Posts Taggedpsb
Marta vê situação “delicada” para Alckmin
25 de abril – Folha de S.Paulo
Um dia depois de perder apoio do PMDB para Kassab, PT paulista tenta transferir derrota para ex-governador tucano
Ministra se encontra com políticos petistas e afirma estar em “uma situação dificílima e muito propensa a aceitar” disputar a eleição
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Um dia depois de perder para Gilberto Kassab (DEM) o apoio do PMDB na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o PT paulista se reuniu em peso com a ministra Marta Suplicy (Turismo), em Brasília, e tentou transferir para o tucano Geraldo Alckmin o título de principal derrotado no episódio.
“Acho que o governador Alckmin ficou em situação mais desfavorável, em uma situação bastante delicada, eu diria, já que seu próprio partido articula em direção contrária a ele”, disse a ministra ontem, em alusão à movimentação de bastidor do governador José Serra (PSDB) para levar o PMDB a apoiar a candidatura do prefeito paulistano.
Serra lidera a corrente tucana que tenta fazer Alckmin desistir de sua pré-candidatura em prol de Kassab, vencedor da queda-de-braço com o PT pelo apoio do ex-governador Orestes Quércia, que controla o PMDB em São Paulo.
Com a presença dos dois senadores paulistas do PT (Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante), 8 dos 14 deputados federais, mais da metade dos deputados estaduais e todos os 12 vereadores do partido em São Paulo, o encontro com Marta Suplicy chegou a uma avaliação de consenso, segundo relato dos participantes: Serra entrou abertamente na disputa em prol de Kassab.
Se por um lado o PT perde tempo de TV que o apoio do PMDB lhe traria (4min30s, sendo que o PT tem 4min), por outro a aliança Quércia-Kassab, trabalhada por Serra, desidrata a candidatura Alckmin.
“É o racha definitivo no PSDB, é uma paulada no Alckmin. Seria a mesma coisa que o presidente Lula articular contra a Marta”, afirmou o vereador José Américo, presidente do PT paulistano.
Um dos principais aliados de Alckmin, o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP) rebate. “Na nossa avaliação, quem se enfraqueceu foi a Marta, que é a concorrente principal. Ela, com o horário de TV do PMDB, teria a candidatura muito fortalecida”, disse.
Transporte
Oficialmente, a ida dos petistas ao encontro de Marta serviu como apelo para que ela assuma aquilo que, nos bastidores, todos dão como certo: a sua pré-candidatura a mais um mandato em São Paulo -Marta foi prefeita entre 2001 e 2004.
“Foi muito forte o apelo, de todo o partido no Estado de São Paulo, e isso me tocou profundamente, o que me deixa em uma situação dificílima e muito propensa a aceitar”, afirmou a ministra, que ontem já adotou, espontaneamente, o discurso preliminar de campanha ventilado há semanas por seus aliados nos bastidores: o trânsito em São Paulo. “Vemos que a população de São Paulo passa por uma situação de caos.”
Pela legislação eleitoral, Marta tem até 5 de junho para deixar o cargo de ministra, mas aliados afirmam que ela fará o anúncio oficial já nas próximas semanas.
“Tenho absoluta certeza de que ela dirá sim. A Marta é a nossa candidata, a escolha do PT já foi feita”, disse o senador Aloizio Mercadante, que também vocalizou uma das estratégias discutidas ontem a portas fechadas: a de pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ajudar o PT a fechar alianças com os três partidos do chamado bloquinho (PC do B, PSB e PDT), todos eles ameaçando lançar candidatos próprios. “É importante que o presidente tenha um olhar especial para a cidade de São Paulo”, afirmou Mercadante.
Add comment Maio 28, 2008
Painel – Renata Lo Prete
25 de abril – Folha de S.Paulo
Colateral. A implosão do acordo PT-PSDB em torno de Márcio Lacerda pode dificultar as negociações para que Marta Suplicy conquiste o apoio do PSB em São Paulo.
SOS. Petistas recorreram à cúpula nacional do PMDB na tentativa de reverter o apoio de Orestes Quércia a Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo. Ouviram que, diante do desprezo do PT pelos candidatos peemedebistas Brasil afora, não há nada a fazer.
Conta outra. Do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), que viu o PT abandonar o barco do prefeito João Henrique (PMDB) em Salvador para lançar candidato próprio: “Se eu pedir ao Quércia que apóie a Marta ele vai rir na minha cara”.
Nem pensar. A um correligionário com quem conversou longamente ontem, Geraldo Alckmin afirmou que não recuará da decisão de concorrer à prefeitura, mesmo agora que a aliança do PMDB com Gilberto Kassab deixou o pré-candidato tucano em estado de quase asfixia.
