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Muito além dos Jardins
Pessoas ainda interessadas na eleição municipal ocorrida em São Paulo em 2008 podem baixar meu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo na PUC, um livro-reportagem que faz um balanço sobre a campanha de Marta Suplicy.
O link: TCC Ana Clara Gaspar para baixar o livro.
Link para ver online: TCC Ana Clara Gaspar
Favor citar a fonte, ok?
Abraço e até uma próxima!
Add comment Julho 30, 2009
Olha só
Gente, como devem ter percebido, eu desisti desse blog. Desculpem, eu sei tão bem quanto vocês o quanto precisamos de uma fonte de informação mais imparcial que essa encontrada na grande impressa.
Então vou postar alguns textos sobre a campanha da Marta Suplicy que andei escrevendo, pode ser?
Add comment Setembro 26, 2008
Painel – Renata Lo Prete
25 de abril – Folha de S.Paulo
Colateral. A implosão do acordo PT-PSDB em torno de Márcio Lacerda pode dificultar as negociações para que Marta Suplicy conquiste o apoio do PSB em São Paulo.
SOS. Petistas recorreram à cúpula nacional do PMDB na tentativa de reverter o apoio de Orestes Quércia a Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo. Ouviram que, diante do desprezo do PT pelos candidatos peemedebistas Brasil afora, não há nada a fazer.
Conta outra. Do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), que viu o PT abandonar o barco do prefeito João Henrique (PMDB) em Salvador para lançar candidato próprio: “Se eu pedir ao Quércia que apóie a Marta ele vai rir na minha cara”.
Nem pensar. A um correligionário com quem conversou longamente ontem, Geraldo Alckmin afirmou que não recuará da decisão de concorrer à prefeitura, mesmo agora que a aliança do PMDB com Gilberto Kassab deixou o pré-candidato tucano em estado de quase asfixia.
Será? De um dirigente tucano ligado a Alckmin, sobre a possibilidade de o ex-governador desistir da eleição: “É a mesma de um terremoto atingir a cidade de São Paulo”.
Idéia fixa. Durante reunião do PT paulista com Marta Suplicy ontem, Devanir Ribeiro (PT-SP) disse que agora só cumprimenta as pessoas com três dedos estendidos. Principal porta-voz da idéia de dar a Lula o direito de concorrer em 2010, o deputado explicou que se trata de gesto-símbolo do terceiro mandato.
Add comment Maio 28, 2008
Mônica Bérgamo
25 de abril – Folha de S.Paulo
AH, BOM!
Orestes Quércia (PMDB-SP) e o governador José Serra (PSDB-SP) mantiveram linha direta durante a negociação do ex-governador com o DEM para apoiar a candidatura de Gilberto Kassab (DEM-SP) à reeleição. “Falei com ele”, admitiu Serra à coluna. “Mas não sobre esse assunto [o acordo]“.
SERÁ?
Na quarta, dia do anúncio do acordo, “irreversível”, segundo Quércia, entre ele e Kassab, a ministra Marta Suplicy (PT-SP) mantinha as esperanças de que o PMDB ainda poderia voltar ao barco do PT. “As conversas continuam”, diz ela.
ENROLADA
Setores do próprio PT já davam como certa também a debandada do PR para Gilberto Kassab. Com a “partida” do PMDB, o partido se transformou numa pretendente mais cortejada que antes e já anda reclamando. “O PT centralizou muito a negociação com o Quércia e esqueceu da gente. Estávamos como a namorada desprezada, enrolada. Agora vamos pensar bem no que fazer”, diz o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo.
Add comment Maio 27, 2008
Pós-terremoto – ARTIGO ELIANE CASTANHÊDE
25 de abril – Folha de S.Paulo
Quem diria? Serra, Alckmin e Marta Suplicy estão (ou estavam) se engalfinhando pelo apoio de Orestes Quércia na eleição para a Prefeitura de São Paulo.
Quércia é um exemplo vivo -vivíssimo, pode-se dizer- do que ocorre com o seu partido, o PMDB: em descrédito, nem parece ter mais condições de se candidatar a cargos majoritários, mas tem um tempo enorme na TV e vive sendo disputado por gregos e troianos, ou melhor, por petistas e tucanos.
