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Marta diz estar “dividida” entre ministério e candidatura em SP
18 de março – Folha de S.Paulo
Depois de acertar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo com o presidente Lula na semana passada, a ministra Marta Suplicy (Turismo) afirmou ontem que “está dividida”. Segundo ela, o presidente a deixou “muito à vontade” para decidir até 5 de junho se pretende concorrer pelo PT à prefeitura.
“Estou num ministério onde acredito que posso fazer muita coisa. Ele gera muito emprego, renda, tem um trabalho de inclusão social fantástico. A gente investiu bastante nisso e está indo muito bem. Ao mesmo tempo, amo a cidade de São Paulo e sei que posso fazer muito ainda pelas condições da cidade. É uma decisão dificílima para mim, não pensava em voltar”, disse a ministra em evento no Rio, onde apresentou dados sobre o desempenho do setor de turismo em 2007 e as perspectivas para 2008.
Na semana passada, Marta acertou a candidatura em conversa com Lula. Apesar de dizer que não tinha intenção de concorrer ao cargo que ocupou de 2001 a 2004, petistas afirmam que ela foi convencida pela unanimidade do PT em torno da candidatura. Lula deverá dar apoio público, mas ela não terá o retorno garantido a alguma pasta se perder a eleição.
Ontem, Marta evitou comentar se a divisão entre PSDB e DEM em São Paulo poderia favorecer sua candidatura e disse que sua decisão não levaria em conta esse aspecto.
Adesivos pedindo “volta Marta” assinados por um sindicato foram distribuídos em seminário do Diretório Estadual do PT no último fim de semana.
Add comment Maio 17, 2008
Lula diz que Marta é ”boa candidata” para São Paulo
15 de março – Estado de S.Paulo
Presidente nega, no entanto, ter acertado saída da petista do ministério
Ricardo Brandt, Tiago Décimo, Angela Lacerda e Silvia Amorim|
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em visita a Araraquara, interior paulista, que a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), é uma “boa candidata” à disputa pela Prefeitura de São Paulo. No dia anterior, Lula teve reunião com a petista em que lhe garantiu apoio na eleição e acertou sua saída do ministério em junho. “Certamente todo mundo sabe que a Marta é uma boa candidata”, afirmou.
Lula evitou falar sobre o encontro e disse desconhecer qualquer decisão tomada por Marta para concorrer à prefeitura paulistana. “Só tenho poder de convocar o ministro e de tirar o ministro. Mas, se o ministro quiser deixar o governo para disputar alguma coisa, é uma decisão unilateral.”
Em Salvador (BA), onde acompanhou a visita da secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, Marta adotou o mesmo discurso. Não confirmou – nem negou – que tenha acertado sua candidatura com Lula. “Conversei com o presidente, numa reunião administrativa com outros ministros, e, depois, privadamente, conversamos sobre política. No momento adequado, vamos dizer nossa decisão.”
Marta mostrou descontentamento ao ser indagada sobre a candidatura e classificou a discussão como inoportuna. “Temos tempo até 5 de junho (data limite para que ministros deixem seus cargos para assumir candidaturas).”
Em São Paulo, petistas ligados a Marta confirmaram o acerto feito com Lula e consideraram natural seu apoio à ministra. Alguns lamentaram uma falta de “entusiasmo” do presidente durante a conversa com Marta, mas acreditam que isso não significará menos empenho do Palácio do Planalto em sua candidatura, uma vez que a eleição em São Paulo será uma vitrine importante para o pleito de 2010.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, que acompanhou Lula em Araraquara, afirmou que sempre defendeu a candidatura da ex-prefeita. “Eu falo desde o início do ano que Marta é a melhor a candidatura do PT para São Paulo”, comentou. “A população tem a memória da qualidade de gestão dela, das obras e principalmente da política social voltada dos mais pobres, que é a marca do PT.”
O presidente municipal do PT em São Paulo, José Américo Dias, também disse estar na torcida pela petista. “Estamos torcendo para que ela assuma a candidatura, que é uma decisão unânime no partido.” A expectativa do PT é que o anúncio seja feito por Marta até meados de abril.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), reagiu com ironia ao acerto entre Marta e Lula anteontem. “De repente ela sai e entra um ministro de verdade para cuidar do turismo”, disse. Em São Paulo, os tucanos disseram que a candidatura dela já era esperada.
Add comment Maio 14, 2008
Marta deixa ministério no dia 5 de junho
14 de março – Estado de S.Paulo
Lula diz à petista que ela não precisa ter pressa para sair, porque seu nome já é conhecido em SP
Vera Rosa, BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou ontem com a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), a sua saída para a campanha à Prefeitura de São Paulo. Ela deixará o posto perto de 5 de junho, prazo máximo imposto pela Lei Eleitoral, mas poderá anunciar a candidatura à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) antes dessa data. A expectativa é de que o próprio Lula dê o pontapé inicial da campanha, em 4 de abril, quando os dois estarão no mesmo palanque, no Guarujá (SP), para o lançamento de um programa de desconto em viagens para idosos, na baixa estação.
