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Painel FC
19 de abril – Folha de S.Paulo
PAC. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, assina na sexta convênio com a FGV, que vai detalhar necessidades das candidatas a jogos da Copa-14. Elas passaram por uma avaliação prévia, mas voltada só para questões turísticas.
Add comment Maio 27, 2008
Painel – Renata Lo Prete
14 de abril – Folha de S.Paulo
Aquecimento. O PT-SP definirá um cronograma nesta semana a fim de manter o partido na ativa até que Marta Suplicy assuma oficialmente sua candidatura, o que deve ocorrer no fim de maio. A idéia é deixar a ministra do Turismo “sempre presente”, mesmo que “virtualmente”.
Add comment Maio 20, 2008
Presidente do PSDB pede pressa para oficializar candidatura de Alckmin
8 de abril – Folha de S.Paulo
Sérgio Guerra diz que “ainda não há clareza” entre tucanos e democratas em SP
CATIA SEABRA
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Diante da tendência de crescimento da ministra Marta Suplicy (PT), o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), recomendou pressa na oficialização da candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo. Ontem, Alckmin desembarcou em Brasília em busca de apoio.
“Não pode tardar. Temos uma candidatura posta de um lado [do PT], e dois possíveis nomes no outro campo”, afirmou Guerra, após encontro com o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB).
À saída, Guerra afirmou que, “do ponto de vista do PSDB, no Brasil inteiro, há uma identidade, um apoio à candidatura do doutor Geraldo”. Guerra disse que a candidatura de Marta está “recomposta” porque “ainda não há clareza” entre tucanos e democratas.
Segundo a última pesquisa Datafolha -realizada nos dias 25 e 26 de março- Marta subiu quatro pontos desde fevereiro. Com 29% de preferência, ela divide com Alckmin (28%) a liderança pela prefeitura.
Preocupados, alckmistas defendem o lançamento da candidatura até o fim da semana que vem. Mas, no PSDB, há quem pregue o adiamento da decisão. Hoje, Alckmin almoça com senadores do PSDB e se reúne com deputados. A expectativa é que a agenda acelere a definição. A mobilização tende a tensionar a relação com o DEM.
Em suas conversas, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não esconde sua insatisfação com rumores de que estaria disposto a abrir mão em favor de Alckmin. Reclama da atuação de tucanos, especialmente o presidente municipal do PSDB, José Henrique Lobo.
Em artigo publicado na Folha em 31 de março, Lobo pregou a “densidade eleitoral” como critério de escolha do candidato do bloco. Nas conversas, Kassab diz que Lobo foi escalado como magistrado. Mas favorece Alckmin.
“Ele [Kassab] manifestou contrariedade no fim de semana”, contou o vice-governador Alberto Goldman, acrescentando: “Densidade eleitoral só se mede na eleição”.
O DEM reagiu. O presidente da sigla, Rodrigo Maia (RJ), cancelou reunião com Lobo. E democratas tiveram de reafirmar a candidatura Kassab. “Quem está hoje numa jogada perigosa é o Alckmin. Vamos ver se, com o tempo, ele entende isso”, disse o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen.
Na sexta-feira, uma porta para a aliança se fechou. Ainda que remota, acabou a possibilidade de Kassab (DEM) aceitar ser o vice de Alckmin.
Segundo duas resoluções do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), um vice-prefeito que assuma a vaga do prefeito eleito deve se descompatibilizar do cargo até seis meses antes da eleição, caso queira voltar a concorrer como vice-prefeito ou outro cargo eletivo, como vereador, por exemplo.
O primeiro turno da eleição deste ano será em 5 de outubro. O prazo para que Kassab deixasse o cargo para ser vice acabou no último dia 5.
De acordo com a legislação, caso queira concorrer à reeleição, Kassab não precisa se descompatibilizar do cargo.
