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Brasil cai para 8º em eventos internacionais
17 de abril – Folha de S.Paulo
O Brasil caiu da sétima para a oitava posição no ranking de 2007 dos países que mais receberam eventos internacionais, informou ontem a ICCA (Associação Internacional de Congressos e Convenções, na sigla em inglês).
Com 209 encontros no ano passado -dois a mais do que em 2006-, o Brasil foi o único país latino-americano classificado entre as dez primeiras posições no ranking.
Apesar da queda de uma posição na lista, o Ministério do Turismo considerou positiva a classificação. “Estar entre os dez primeiros significa que somos capazes de atrair eventos, numa estratégia bem desenvolvida que alia conhecimento de mercado e marketing eficiente”, afirmou em nota a ministra Marta Suplicy.
O economista Hildemar Brasil, professor do curso de Turismo da USP, concorda. “Os anos de 2006 e 2007 tiveram fatores negativos para a economia brasileira no setor de turismo, que foram a quebra da Varig e a crise no transporte aéreo. A classificação no ranking foi um resultado positivo diante do quadro”, afirmou.
Segundo uma pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgada na segunda-feira, os turistas estrangeiros que vêm ao Brasil para eventos internacionais gastam em média US$ 312 por dia.
Ranking dos países
Com 467 congressos e feiras realizados, os EUA permaneceram em primeiro lugar do ranking de 2007, seguidos de Alemanha, Espanha e Reino Unido, respectivamente. À frente do Brasil também ficaram França (5º), Itália (6º) e Japão (7º).
Add comment Maio 27, 2008
TCU aponta viés político na seleção de ONGs
14 de abril – Folha de S.Paulo
Convênios com a Abrasel, que recebeu R$ 24 milhões no governo Lula, são considerados contrários ao interesse público
Presidente da entidade teria amigo em comum com Lula, além do apoio do ex-ministro do Turismo, cujos convênios têm “maior nível de risco”
MARTA SALOMON
LEILA SUWWAN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A pedido de um amigo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de congresso de donos de bares e restaurantes em agosto de 2006. O repasse de verbas federais para apoiar esse evento foi considerado contrário ao interesse público por auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), que analisou amostra de 167 contratos celebrados com organizações não-governamentais no governo Lula. Pagamentos a ONGs consumiram R$ 12,6 bilhões em menos de cinco anos.
O apoio do Ministério do Turismo ao 18º Congresso da Abrasel, entidade de classe que reúne donos de bares e restaurantes, ao custo de R$ 300 mil, é um dos casos emblemáticos de irregularidades graves apontados pelo TCU, em documento a que a Folha teve acesso.
“Não houve atendimento ao interesse público”, relata a auditoria sobre contratos da Abrasel, que já recebeu R$ 24 milhões dos cofres públicos em menos de cinco anos. Parte do dinheiro teria beneficiado apenas os dirigentes e associados da entidade, afirma relatório que ainda será levado a voto no plenário do TCU, mas já foi encaminhado à CPI das ONGs.
Auditores do tribunal analisaram contratos celebrados com 26 entidades em nove Estados, de um universo de 7.700 contratadas no período do governo Lula.
Da mesma forma que auditoria anterior em ONGs, votada em 2006, o TCU encontrou irregularidades desde a seleção das entidades -grande parte sem qualificação para as atividades para as quais foram contratadas- até a prestação de contas, passando pela falta de acompanhamento e fiscalização por órgãos do governo. O resultado é conhecido: desperdício -ou simplesmente desvio- de dinheiro público.
Por causa dos convênios com a Abrasel, o Ministério do Turismo foi apontado na auditoria como a pasta cujos convênios envolvem o “maior nível de risco”. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes começou a receber verbas da pasta depois da posse de Paulo Solmucci na entidade. Solmucci teria um amigo em comum com o presidente Lula, além de ter o apoio do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia (leia texto na página ao lado).
Com o objetivo de desenvolver o turismo por meio da gastronomia, o convênio mais caro com a entidade já consumiu R$ 11,4 milhões. Ele entrou em vigor em 2004 e acumula as falhas mais graves, segundo a auditoria do TCU. Com o mesmo objetivo, um novo convênio, de R$ 12,8 milhões, foi celebrado em 2007, pela atual ministra do Turismo, Marta Suplicy.