Na conversa de ontem, o presidente disse à ministra que ela não precisa ter pressa para deixar o posto, porque seu nome já é conhecido. Argumentou, ainda, que a divisão do PSDB e o desentendimento de uma ala do tucanato com Kassab favorecem a candidatura de Marta, que foi prefeita da capital no período de 2001 a 2004, mas não conseguiu se reeleger.
O marqueteiro da campanha da prefeita deverá ser o publicitário João Santana, ex-sócio de Duda Mendonça que atua como uma espécie de consultor do Planalto. Santana avalia que quanto menos a ministra entrar na linha de fogo, agora, melhor. Pesquisas em poder do QG petista indicam que a situação de Marta melhorou depois do racha entre tucanos e integrantes do DEM, em São Paulo.
DIAGNÓSTICO
A decisão de Geraldo Alckmin (PSDB), que resolveu enfrentar o governador José Serra e concorrer à prefeitura, animou o Planalto e a cúpula do PT. Em São Paulo, vereadores e deputados do PT já se aproximam de Serra e Kassab, confiantes em um pacto anti-Alckmin nas eleições, caso o ex-governador vá para o segundo turno.
Além de Marta, o ministro da Previdência, Luiz Marinho, também deixará o posto em junho para disputar a Prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Lula ainda não definiu quem serão os substitutos de Marta e Marinho, mas a abertura de duas vagas na Esplanada, em menos de três meses, já assanha os partidos aliados e promete nova temporada de embates na coalizão.
O PT já avisou que não abrirá mão dos cargos, mas o PTB, o PSB, o PP e até mesmo o PMDB – à frente de seis ministérios – estão de olho nas cadeiras.
Depois de conversar com o presidente e assinar acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para linha de crédito de US$ 1 bilhão ao turismo, Marta embarcou para Salvador, onde participaria de jantar com Condoleezza Rice, secretária de Estado norte-americano. No dia 18, quando completa 63 anos, ela embarcará para a China, sede das Olimpíadas. Será sua última grande viagem como ministra.
Add comment Maio 14, 2008
Marta acerta com Lula sua candidatura em São Paulo
13 de março – Folha de S.Paulo
Ministra diz a presidente que não pretendia concorrer, mas cedeu a avaliação do PT
Exigência feita por ela foi de apoio explícito de Lula na campanha; em caso de derrota, não há garantia de retorno à Esplanada
Alan Marques – 27.set.2007/Folha Imagem![]() |
Marta e Lula participam de reunião no Planalto no ano passado |
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, acertou ontem de manhã em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que será candidata à Prefeitura de São Paulo em outubro.
Segundo a Folha apurou, Marta disse que não tinha intenção de concorrer à prefeitura, que ocupou entre 2001 e 2005. Mas afirmou que era unanimidade no PT a avaliação de que ela deveria se candidatar. Daí ter aceitado a idéia.
Marta colocou uma condição: apoio explícito do presidente. Lula disse que subirá no palanque e que se empenhará para elegê-la. Mas, em caso de derrota, não está garantida a volta automática ao ministério.
Antes da reunião, auxiliares presidenciais enviaram recado à ministra que, se quisesse concorrer, não condicionasse a candidatura a um retorno ao ministério. Ela concordou.
Marta tem até 5 de junho para deixar a pasta. Ela não marcou com Lula a data de saída. Ambos ficaram de conversar sobre o melhor momento, pois o presidente quer uma operação de saída casada com a de Luiz Marinho (Previdência) -ele também acertou que concorrerá em São Bernardo.
Marta deseja influir na escolha do sucessor. Por ora, ela não pretende assumir a candidatura, pois ações na pasta poderiam ficar carimbadas como manobra de fundo eleitoral.
Marta e Lula avaliaram que a divisão entre PSDB e DEM em São Paulo tende a favorecer a petista. O governador José Serra (PSDB) preferia que seu partido apoiasse a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Mas o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que lidera as pesquisas, já disse pretender disputar a prefeitura.
Pesquisa Datafolha do mês passado mostrou que Alckmin e Marta são, pela ordem, os nomes mais fortes na disputa. Nas simulações de segundo turno, Marta perderia para Alckmin, mas bateria Kassab.
O presidente aconselhou Marta a negociar a vice com o PMDB, que tem tempo de TV expressivo no horário eleitoral.
A ministra avaliou que pouco perderia saindo do governo. Quando Lula se reelegeu em 2006, ela tinha expectativa de obter uma pasta de maior vulto, como Cidades ou Educação. Lula chegou a cogitá-la, mas acabou a convidando para o Turismo. Na preferência de Lula para 2010, Marta foi preterida pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Para o grupo de Marta, ela poderá se reposicionar para 2010 se tiver êxito na briga pela prefeitura. Se ganhar, volta ao xadrez presidencial. Se perder, segue favorita para ser indicada ao governo paulista. Além de Lula, ela é a única antiga estrela do PT paulista que não sucumbiu a crises de corrupção ou imbróglios políticos.
Fonte: Folha
Add comment Maio 11, 2008