Add comment Maio 19, 2008
Trégua DEM-PSDB aproxima Quércia do PT
5 de abril – Folha de S.Paulo
Líder do PMDB mira vaga ao Senado apoiado por coalizão forte, que não o incluiria se aliança entre tucanos e democratas for mantida
É aventada possibilidade de Kassab se lançar ao Senado em 2010 com o PSDB na chapa, caso prefeito de São Paulo desista da reeleição
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL
A reaproximação entre tucanos e democratas nos últimos dias em São Paulo deixou o PMDB na iminência de um acordo com o PT da ministra Marta Suplicy (Turismo).
As conversas entre peemedebistas e petistas se intensificaram nesta semana e os dois lados só aguardam um anúncio oficial da ministra e ex-prefeita de que deixará a Esplanada para definir os detalhes.
“Um entendimento entre o [Geraldo] Alckmin e o [Gilberto] Kassab dificulta uma aliança com eles, complica. Por isso, nós vamos esperar mais, até porque a Marta ainda não anunciou que é candidata”, disse ontem o ex-governador Orestes Quércia, que hoje comandará um encontro do PMDB na capital paulista.
Questionado sobre a chance de seu partido lançar uma candidatura própria, Quércia, principal líder peemedebista no Estado, disse que ela é remota: “Possivelmente, vamos compor alguma aliança. Sinto que hoje esse é o desejo dos nossos diretórios”.
“Estamos muito otimistas e as coisas estão caminhando bem para nós”, afirmou o presidente do PT paulistano, vereador José Américo Dias. Nesta semana, ganhou força no DEM e no PSDB o grupo que defende a aliança entre os dois partidos já no primeiro turno.
Dentre as possibilidades aventadas para a composição, está a de os tucanos apoiarem o democrata para o Senado em 2010 caso ele desista da reeleição. O prefeito faria dobradinha com nome do PSDB. Quércia ambiciona concorrer a uma das duas vagas de senador amparado por uma forte coligação. O PT já sinalizou ao ex-governador que está disposto a encampar seu projeto. Nesse caso, ele formaria dupla com o petista Aloizio Mercadante.
Ontem, Kassab comentou a hipótese do acordo: “As minhas energias serão canalizadas para a manutenção da aliança. A minha predisposição, a minha vontade, é de ser candidato a prefeito, mas não farei desta aspiração pessoal um imperativo para uma decisão política”.
Mesmo se a aliança tucano-democrata não sair no primeiro turno, os peemedebistas acham que Kassab e Alckmin deixarão alinhavadas as bases de um acordo no segundo turno, e ele necessariamente envolveria a vaga do Senado em 2010.
Também ontem, o secretário estadual Guilherme Afif Domingos (Emprego e Relações do Trabalho), do DEM, e o presidente do PSDB paulista, José Henrique Reis Lobo, trataram do assunto aliança.
Afif é um dos cotados para ser vice de Alckmin se Kassab abandonar seu projeto eleitoral neste ano. Em 2006, ele foi candidato ao Senado na chapa do ex-governador tucano.
O líder do DEM na Câmara Municipal, Carlos Apolinário, divulgou uma carta aberta ao governador José Serra (PSDB), de quem Kassab era vice na prefeitura até 2006, pedindo que ele trabalhe pela aliança.
No domingo passado, Serra e Alckmin se reuniram por cerca de uma hora. O ex-governador quer o empenho do Palácio dos Bandeirantes para unir os tucanos em sua campanha.
Colaboraram CATIA SEABRA e EVANDRO SPINELLI , da Reportagem Local
Add comment Maio 17, 2008
Mônica Bergamo
1 de abril – Folha de S.Paulo
TODO OUVIDOS
Geraldo Alckmin (PSDB-SP) está fazendo “sabatina” com profissionais de comunicação para contratar o porta-voz de sua campanha à Prefeitura de São Paulo.
QUERO SER VICE
E o PR paulista sonha emplacar o vice na chapa de Marta Suplicy. Quer indicar o economista Marcos Cintra ou, como segunda opção, o vereador Aurélio Miguel para a vaga.
