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Muito além dos Jardins

Pessoas ainda interessadas na eleição municipal ocorrida em São Paulo em 2008 podem baixar meu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo na PUC, um livro-reportagem que faz um balanço sobre a campanha de Marta Suplicy.

O link: TCC Ana Clara Gaspar para baixar o livro.

Link para ver online: TCC Ana Clara Gaspar

Favor citar a fonte, ok?

Abraço e até uma próxima!

Add comment Julho 30, 2009

Kassabistas pressionam para Alckmin desistir

24 de abril – Folha de S.Paulo

Com anúncio da aliança do PMDB com o DEM, cresce a pressão entre kassabistas para que Geraldo Alckmin desista de concorrer à prefeitura e se guarde para a disputa pelo governo do Estado em 2010.
Ontem, em almoço com os deputados estaduais do PMDB, o próprio presidente estadual do partido, Orestes Quércia, disse confiar nessa hipótese. “Poderíamos estar numa composição com Alckmin para o governo em 2010″, disse.
No almoço, Quércia disse que Kassab aposta nessa alternativa. Ontem, após reunião com vereadores, Kassab mandou um recado a Alckmin. Disse que, com a adesão do PMDB, está otimista quanto à manutenção da aliança com PSDB.
“É uma aliança que é ampliada com a vinda do PMDB. E tenho certeza de que democratas, PSDB e PMDB juntos vão continuar fazendo o melhor para a cidade”, disse ele.
Na reunião com vereadores, Kassab disse que por “um, dois, três anos”, “enquanto estiver prefeito, a cidade vai continuar investindo no metrô”. À saída, afirmou: “É, disse isso mesmo”.
No almoço, Quércia foi informado pelos deputados que são grandes as chances de uma aliança de Alckmin com o PTB, hoje desconfortável na base do governador José Serra.
Um dos coordenadores informais da pré-campanha Alckmin, o deputado federal Silvio Torres (PSDB) afirmou ontem que “nada muda” com o anúncio da aliança.
“A expectativa é que o PSDB anuncie até o final do mês o nome de Alckmin para disputar e vencer”, disse.
O ex-governador passou o dia fora da capital paulista, em visita ao Paraná, onde cumpriu compromissos partidários. Apesar do aparente otimismo, a Folha apurou que Alckmin sentiu o duro golpe, sobretudo por acreditar que teve o aval do Palácio dos Bandeirantes.
No entorno, duas correntes distintas. Uma, a majoritária, defende a radicalização da disputa interna no PSDB. A outra avalia que Alckmin deveria reabrir os canais de comunicação com Serra e Kassab -ainda que ele próprio tenha dificultado um acordo ao declarar, no mês passado, nunca ter visto o primeiro colocado nas pesquisas abrir mão para o terceiro.
De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha sobre a eleição municipal, Alckmin está tecnicamente empatado com Marta Suplicy (PT) na liderança. Kassab é o terceiro.
Ontem, foi cancelado encontro para hoje entre Alckmin e vereadores do PSDB. A idéia de parte da bancada era pedir que ele desista. Como parte não concordava, foi desmarcada. Alckmistas temiam que se transformasse num apelo para que abrisse mão.
Dois diretórios zonais do PSDB na zona leste, o de José Bonifácio e Cidade Tiradentes, vão entregar ao presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, um manifesto pedindo que a manutenção da aliança com Kassab e que Alckmin seja lançado a governador em 2010.
Eles vão iniciar um abaixo assinado entre os militantes. “A idéia é que o PSDB escute a base, sobre a manutenção da aliança para 2008 e para que, em 2010, Alckmin seja o governador e Serra, o presidente”, diz Dilmário Viana, do diretório José Bonifácio.