No caso do convênio que já gastou R$ 11,4 milhões, além de falta de interesse público, os auditores verificaram que a Abrasel atuava como intermediária de verbas por meio de “terceirização indevida”, com indícios de concorrências dirigidas e de favorecimento ao presidente da associação.
O ministério disse à Folha desconhecer irregularidades nos convênios com a entidade.
Pouco mais de 20% dos órgãos públicos cujos convênios foram fiscalizados pelo TCU optaram pela seleção pública na contratação de ONGs. Foram vários os casos em que critérios objetivos e impessoais não foram levados em conta.
No caso da contratação do Centro Piauiense de Ação Cultural pela superintendência do Incra no Piauí, o TCU registra “indício de que a seleção foi feita com base em critério precipuamente político” devido às relações políticas do dirigente da entidade com gestores estaduais e do Instituto Nacional de Reforma Agrária no Estado.
Entre os contratos celebrados pelo Incra, o relatório registra um dos casos mais pitorescos de despesas indevidas: a compra de 2.859 litros de gasolina pelo Centro de Capacitação de Canudos a dias do término da vigência do convênio com a superintendência de Sergipe, comprovada com notas fiscais supostamente frias.
Apesar das irregularidades, o Incra celebrou novo convênio milionário com a entidade.
Entre as entidades com irregularidades apontadas pelo TCU, está o Instituto de Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Xingó. A entidade recebeu em três anos R$ 11,2 milhões do Ministério de Ciência e Tecnologia -cota do PSB. E é dirigido pelo tesoureiro do partido em Pernambuco, conforme noticiou a Folha na edição de quinta-feira. Gilberto Rodrigues e o governador Eduardo Campos negam que a amizade e o relacionamento de militância política tenham tido peso no negócio.
Add comment Maio 20, 2008
Mônica Bérgamo
11 de abril – Folha de S.Paulo
TURISTA ACIDENTAL
E no PT já é dado como certo que, caso o STF (Supremo Tribunal Federal) não aceite a denúncia contra Palocci até junho, ele volta ao governo -para ocupar o Ministério do Turismo, no lugar de Marta Suplicy, que sai para concorrer à Prefeitura de São Paulo, ou de Luiz Marinho, do Trabalho, que vai se candidatar à Prefeitura de São Bernardo.
Add comment Maio 20, 2008
No Dia da Alegria, Marta tem momento de candidata em parque de diversões de SP
10 de abril – Folha de S.Paulo
“Tia, vamos na montanha-russa?”, perguntou o garoto, na saída do carrossel. Sorridente, a ministra Marta Suplicy (Turismo) escolheu outro brinquedo. Mas não escapou das subidas e descidas.
Com a proposta de imitar um balão, o Samba Ballon sobe e desce, enquanto gira em torno de um eixo. “Não foi uma boa idéia”, brincou a ministra ao final do passeio.
Marta, pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, esteve ontem em dois parques de diversões na capital para o que lembrou um dia de campanha eleitoral. Pela manhã, foi com a neta Laura, 5, ao Parque da Mônica. Depois, dirigiu-se ao Playcenter. Nas duas visitas, posou para fotos e foi abraçada por crianças e adultos.
Marta voltou a negar que é candidata à prefeitura, mas comentou a pesquisa Datafolha em que está tecnicamente empatada com o tucano Geraldo Alckmin. “[É] um resultado muito bom e agradeço aos que votaram porque é um reconhecimento de um trabalho”, disse.
Questionada se estava alegre com a falta de acordo entre o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB), disse não ter “nenhum sentimento a expressar frente aos problemas que eles estão enfrentando”.
Marta veio a São Paulo para participar do primeiro Dia Nacional da Alegria, promovido pelo Sindepat (Sindicato Nacional de Parques e Atrações Turísticas). Eventos também ocorreram em outros sete Estados, mas a ministra disse que escolheu São Paulo porque seria mais fácil “em termos de mobilidade”.
Segundo o Sindepat, cerca de 50 mil crianças carentes foram de graça aos parques pelo país. No Playcenter, Rosângela Trevelaro, diretora de uma ONG em Guaianazes (zona leste), disse que pediu a escolas estaduais e municipais a liberação das aulas. Trevelaro agradeceu a “oportunidade” e declarou voto na petista.
Aos jornalistas Marta evitou falar até mesmo sobre o trânsito em São Paulo. “Se me tornar candidata, vocês vão ter uma ampla análise.”