Add comment Maio 17, 2008
Dança tribal – EDITORIAL
24 de março – Folha de S.Paulo
Na sucessão paulistana, alianças políticas e identidades partidárias se esfacelam em meio à disputa entre caciques
NO ABSURDO qüiproquó em que se enreda a política paulistana, até que tem certa lógica a atitude do tucano Alexandre Schneider, secretário municipal da Educação. A exemplo de outros quadros do PSDB, Schneider ocupa um cargo vital na administração de Gilberto Kassab, do DEM. As eleições para a prefeitura se aproximam.
Como deixar de apoiar o atual prefeito, com quem tantos tucanos colaboram? Ao mesmo tempo, como apoiar o prefeito, se o PSDB lançar outro candidato?
Tudo se encaminha para que Geraldo Alckmin, do PSDB, dispute a prefeitura. Tudo se encaminha para que Gilberto Kassab, do DEM, tente a reeleição. São remotas, no momento, as chances de composição entre os dois.
Em entrevista à Folha, Alexandre Schneider afirmou que não pode “virar as costas para Kassab, que foi leal e é leal com o programa que elegeu José Serra”. Mas Schneider pertence ao partido de Alckmin.
Que partido? O dilema se concentra nesse ponto. Há o PSDB de Serra, que empresta sua plumagem à administração Kassab; e o PSDB de Alckmin, que cada vez tem menos pontos em comum com o primeiro.
É natural que, dentro de uma mesma agremiação, rivalidades pessoais se manifestem. Pretensões desse tipo não costumam, porém, levar a uma crise de identidade tão intensa quanto a que se verifica em São Paulo.
Há algo de cômico em tamanha seriedade: o prefeito do DEM estaria cumprindo à risca os programas do PSDB; mas um tucano afirma sua disposição de recuperar para o partido a condução dos destinos paulistanos.
Na verdade, os caciques de um partido supostamente moderno e programático, como o PSDB, giram em falso numa dança tribal. E uma sigla muitas vezes tida como atrasada e fisiológica, o ex-PFL, coloca seu pragmatismo sob a orientação técnica de quadros tucanos. Todos se misturam, e ninguém se entende.
A idéia moderna do que deveria ser uma agremiação política -articulando visões de mundo próprias, a serem implementadas sob o controle de uma militância de base- desaparece na cidade mais desenvolvida do país, por força de um personalismo arcaico de cúpulas.
Enquanto isso, o PT de Marta Suplicy, outra desmoralizada promessa de modernidade organizacional, dá sinais de articular uma aliança com o PMDB quercista, e o partido de Maluf compõe a base de sustentação de Lula no plano federal.
A lógica política, dentro desse quadro, desiste de qualquer linearidade. Espera, inutilmente talvez, os programas que cada candidato venha a apresentar.
Programas? Que programas? Partidos? Que partidos? Oposição? Situação? Quem as distingue? Restará ao eleitor votar em pessoas, apenas? Mas a pergunta se repete: que pessoas? Nem elas mesmas parecem saber o que representam, nem para onde vão.
Add comment Maio 17, 2008
Kassab agora controla cargos de confiança
19 de março – Folha de S.Paulo
Prefeito baixa decreto que concentra em suas mãos nomeações ou demissões desses funcionários da estrutura do município
Mudança retira poder de secretários, de subprefeitos (a maior parte do PSDB), de presidentes e de diretores de órgãos ligados à prefeitura
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL
Às voltas com a crise pela definição da candidatura a prefeito de São Paulo da aliança PSDB-DEM, Gilberto Kassab baixou decreto que concentra em suas mãos o poder de nomear ou demitir quem ocupa os cerca de 10 mil cargos de confiança da estrutura da cidade. Além dos assessores contratados pela administração direta (secretarias), Kassab passa a controlar a nomeação de cargos de confiança nas empresas públicas e autarquias.
A mudança retira o poder do secretariado, dos subprefeitos -a maior parte do PSDB- e de presidentes e diretores de outros órgãos ligados à prefeitura, como Prodesp e SPTuris. Dois dos principais secretários do PSDB -o de Governo, Clóvis Carvalho, e o das Subprefeituras, Andrea Matarazzo-, perdem a prerrogativa de nomear dezenas de cargos.