Add comment Maio 27, 2008

Alckmin quer anúncio de candidatura ainda em abril

21 de abril – Folha de S.Paulo

Kassab, ajudado pelo Palácio dos Bandeirantes, avança na negociação com o PMDB

No PT, Diretório Estadual também pretende ter novo encontro com Quércia, líder do PMDB no Estado e que sonha disputar o Senado

JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL

Os três principais nomes da disputa pela Prefeitura de São Paulo planejam definir nos próximos dez dias os acertos finais de suas candidaturas. Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) têm previsto um último e definitivo encontro, e o PT corre para acertar uma aliança que dê sustentação à ministra Marta Suplicy.
Conforme o roteiro dos tucanos, o ex-governador Alckmin deverá ser anunciado pré-candidato pela Executiva Municipal do partido antes do feriado de 1º de Maio. Enquanto isso, o prefeito Kassab, com a ajuda de aliados do governador José Serra (PSDB), avança na tentativa de obter apoio do PMDB.
Nesta semana, emissários do prefeito tentarão convencer Orestes Quércia, presidente estadual do PMDB, de que a aliança com DEM dará ao ex-governador a garantia de que Serra e Kassab o apoiarão no sonho de concorrer a uma vaga ao Senado em 2010 com o respaldo da aliança demo-tucana que comanda o Estado.
Em contrapartida, Serra, nome cotado para a sucessão do presidente Lula, “racharia” a coalização do petista em 2010, já que os peemedebistas fazem parte do atual governo federal.
Os interlocutores de Quércia no Palácio dos Bandeirantes são o vice-governador Alberto Goldman e o secretário Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil) -o primeiro, ex-secretário da gestão de Quércia (1987-1991), de quem o último foi vice.
Uma coligação do PMDB com Kassab, terceiro colocado na mais recente pesquisa Datafolha de intenção de voto, praticamente dobraria o tempo de televisão do DEM no horário eleitoral gratuito, algo considerado fundamental para quem está atrás na corrida e tem que propagandear sua gestão.
A movimentação de Kassab deverá pôr fim à aparente trégua dos últimos dias na aliança PSDB-DEM, também à frente da Prefeitura de São Paulo. O entorno de Serra trabalha pela manutenção da parceria. Por isso, a tendência é que o terceiro e último encontro de Alckmin com o prefeito seja apenas para selar um pacto de não-agressão na campanha.
Ainda conforme o roteiro de Alckmin, em meados de maio uma grande festa do PSDB, com a presença de seus principais líderes nacionais, marcaria o início da pré-campanha.
Segundo o Datafolha, o ex-governador está tecnicamente empatado com Marta na liderança da corrida. A petista tem 29% das intenções de voto contra 28% de Alckmin -a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

PT
O petista Edinho Silva, presidente estadual da sigla, também pretende ter novo encontro com Quércia neste mês. O problema do PT é convencer o senador Aloizio Mercadante a aceitar dividir a chapa para o Senado em 2010 com o ex-governador do PMDB.
No PT, há quem afirme que, sem uma aliança forte, Marta poderá desistir do concorrer.
PSDB e DEM deverão ter cerca de três minutos cada um nos blocos do horário eleitoral gratuito de televisão, previsto para começar em agosto.
A estimativa é que o PT tenha quase um minuto a mais.
Segundo a legislação eleitoral, dois terços do horário no rádio e na TV (dois blocos de 25 minutos às segundas, quartas e sextas) serão distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos na última eleição, em 2006.
O PMDB elegeu 89 deputados e terá quase cinco minutos.

Add comment Maio 27, 2008

Cartas na mesa – ARTIGO DORA KRAMER

20 de abril – Estadão

Conta corrente

Por ordem de preferência, em São Paulo o PMDB tende a apoiar a ministra Marta Suplicy em primeiro lugar, o prefeito Gilberto Kassab em seguida e o ex-governador Geraldo Alckmin entra como última opção na disputa pela prefeitura.

O problema com Alckmin não é pessoal, é de carência de máquina. Marta tem a federal; Kassab conta oficialmente com a municipal e no paralelo com a estadual.