Add comment Maio 19, 2008
Brasil abrirá escritório para promover turismo na China
26 de março – Folha de S.Paulo
O Brasil obteve a permissão do governo chinês para abrir um escritório de promoção do turismo brasileiro na China, segundo afirmou ontem a ministra do Turismo, Marta Suplicy. É uma tentativa ainda modesta para se atrair o que já é considerado o mercado mais promissor do mundo no turismo.
Em 2008, 45 milhões de chineses devem viajar ao exterior, o quarto maior contingente do mundo – até 2020, o país deve ser tornar o maior emissor no turismo internacional, com 100 milhões de chineses saindo do país. Apenas 38 mil chineses visitaram o Brasil em 2007.
Os chineses só passaram a viajar sem precisar de permissão oficial do governo em 2003 e estão correndo para recuperar as milhas perdidas. Em 2007, 41 milhões de chineses saíram do país em viagens. Em 2015, estima-se que os chineses gastem US$ 100 bilhões em viagens no exterior. Marta reconheceu que o Brasil ainda é um desconhecido para boa parte dos chineses e que seriam necessários investimentos enormes para conquistar esse mercado. O acordo aéreo entre os dois países prevê a exploração das rotas entre a Air China e a Varig.
Add comment Maio 17, 2008
Turismo fatura 14,8% mais em 2007
18 de março – Folha de S.Paulo
Resultado representa menor taxa de expansão desde 2004; crescimento é puxado pelo mercado interno
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
O faturamento das 92 maiores empresas do setor de turismo cresceu 14,8% em 2007 e chegou a R$ 34,1 bilhões, de acordo com dados da 4ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo, realizada pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado foi puxado pelo desempenho de locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de receptivo.
Apesar do crescimento, trata-se da menor taxa de expansão desde 2004, quando a pesquisa começou a ser realizada. Em 2006, o faturamento havia registrado alta de 29,3%.
Segundo Luiz Gustavo Barbosa, coordenador do Núcleo de Turismo da FGV, os resultados são favoráveis porque representam crescimento sobre uma base alta de comparação.
A valorização do real também teve impacto sobre o desempenho do setor. Segundo a pesquisa, a cotação da moeda americana registrou queda de 16,7% no ano passado.
“Os setores que têm custos em dólar melhoram seus resultados com a valorização do real. Os setores que vendem em dólar, mas têm custos em reais, como o de receptivo, que trabalha com a recepção ao turista estrangeiro, sofrem mais”, afirmou Barbosa. No ano passado, o setor de receptivo teve uma queda de 4,3% no total de postos de trabalho.
A influência pode ser medida também no aumento do déficit entre os gastos de estrangeiros no país e o de brasileiros no exterior. No ano passado, esse déficit somou US$ 3,258 bilhões contra US$ 1,448 bilhão em 2006, aumento de 125%. De acordo com a pesquisa, a diferença pode ser atribuída ao fato de que mais brasileiros aproveitam o dólar barato para viajar ao exterior.
“O brasileiro passa a competir por assentos nos aviões com os estrangeiros”, disse Barbosa.
Desembarques
No ano passado, o total de desembarques internacionais cresceu 1,22% e chegou a 6,445 milhões de passageiros, segundo a Infraero. Os dados incluem também os brasileiros que retornam do exterior.
Já os desembarques nacionais tiveram alta de 7,89% na comparação com 2006 e somaram 50 milhões de passageiros. Segundo a FGV, o aumento pode ser atribuído à elevação da renda do brasileiro, ao crescimento da economia e ao aumento da competição entre as companhias aéreas.
De modo geral, o setor de turismo registrou um aumento de 23,5% no número de postos de trabalho, com preços 2,2% menores e custos 7% maiores.
Segundo a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o crescimento da economia e o cenário de estabilidade macroeconômica permitem que o brasileiro possa planejar como passar as férias. Ela estima que o setor possa ganhar fôlego com o surgimento de uma nova classe média, com a saída de 20 milhões de pessoas das classes D e E para a classe C.
“O brasileiro viaja muito para outro Estado, o de origem, para ficar na casa da sogra ou da mãe. Nossa pesquisa já mostra que essas pessoas não querem mais fazer esse tipo de viagem, querem ir para hotel, para pousada, querem ir para onde nunca foram”, disse.