Deixando de lado esses… detalhes, o fato é que Serra interrompeu uma onda de más notícias com uma grande notícia política: levou a melhor na corrida por Quércia, a quem jogou no colo do candidato Gilberto Kassab (DEM), junto com preciosos 4min30s a mais na telinha da campanha. Ontem, já houve um empurra-empurra entre o PSDB-que-está-com-Alckmin e o PT, reunido com Marta Suplicy, para ver quem perdeu mais. Mas é simples: os dois perderam.
Além de não unir o PSDB, Serra vinha suportando mal o fiasco da privatização da CESP; a desenvoltura de Aécio Neves, em plena campanha para se tornar conhecido; e a aliança PSDB-PT em Belo Horizonte, o mais espetacular movimento político das eleições municipais. Até terremoto São Paulo teve!, dirão os anti-serristas.
Mas Serra tem lá sua garra e principalmente seus trunfos, potencializados pelo favoritismo nas pesquisas. Neutralizou as agruras e calou os críticos ao fechar o acordo com o PMDB, que favorece Kassab agora na disputa paulista e abre uma avenida de oportunidades em direção à rampa do Planalto.
Ontem, o PMDB estava com FHC. Hoje, com Lula. Amanhã, com quem tiver as melhores chances de levar a Presidência. Politicamente, é mais promissora a aliança PSDB-PMDB em São Paulo do que a PSDB-PT em Minas. Até porque o PMDB vai com quem dá mais. O PT só vai com ele mesmo.
Add comment Maio 27, 2008
Kassabistas pressionam para Alckmin desistir
24 de abril – Folha de S.Paulo
Com anúncio da aliança do PMDB com o DEM, cresce a pressão entre kassabistas para que Geraldo Alckmin desista de concorrer à prefeitura e se guarde para a disputa pelo governo do Estado em 2010.
Ontem, em almoço com os deputados estaduais do PMDB, o próprio presidente estadual do partido, Orestes Quércia, disse confiar nessa hipótese. “Poderíamos estar numa composição com Alckmin para o governo em 2010″, disse.
No almoço, Quércia disse que Kassab aposta nessa alternativa. Ontem, após reunião com vereadores, Kassab mandou um recado a Alckmin. Disse que, com a adesão do PMDB, está otimista quanto à manutenção da aliança com PSDB.
“É uma aliança que é ampliada com a vinda do PMDB. E tenho certeza de que democratas, PSDB e PMDB juntos vão continuar fazendo o melhor para a cidade”, disse ele.
Na reunião com vereadores, Kassab disse que por “um, dois, três anos”, “enquanto estiver prefeito, a cidade vai continuar investindo no metrô”. À saída, afirmou: “É, disse isso mesmo”.
No almoço, Quércia foi informado pelos deputados que são grandes as chances de uma aliança de Alckmin com o PTB, hoje desconfortável na base do governador José Serra.
Um dos coordenadores informais da pré-campanha Alckmin, o deputado federal Silvio Torres (PSDB) afirmou ontem que “nada muda” com o anúncio da aliança.
“A expectativa é que o PSDB anuncie até o final do mês o nome de Alckmin para disputar e vencer”, disse.
O ex-governador passou o dia fora da capital paulista, em visita ao Paraná, onde cumpriu compromissos partidários. Apesar do aparente otimismo, a Folha apurou que Alckmin sentiu o duro golpe, sobretudo por acreditar que teve o aval do Palácio dos Bandeirantes.
No entorno, duas correntes distintas. Uma, a majoritária, defende a radicalização da disputa interna no PSDB. A outra avalia que Alckmin deveria reabrir os canais de comunicação com Serra e Kassab -ainda que ele próprio tenha dificultado um acordo ao declarar, no mês passado, nunca ter visto o primeiro colocado nas pesquisas abrir mão para o terceiro.
De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha sobre a eleição municipal, Alckmin está tecnicamente empatado com Marta Suplicy (PT) na liderança. Kassab é o terceiro.
Ontem, foi cancelado encontro para hoje entre Alckmin e vereadores do PSDB. A idéia de parte da bancada era pedir que ele desista. Como parte não concordava, foi desmarcada. Alckmistas temiam que se transformasse num apelo para que abrisse mão.
Dois diretórios zonais do PSDB na zona leste, o de José Bonifácio e Cidade Tiradentes, vão entregar ao presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, um manifesto pedindo que a manutenção da aliança com Kassab e que Alckmin seja lançado a governador em 2010.
Eles vão iniciar um abaixo assinado entre os militantes. “A idéia é que o PSDB escute a base, sobre a manutenção da aliança para 2008 e para que, em 2010, Alckmin seja o governador e Serra, o presidente”, diz Dilmário Viana, do diretório José Bonifácio.