Ao contrário de outros tucanos do secretariado que defendem de forma aberta a candidatura Kassab, como fez Alexandre Schneider (Educação) em entrevista à Folha, Carvalho e Matarazzo têm evitado falar sobre a manutenção da aliança. O decreto põe fim à política de descentralização na gestão de cargos comissionados que Kassab havia adotado em 2007, quando ainda não havia ameaça clara contra a aliança, como é hoje a pré-candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin.
Segundo assessores próximos, o prefeito disse que pretendia centralizar nomeações para evitar “excessos” na campanha, mas o decreto soou a tucanos como recado de Kassab: quem manda no governo é ele. Com o decreto, o democrata ainda coloca os 12 vereadores tucanos contra a parede: sem estrutura e cargos da prefeitura, terão ainda mais dificuldades para a campanha eleitoral. Há ainda outro impasse na bancada do PSDB, pois parte dos vereadores teme que, sem a cabeça de chapa, o partido dificilmente conseguirá repetir o desempenho que teve na eleição de José Serra, em 2004.
Nas últimas semanas, para não melindrar um possível entendimento com Alckmin, mas sem esconder o clima ruim com alckmistas que permanecem no governo, Kassab vinha transferindo para cargos de menor relevância assessores ligados ao ex-governador. Ontem, já havia mal-estar entre subprefeitos do PSDB.
Um deles disse que Kassab fica livre para negociar cargos com partidos que poderiam se aliar ao DEM, como PMDB, PR e PP.
Colaboraram EVANDRO SPINELLI e CATIA SEABRA , da Reportagem Local
Add comment Maio 17, 2008
Frase
18 de março – Folha de S.Paulo
Frase
“Não sou candidata à prefeitura, mas é sempre gratificante o reconhecimento e o apoio de uma parcela tão significativa da população”
MARTA SUPLICY
Ex-prefeita, ao comentar pesquisa Datafolha, em 12 de agosto de 2007, que a colocava na segunda posição com 24% das intenções de votos
Add comment Maio 17, 2008
Conversas com o PMDB em SP estão avançadas, dizem petistas
18 de março – Folha de S.Paulo
PT e PMDB negociam aliança em São Paulo nas próximas eleições. Ontem, Ricardo Berzoini (SP), presidente nacional do partido, e o presidente do diretório estadual, Edinho Silva, afirmaram que as “conversas” neste sentido estão avançadas.
Pelo acordo que está sendo formatado, o PT lançaria o nome da ministra Marta Suplicy (Turismo) para a prefeitura com um vice peemedebista.
Em contrapartida, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiaria Orestes Quércia, ex-governador de São Paulo e presidente do diretório estadual do PMDB, para uma vaga no Senado em 2010.
Caso a aliança seja fechada, a indicação do partido deve ficar em torno de aliados de confiança de Quércia, como Alda Marco Antônio e Marcelo Barbieri.
“É evidente que alianças com o PMDB interessam em todos os lugares”, disse Berzoini ontem, durante reunião com 20 presidentes de diretórios estaduais em Brasília. Silva, que esteve reunido com Quércia e com Marta na semana passada, disse estar otimista. “O PT se propõe a criar um espaço permanente de diálogo com o PMDB para discutir futuras alianças, incluindo 2010.”
“Já tentamos uma aliança com o PT em São Paulo no passado recente e não deu certo, mas como agora há também o quadro nacional para 2010, há chance de ser diferente”, disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
Berzoini também classificou a posição do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, de defender aliança com o tucano Aécio Neves, como “ousada e arriscada”, mas não descartou que o partido feche alianças com a oposição.
“O Pimentel teve uma iniciativa ousada e arriscada, que gerou muita polêmica dentro do PT. Espero que possamos resolver isso na semana que vem com o apoio de no mínimo 60% ou 70% da bancada, mas precisamos lembrar que, às vezes, a dinâmica municipal se sobrepõe nas eleições”, disse.