Add comment Maio 27, 2008

Trégua DEM-PSDB aproxima Quércia do PT

5 de abril – Folha de S.Paulo

Líder do PMDB mira vaga ao Senado apoiado por coalizão forte, que não o incluiria se aliança entre tucanos e democratas for mantida

É aventada possibilidade de Kassab se lançar ao Senado em 2010 com o PSDB na chapa, caso prefeito de São Paulo desista da reeleição

JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL

A reaproximação entre tucanos e democratas nos últimos dias em São Paulo deixou o PMDB na iminência de um acordo com o PT da ministra Marta Suplicy (Turismo).
As conversas entre peemedebistas e petistas se intensificaram nesta semana e os dois lados só aguardam um anúncio oficial da ministra e ex-prefeita de que deixará a Esplanada para definir os detalhes.
“Um entendimento entre o [Geraldo] Alckmin e o [Gilberto] Kassab dificulta uma aliança com eles, complica. Por isso, nós vamos esperar mais, até porque a Marta ainda não anunciou que é candidata”, disse ontem o ex-governador Orestes Quércia, que hoje comandará um encontro do PMDB na capital paulista.
Questionado sobre a chance de seu partido lançar uma candidatura própria, Quércia, principal líder peemedebista no Estado, disse que ela é remota: “Possivelmente, vamos compor alguma aliança. Sinto que hoje esse é o desejo dos nossos diretórios”.
“Estamos muito otimistas e as coisas estão caminhando bem para nós”, afirmou o presidente do PT paulistano, vereador José Américo Dias. Nesta semana, ganhou força no DEM e no PSDB o grupo que defende a aliança entre os dois partidos já no primeiro turno.
Dentre as possibilidades aventadas para a composição, está a de os tucanos apoiarem o democrata para o Senado em 2010 caso ele desista da reeleição. O prefeito faria dobradinha com nome do PSDB. Quércia ambiciona concorrer a uma das duas vagas de senador amparado por uma forte coligação. O PT já sinalizou ao ex-governador que está disposto a encampar seu projeto. Nesse caso, ele formaria dupla com o petista Aloizio Mercadante.
Ontem, Kassab comentou a hipótese do acordo: “As minhas energias serão canalizadas para a manutenção da aliança. A minha predisposição, a minha vontade, é de ser candidato a prefeito, mas não farei desta aspiração pessoal um imperativo para uma decisão política”.
Mesmo se a aliança tucano-democrata não sair no primeiro turno, os peemedebistas acham que Kassab e Alckmin deixarão alinhavadas as bases de um acordo no segundo turno, e ele necessariamente envolveria a vaga do Senado em 2010.
Também ontem, o secretário estadual Guilherme Afif Domingos (Emprego e Relações do Trabalho), do DEM, e o presidente do PSDB paulista, José Henrique Reis Lobo, trataram do assunto aliança.
Afif é um dos cotados para ser vice de Alckmin se Kassab abandonar seu projeto eleitoral neste ano. Em 2006, ele foi candidato ao Senado na chapa do ex-governador tucano.
O líder do DEM na Câmara Municipal, Carlos Apolinário, divulgou uma carta aberta ao governador José Serra (PSDB), de quem Kassab era vice na prefeitura até 2006, pedindo que ele trabalhe pela aliança.
No domingo passado, Serra e Alckmin se reuniram por cerca de uma hora. O ex-governador quer o empenho do Palácio dos Bandeirantes para unir os tucanos em sua campanha.


Colaboraram CATIA SEABRA e EVANDRO SPINELLI , da Reportagem Local

Add comment Maio 17, 2008

PT-SP aguarda volta de Marta para definir candidatura

31 de março – Estadão

O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores só aguarda o retorno da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que visita a China, para definir a candidatura dela à Prefeitura de São Paulo. “Vamos marcar uma reunião para conversar com a ministra. Ela tem o receio de deixar o cargo, porque tem muitos projetos a fazer, mas a candidatura cresce a cada dia e só depende dela aceitar a disputa”, disse Edinho Silva, presidente estadual do PT e prefeito de Araraquara (SP).

Ele admitiu que a candidatura de Marta à sucessão de Gilberto Kassab (DEM) é inevitável – e só depende da resposta positiva da ministra – principalmente após o resultado da última pesquisa Datafolha, divulgada ontem. Os números apontam Marta com 29% na pesquisa estimulada, empatada tecnicamente com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 28% da preferência do eleitor. “A pesquisa foi ótima e mostra que quanto mais perto a eleição, mais ela vai crescer”, afirmou Edinho Silva.

A reunião da cúpula paulista com Marta deve ocorrer, se possível, antes de sexta-feira, quando a ministra visita o Guarujá (SP), em companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro encontro articulado pelas lideranças petistas do Estado de São Paulo é o de Marta com o ex-governador Orestes Quércia, do PMDB, partido que é cobiçado para aliança por todos os pré-candidatos a prefeito da capital paulista.