Add comment Maio 27, 2008
Sem PMDB, PT quer ajuda de Lula para negociar alianças
24 de abril – Folha de S.Paulo
Sem PMDB, PT quer ajuda de Lula para negociar alianças
Após Orestes Quércia anunciar apoio a Kassab, ministra Marta Suplicy diz que decisão de ser candidata não depende do PMDB
Para os petistas, presidente deve articular uma aliança do PSB, PDT e PC do B com a ex-prefeita; ressentimentos antigos podem minar união
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A direção do PT em São Paulo espera contar com a ajuda direta do Palácio do Planalto para oferecer à ministra Marta Suplicy (Turismo) um arco de alianças que lhe dê condições de concorrer em pé de igualdade com Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB).
Em Brasília, a ministra afirmou ontem que a sua decisão de ser candidata não dependerá do apoio do PMDB. Dizendo que o apoio peemedebista à sua possível candidatura “é uma das importantes opções” entre “várias opções importantes”, ela ressalvou que petistas continuam conversando com o ex-governador Orestes Quércia.
“Não será esse apoio ou um não-apoio que terá peso na decisão. Gostaríamos de ir juntos, mas esse não será o peso decisivo”, disse Marta. Petistas querem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenhado em trazer PSB, PDT e PC do B, partidos da coalização governista, até Marta. Os entraves, no entanto, são muitos e dizem respeito à lógica regional e a ressentimentos antigos.
No PSB, a ex-prefeita da capital paulista e ex-petista Luiza Erundina é uma voz contrária ao acordo com o PT. Além disso, anteontem, em sabatina da Folha, o deputado federal Ciro Gomes (CE) declarou apoiar a decisão do PSB e do deputado federal Márcio França (SP), líder do partido na Câmara.
França é antigo aliado de Alckmin, pois o PSB integrou o governo do tucano no Estado (2001-2006). “Por ordem, o PT está na frente dos outros, mas vamos ouvir muito o diretório paulistano, a direção nacional.
A grande diferença é que antigamente estaríamos no automático para o PT, mas, dessa vez, podemos apoiar qualquer um dos três”, disse França. Outro entrave ao PT é o deputado Aldo Rebelo, principal líder do PC do B no Estado. Candidato à presidência da Câmara em 2007, ele foi derrotado por Arlindo Chinaglia (PT-SP) e, segundo seus pares, ainda não digeriu o revés.
Aldo é a opção de candidatura própria do chamado “bloquinho”, formado por PC do B, PSB e PDT. “Isso não impede naturalmente que conversemos com a doutora Marta, com o doutor Alckmin e com o doutor Kassab”, afirmou Aldo. Fora do leque de partidos que integram o “bloquinho”, o PT acredita em uma aproximação com o PR, que também integra a base de apoio de Lula e foi leal a Marta durante sua gestão na capital de São Paulo (2000-2004). O partido do presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues, já pediu uma coligação proporcional, algo que não agrada aos vereadores próximos da ex-prefeita.
Membros do PR devem se encontrar com o prefeito Kassab nos próximos dias. Mas o partido não descarta continuar as conversas com o PT. “Eles perderam uma noiva agora”, brinca Rodrigues, em referência ao PMDB. “Já havíamos apresentado ao PT nossas idéias e não tivemos resposta. Queremos ser aliados de primeira hora”, acrescentou.
Add comment Maio 27, 2008
Quércia reúne PMDB hoje para anunciar apoio a Kassab
24 de abril – Estadão
Aliados de Alckmin e petistas responsabilizam Serra por manobra pró-DEM
Após meses de negociação para a eleição em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia leva hoje à Executiva Estadual do PMDB a proposta de endossar a candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) à reeleição. A reunião, prevista inicialmente para ontem, foi remarcada para que Kassab participe em seguida de confraternização com lideranças do PMDB.
“Chegamos à conclusão de que, no que se refere ao interesse do partido, o Kassab era a melhor opção”, disse Quércia, que há poucas semanas sinalizava que fecharia com o PT da ministra do Turismo, Marta Suplicy.
O acerto tira do jogo a sigla mais cortejada na sucessão em São Paulo, dona de um tempo no rádio e na TV de cerca de quatro minutos diários. Quércia obteve a garantia de que o DEM deixará de ter candidato ao Senado em 2010 para apoiá-lo. Principal nome do DEM para a vaga, Guilherme Afif Domingos abriu mão da disputa.
