram em suas candidaturas, concordaram em que vale a pena continuar tentando e marcaram um terceiro e decisivo almoço para o início de maio.

O encontro ocorreu por insistência de Lobo, que é amigo do ex-governador desde que os dois foram vereadores em Pindamonhangaba e Guaratinguetá, na década de 70, e ganhou confiabilidade no PSDB ao coordenar as campanhas de José Serra ao governo do Estado e de Alckmin à Presidência em 2006. Ele tem dito a amigos que continua acreditando na possibilidade de um acordo, embora pressinta, no meio tucano, uma progressiva descrença de que ela possa ser bem-sucedida. Embora aceitem conversar, os próprios candidatos já cuidam da montagem de suas equipes de campanha.

Apesar da aparente calma com que a disputa entre Kassab e Alckmin está se conduzindo, fontes do PSDB admitem que há um clima de muita tensão dentro do partido, porque ninguém consegue avaliar, agora, a repercussão futura dos possíveis danos com o estresse na aliança com o DEM. Os dois almoços de Kassab e Alckmin, se não indicaram um acordo, pelo menos serviram para amenizar as tensões internas, dizem líderes do PSDB, e para preconizar a possibilidade de que os dois, após o primeiro turno, se unam no segundo – considerando que só um deles chegará lá.

Dentro do PSDB, no entanto, raras pessoas acham que Alckmin possa reconsiderar sua candidatura à prefeitura. O partido deixou de trabalhar com essa hipótese, afirmam líderes que comandam a legenda tucana em São Paulo. Esse sentimento já chegou às bases: nas reuniões dos Diretórios Zonais da capital, os militantes parecem ter se empolgado com a tese da candidatura própria em São Paulo e prometem dedicar-se à campanha.

Ontem, Kassab e Alckmin minimizaram as informações de que a ministra Marta Suplicy será candidata em outubro. Kassab disse que continua “trabalhando pela cidade”. Alckmin afirmou apenas que não está preocupado com ela: “Não vejo nenhum problema. Aliás, o PT é um partido forte. É natural que tenha candidato.”

Add comment Maio 14, 2008


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