Na próxima semana, o partido se reúne para definir as alianças nas cidades de médio e grande porte. Das principais capitais, o PT já definiu nomes em pelo menos cinco: Luizianne Lins, em Fortaleza; João da Costa, em Recife; Maria do Rosário, em Porto Alegre, e Gleise Hoffmann, em Curitiba.
Em outras cidades, há disputa com aliados. Em Salvador, João Henrique (PMDB) é candidato à reeleição, mas o PT tem ao menos três nomes: deputados federais Nelson Pellegrino e Walter Pinheiro e o deputado licenciado Luiz Alberto.
No Rio, o deputado estadual Alessandro Molon e o ex-deputado Vladimir Palmeira também querem disputar, mas o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) defende seu secretário de Esportes, Eduardo Paes.
Add comment Maio 17, 2008
Turismo fatura 14,8% mais em 2007
18 de março – Folha de S.Paulo
Resultado representa menor taxa de expansão desde 2004; crescimento é puxado pelo mercado interno
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
O faturamento das 92 maiores empresas do setor de turismo cresceu 14,8% em 2007 e chegou a R$ 34,1 bilhões, de acordo com dados da 4ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo, realizada pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado foi puxado pelo desempenho de locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de receptivo.
Apesar do crescimento, trata-se da menor taxa de expansão desde 2004, quando a pesquisa começou a ser realizada. Em 2006, o faturamento havia registrado alta de 29,3%.
Segundo Luiz Gustavo Barbosa, coordenador do Núcleo de Turismo da FGV, os resultados são favoráveis porque representam crescimento sobre uma base alta de comparação.
A valorização do real também teve impacto sobre o desempenho do setor. Segundo a pesquisa, a cotação da moeda americana registrou queda de 16,7% no ano passado.
“Os setores que têm custos em dólar melhoram seus resultados com a valorização do real. Os setores que vendem em dólar, mas têm custos em reais, como o de receptivo, que trabalha com a recepção ao turista estrangeiro, sofrem mais”, afirmou Barbosa. No ano passado, o setor de receptivo teve uma queda de 4,3% no total de postos de trabalho.
A influência pode ser medida também no aumento do déficit entre os gastos de estrangeiros no país e o de brasileiros no exterior. No ano passado, esse déficit somou US$ 3,258 bilhões contra US$ 1,448 bilhão em 2006, aumento de 125%. De acordo com a pesquisa, a diferença pode ser atribuída ao fato de que mais brasileiros aproveitam o dólar barato para viajar ao exterior.
“O brasileiro passa a competir por assentos nos aviões com os estrangeiros”, disse Barbosa.
Desembarques
No ano passado, o total de desembarques internacionais cresceu 1,22% e chegou a 6,445 milhões de passageiros, segundo a Infraero. Os dados incluem também os brasileiros que retornam do exterior.
Já os desembarques nacionais tiveram alta de 7,89% na comparação com 2006 e somaram 50 milhões de passageiros. Segundo a FGV, o aumento pode ser atribuído à elevação da renda do brasileiro, ao crescimento da economia e ao aumento da competição entre as companhias aéreas.
De modo geral, o setor de turismo registrou um aumento de 23,5% no número de postos de trabalho, com preços 2,2% menores e custos 7% maiores.
Segundo a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o crescimento da economia e o cenário de estabilidade macroeconômica permitem que o brasileiro possa planejar como passar as férias. Ela estima que o setor possa ganhar fôlego com o surgimento de uma nova classe média, com a saída de 20 milhões de pessoas das classes D e E para a classe C.
“O brasileiro viaja muito para outro Estado, o de origem, para ficar na casa da sogra ou da mãe. Nossa pesquisa já mostra que essas pessoas não querem mais fazer esse tipo de viagem, querem ir para hotel, para pousada, querem ir para onde nunca foram”, disse.
Marta destacou que houve um crescimento na procura por pacotes para a terceira idade.
O programa “Viaja Mais -Melhor Idade” alcançou 9.000 pacotes vendidos. A expectativa do governo para este ano é de 50 mil.
Add comment Maio 17, 2008