Ficou acertado ainda que Quércia não se oporá à entrada do PSDB na aliança, cedendo a vice na chapa, caso os tucanos a reivindiquem. “Seria ótimo. Podemos conciliar as coisas para 2010.” Se o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) for candidato, a vice fica com a engenheira Alda Marco Antônio.
Ontem, Kassab confirmou a aliança, mas, depois, disse que não passava de expectativa. “Meu esforço continua sendo no sentido de buscar com toda a energia possível a manutenção da nossa aliança com o PSDB e, agora, de uma maneira bastante otimista porque está se incorporando a essa aliança, se ela for mantida, o PMDB”, afirmou. “Estou dizendo da minha expectativa”, consertou. O prefeito também recebeu em seu gabinete representantes do PTB, PPS, PV e PSB, além do PMDB. Informou que lança sua candidatura até sexta-feira, antes de o PSDB tomar posição sobre a candidatura Alckmin. O objetivo, dizem aliados, é fazer uma “operação-abafa” e não deixar espaço para o tucano.
Ontem, o PSDB debitava acordo DEM-PMDB na conta do governador tucano José Serra. A mesma tese circulava entre petistas, que no fim da tarde ainda tentavam, sem sucesso, retomar a negociação com Quércia. O objetivo era reforçar a garantia de que o partido o apoiaria para o Senado em 2010, sem oposição do senador Aloizio Mercadante, candidato natural a outro mandato na Casa. A manifestação, entretanto, foi tardia e não convenceu Quércia. O ex-governador avaliou que correria o risco de o PT recuar na véspera da eleição.
Surpresa com o acordo, a direção do PT diz que agora dará continuidade às negociações com outros partidos da base, em especial PR , PSB, PC do B. “O PT não vai se mover pelas ações políticas do DEM e do PSDB”, disse o presidentedo PT em São Paulo, Edinho Silva.
Add comment Maio 27, 2008
Serra faz nova aparição com Kassab e é irônico sobre uso de cenas na TV
23 de abril – Folha de S.Paulo
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), tiveram ontem sua quarta aparição pública desde a sexta-feira. Na chegada à solenidade -a entrega de apartamentos para 278 famílias da favela Paraisópolis-, Serra brincou ao ser cumprimentado por Kassab.
“Venha aqui para aparecer no horário eleitoral.”
O governador se referia ao fato de uma equipe de campanha ter registrado sua participação numa cerimônia na semana passada. Já no palanque, montado no conjunto habitacional em Campo Limpo, Serra enalteceu.
“Este é mais um trabalho conjunto entre prefeitura e governo”, disse o governador, afirmando haver outros projetos como esse.
Questionado se houve mais incidência de cerimônias conjuntas neste ano eleitoral, Kassab disse que é “o ritmo normal” de agenda. Mas que agora “estão prestando atenção”.
Disposto a sensibilizar o ex-governador Geraldo Alckmin, Kassab admitiu ontem a hipótese de abrir mão da candidatura em favor do PSDB. Ao responder se sua candidatura era irreversível, Kassab disse que não. E acrescentou:
“Não me sentiria nem um pouco diminuído se em algum momento a aliança tivesse como candidato o governador Geraldo Alckmin”.
Com o gesto, Kassab tenta mostrar desprendimento e atrair Alckmin. Em conversas, o prefeito diz que sua intenção é conquistar a adesão dos tucanos a sua candidatura, especialmente se fechado o acordo com o PMDB.
Mas também tem afirmado que se sente desconfortável com a hipótese de ruptura.
“Ideal que a aliança continue, desde o primeiro turno.”
Add comment Maio 27, 2008
Painel – Renata Lo Prete
21 de abril – Folha de S.Paulo
Roteiro. Vereadores do PT paulistano e deputados estaduais do partido irão a Brasília nesta quinta-feira para um encontro com Marta Suplicy. Pretendem fazer um “apelo” para que a já candidatíssima ministra do Turismo anuncie sua entrada na disputa pela sucessão de Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo.
Fartura. Em campanha pela reeleição, Kassab abriu o cofre. Até 31 de março de 2007, a prefeitura havia arrecadado R$ 5,6 bi e se comprometido com despesas de R$ 8,8 bi. Neste ano, as receitas ficaram em R$ 5,8 bi no mesmo período. Já o valor empenhado se aproxima dos R$ 10 bi.
Add comment Maio 27, 2008