Marta destacou que houve um crescimento na procura por pacotes para a terceira idade.
O programa “Viaja Mais -Melhor Idade” alcançou 9.000 pacotes vendidos. A expectativa do governo para este ano é de 50 mil.
Add comment Maio 17, 2008
Mônica Bérgamo
19 de março – Folha de S.Paulo
QUÉRCIA ESCALDADO
O acordo entre o PT e Orestes Quércia (PMDB-SP) para que ele apóie Marta Suplicy em troca do apoio dos petistas à sua candidatura ao Senado, em 2010, esbarra num precedente: em 2002, acordo semelhante foi detonado com o lançamento de Wagner Gomes (PC do B -SP) na segunda vaga da coligação com o PT. Gomes, apoiado por Aloizio Mercadante, tirou votos de Quércia -que não esquece aquela campanha.
BOCA FECHADA
Marta Suplicy deve empurrar até o limite o lançamento de sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. “Assim ela evita entrar em polêmicas sobre a cidade”, diz um estrategista da campanha da ministra.
TERCEIRO VOTO
E, antes de deixar o Ministério do Turismo, Marta pretende lançar, se possível ao lado de Lula, pacote que dará 50% de desconto a idosos em hotéis do país. Será uma “extensão” de programa já existente, de desconto em pacotes de viagem.
Add comment Maio 14, 2008
Marta acerta com Lula sua candidatura em São Paulo
13 de março – Folha de S.Paulo
Ministra diz a presidente que não pretendia concorrer, mas cedeu a avaliação do PT
Exigência feita por ela foi de apoio explícito de Lula na campanha; em caso de derrota, não há garantia de retorno à Esplanada
Alan Marques – 27.set.2007/Folha Imagem![]() |
Marta e Lula participam de reunião no Planalto no ano passado |
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, acertou ontem de manhã em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que será candidata à Prefeitura de São Paulo em outubro.
Segundo a Folha apurou, Marta disse que não tinha intenção de concorrer à prefeitura, que ocupou entre 2001 e 2005. Mas afirmou que era unanimidade no PT a avaliação de que ela deveria se candidatar. Daí ter aceitado a idéia.
Marta colocou uma condição: apoio explícito do presidente. Lula disse que subirá no palanque e que se empenhará para elegê-la. Mas, em caso de derrota, não está garantida a volta automática ao ministério.
Antes da reunião, auxiliares presidenciais enviaram recado à ministra que, se quisesse concorrer, não condicionasse a candidatura a um retorno ao ministério. Ela concordou.
Marta tem até 5 de junho para deixar a pasta. Ela não marcou com Lula a data de saída. Ambos ficaram de conversar sobre o melhor momento, pois o presidente quer uma operação de saída casada com a de Luiz Marinho (Previdência) -ele também acertou que concorrerá em São Bernardo.
Marta deseja influir na escolha do sucessor. Por ora, ela não pretende assumir a candidatura, pois ações na pasta poderiam ficar carimbadas como manobra de fundo eleitoral.
Marta e Lula avaliaram que a divisão entre PSDB e DEM em São Paulo tende a favorecer a petista. O governador José Serra (PSDB) preferia que seu partido apoiasse a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Mas o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que lidera as pesquisas, já disse pretender disputar a prefeitura.
Pesquisa Datafolha do mês passado mostrou que Alckmin e Marta são, pela ordem, os nomes mais fortes na disputa. Nas simulações de segundo turno, Marta perderia para Alckmin, mas bateria Kassab.
O presidente aconselhou Marta a negociar a vice com o PMDB, que tem tempo de TV expressivo no horário eleitoral.
A ministra avaliou que pouco perderia saindo do governo. Quando Lula se reelegeu em 2006, ela tinha expectativa de obter uma pasta de maior vulto, como Cidades ou Educação. Lula chegou a cogitá-la, mas acabou a convidando para o Turismo. Na preferência de Lula para 2010, Marta foi preterida pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Para o grupo de Marta, ela poderá se reposicionar para 2010 se tiver êxito na briga pela prefeitura. Se ganhar, volta ao xadrez presidencial. Se perder, segue favorita para ser indicada ao governo paulista. Além de Lula, ela é a única antiga estrela do PT paulista que não sucumbiu a crises de corrupção ou imbróglios políticos.
Fonte: Folha
Add comment Maio 11, 2008