“Vamos conversar com a Marta primeiro e depois agendar um encontro entre o dois”, disse Edinho Silva, que já manteve reuniões com Quércia para costurar a coligação entre os partidos, na qual PMDB indicaria o nome do vice.

Add comment Maio 17, 2008

Rivais vêem Alckmin sem discurso

23 de março – Estadão

Avaliação é de que tucano não poderá se apresentar ao eleitorado nem como situação nem como oposição

Antes de iniciada a campanha para eleger o futuro prefeito de São Paulo, o favoritismo está com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), lembrado por ter sido governador e candidato presidencial. Mas esse favoritismo estará à prova: ele não será situação, condição encarnada pelo atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), nem oposição, bandeira clara do PT e de sua provável candidata Marta Suplicy. O debate em torno de programas e realizações se dará entre Kassab e seu rival petista; será difícil para Alckmin, que até agora não apresentou idéias, inserir-se nele. E as críticas virão de todo lado.

“Alckmin terá um problema sério de posicionamento na campanha”, opina o vereador José Américo, presidente municipal do PT, “porque não será nem situação nem oposição.” Aliados de Kassab concordam. E dizem que a candidatura de Alckmin não é “natural” e será vista pelo eleitorado como “uma tentativa personalista” de retomar a carreira política.

Kassab e o PT já listam temas de campanha e realizações que pretendem exibir ao eleitorado. O prefeito vai realçar suas qualidades de administrador e sua relação de lealdade com o governador José Serra. Vai falar da construção de 104 postos da Assistência Médica Ambulatorial (AMAs), de 25 CEUs (ante 21 da gestão Marta), do aperfeiçoamento do bilhete único e do aumento real para os professores e servidores da saúde.

O PT vai atacar em três áreas que domina bem: transporte (para dizer que o sistema da gestão Marta era mais veloz e barato); educação (rememorando o projeto original dos CEUs e criticando o atual modelo); e os projetos sociais (com reedição do Renda Mínima e do Bolsa Aluguel). A idéia é forçar a polarização com Kassab.

Alckmin, até aqui, falou pouco de seus possíveis planos. O deputado Edson Aparecido, seu fiel seguidor, informou que um deles será dotar São Paulo de mecanismos para enfrentar os problemas comuns às megacidades.

Os adversários dizem que Alckmin deverá ter dificuldades para dar velocidade e consistência a sua campanha. Não poderá criticar e não deverá elogiar a atual gestão. Já as críticas do PT serão dirigidas à administração Kassab, que, por sua vez, se defenderá rebatendo-as. Esse aspecto, afirmam os dois lados, poderá produzir um fator de polarização entre Kassab e o candidato petista, excluindo Alckmin do debate.

Os dois adversários registram o que rotulam como índices magros de Alckmin. Quando deixou o governo estadual, em abril de 2006, ele tinha uma avaliação de 66% de ótimo e bom, segundo o Datafolha. Depois, foi candidato presidencial e chegou ao segundo turno. Na última pesquisa do instituto, em fevereiro deste ano, sua preferência de voto marcou a taxa de 29%.

Add comment Maio 17, 2008

Ato pró-Alckmin abre nova queda-de-braço no PSDB

24 de março – Folha de S.Paulo

Apoiadores do ex-governador planejam um manifesto pela candidatura própria

Grupo que defende aliança com Kassab avalia que ato atrapalha diálogo com DEM e deve favorecer estratégia da ministra Marta Suplicy

Raimundo Paccó/Folha Imagem
D. Odilo Scherer e Gilberto Kassab em missa na catedral da Sé