Será? De um dirigente tucano ligado a Alckmin, sobre a possibilidade de o ex-governador desistir da eleição: “É a mesma de um terremoto atingir a cidade de São Paulo”.
Idéia fixa. Durante reunião do PT paulista com Marta Suplicy ontem, Devanir Ribeiro (PT-SP) disse que agora só cumprimenta as pessoas com três dedos estendidos. Principal porta-voz da idéia de dar a Lula o direito de concorrer em 2010, o deputado explicou que se trata de gesto-símbolo do terceiro mandato.
Add comment Maio 28, 2008
Painel – Renata Lo Prete
24 de abril – Folha de S.Paulo
Muito vivo
Enquanto todos se impressionavam com a movimentação frenética de Aécio Neves, em contraste com a imobilidade de José Serra, este apadrinhou um lance -o apoio do PMDB à reeleição de Gilberto Kassab (DEM)- que deixou perplexos seus adversários internos e externos, com reflexos sobre 2008 e 2010.
De imediato, a aliança retira o oxigênio da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), que agora terá de disputar com Marta Suplicy (PT), em condições desfavoráveis, o apoio de partidos do bloquinho (PSB, PC do B e PDT). No longo prazo, o acordo sepulta a idéia de que o PMDB teria apenas duas opções na sucessão presidencial: o candidato de Lula ou Aécio, com quem vem flertando. Um novo romance está no ar.
Pólo. Pelo acerto fechado com Kassab, Orestes Quércia, candidato ao Senado, estará automaticamente no barco de Serra. Mas até adversários reconhecem que a aliança tem potencial para atrair em 2010 outras lideranças do PMDB, como Roberto Requião (PR) e Jarbas Vasconcelos (PE).
Help! Alckmistas esperam a ajuda de Aécio, desde sempre o maior entusiasta da candidatura, para obter o apoio do bloquinho. Resta saber se o governador mineiro, que já esticou ao limite o enfrentamento com Serra em São Paulo, tem condições de continuar bancando a aposta.
Com quem será? Para compor com Marta, o PR pede coligação na chapa de vereadores. O PT ainda não deu sua resposta, mas avalia que fechará com o ex-PL. Na prefeitura, porém, há convicção de que o partido irá de Kassab.
Inflação. Agora que o PMDB se foi, o presidente da Câmara paulistana, Antonio Carlos Rodrigues, tenta aumentar o cacife do PR. Cita Marcos Cintra e Aurélio Miguel como “nomes para a vice” da ministra do Turismo.
Pedreira. O apoio do PSB a Marta só será viável, apostam membros do bloquinho, com intervenção da cúpula nacional, notadamente do governador Eduardo Campos (PE). Na capital, a sigla de Luiza Erundina não tem afinidade com o PT. O presidente estadual, Márcio França, só não está com o velho amigo Geraldo Alckmin porque perderia cargos na máquina federal.
Veja bem. Os vereadores petistas Paulo Fiorilo e Zelão reafirmam sua posição contrária às AMAs de Kassab. Fiorilo diz que solicitou uma unidade a pedido de uma associação de bairro. Zelão diz que, no comando da Comissão de Saúde, luta pelo atendimento em regiões carentes.
Add comment Maio 27, 2008
Painel – Renata Lo Prete
23 de abril – Folha de S.Paulo
“Fechei com Kassab”
Orestes Quércia selou ontem o acordo do PMDB com o DEM em torno da reeleição de Gilberto Kassab. “Fechei com o Kassab”, avisou o ex-governador a uma pessoa de sua inteira confiança. A aliança dará ao prefeito cerca de 7min30s no horário gratuito, contra 4min do PT de Marta Suplicy e 3min do PSDB de Geraldo Alckmin, que dividem a liderança na mais recente pesquisa Datafolha. Ambos podem fechar outras alianças, mas nenhuma sigla disponível tem tempo de televisão semelhante ao do PMDB.
Guilherme Afif, candidato natural do DEM ao Senado em 2010, garantiu a Quércia que não disputará a eleição e que o partido apoiará o ex-governador.
Plano B. O PT, que também negociava com Quércia, tentará agora turbinar o tempo de televisão de Marta amarrando ao barco o PR e uma ou mais siglas do bloquinho. O alvo preferencial é o PSB.
Em estúdio. O PSDB paulista está (surpresa!) dividido quanto aos comerciais de TV que terá a partir de 7 de maio. Os alckmistas querem colocar seu candidato na tela a qualquer custo. Os serristas defendem que o ex-governador aguarde nova oportunidade no mês seguinte. O tema será debatido pela direção estadual na próxima segunda.
Add comment Maio 27, 2008