DA REPORTAGEM LOCAL

O PSDB paulistano deverá viver nesta semana um dos momentos mais intensos da queda-de-braço entre os favoráveis à candidatura de Geraldo Alckmin a prefeito de São Paulo e o grupo que defende o apoio à reeleição do democrata Gilberto Kassab.
O clima nos bastidores é tão tenso que um ato programado para quinta-feira à noite deverá se chamar “Tucanos Pró-São Paulo e Pela Paz na Política”.
Hoje, os tucanos favoráveis a Alckmin iniciam a coleta de assinaturas pela candidatura própria nos 52 diretórios zonais da capital com objetivo de apresentá-las durante o evento.
O ex-governador, em conversas recentes, avaliou que, no limite, aceitaria as prévias como forma de definir a situação. Antes, no entanto, quer “ouvir as bases do partido na capital”.
Reservadamente, o grupo pró-Kassab afirma que “utilizará seu peso político” para tentar evitar que o ato se transforme no lançamento da pré-candidatura de Alckmin pelas bases do partido. Eles alegam que um gesto dessa natureza “dinamitaria todas as pontes de diálogo” com o DEM e anteciparia a eleição, favorecendo a ministra Marta Suplicy (Turismo), nome mais forte do PT.
Na administração municipal de São Paulo desde 2005, quando o hoje governador José Serra, de quem Kassab era vice, assumiu, os tucanos controlam cerca de 300 cargos de confiança entre primeiro e segundo escalões, boa parte deles ligada às subprefeituras da capital.
Outra frente na qual Alckmin está em desvantagem é a atual bancada de vereadores, que, na semana passada, divulgou carta em apoio à manutenção da aliança com Kassab.
O líder da bancada -de 12 vereadores- na Câmara Municipal, Gilberto Natalini, assinou o documento e deverá participar do ato como militante tucano.

Kassab
Na semana em que o grupo pró-Alckmin promete uma demonstração de força, Kassab afirmou ontem pela manhã que ainda acredita na aliança entre tucanos e democratas, mas ressalvou que sonha em encabeçar a chapa.
“No momento certo, democratas e tucanos saberão avaliar a hipótese de continuarmos aliados, dentro do possível, já no primeiro turno”, afirmou ele, após ter participado da celebração da missa de Páscoa na catedral da Sé, onde pediu “paz” ao povo paulistano.
(JOSÉ ALBERTO BOMBIG)

Add comment Maio 17, 2008

Crítica do ombudman da FOLHA

23 de março – Folha de S.Paulo

Receita de cobertura eleitoral

Marlene Bergamo-18.mar.08/Folha Imagem
Geraldo Alckmin, do PSDB

Rafael Andrade-11.mar.08/Folha Imagem
Fernando Gabeira, do PV

Ao reproduzir declarações de Alckmin na quarta sem questioná-las, o jornal privou o leitor do ceticismo que caracteriza o jornalismo crítico

Só um tremendo Garoto Enxaqueca para, contrariado com colheres a mais de açúcar no doce de abóbora, detratar um banquete digno do mais glutão dos frades.
Ou um guloso muito volúvel para, salivando com o ponto certo do brigadeiro, anistiar um repasto mais insípido que bóia de hospital.
Na corrida eleitoral, também não se recomenda tomar reportagens pontuais como o conjunto da cobertura.
Dois insucessos da Folha não configuram desacerto disseminado. Mas alertam: quem se perde no fogão e não aprende com o erro pode comprometer a refeição inteira. Acertar sempre ninguém acerta. Cabe saber se os desenganos são exceções ou o padrão.
Na quarta, a Folha publicou a reportagem “Nunca vi 1º colocado ceder lugar ao 3º, reage Alckmin”. Na essência, reproduziu declarações. Não as questionou ou delas duvidou. Limitou-se a transmitir o que interessava a outros. Privou o leitor do ceticismo que caracteriza o jornalismo crítico.
Não era obrigatório, mas não custava lembrar que a tirada do pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo evoca alusão de Barack Obama acerca da sua então dianteira sobre Hillary Clinton nos EUA.
Compulsório era contrapor 2006, quando Alckmin patinava atrás de José Serra nas pesquisas e se impôs como o nome tucano ao Planalto. A Folha só apontou a contradição na edição seguinte.
O texto da quarta contou que o líder do PSDB na Câmara Municipal assinou artigo pró-acordo com o DEM do prefeito Gilberto Kassab, que almeja a reeleição -em disputa cuja terceira protagonista deve ser a ministra Marta Suplicy (PT). Citou-se o vereador Gilberto Natalini, segundo o qual houve apoio unânime da bancada ao documento.
Na véspera, informara-se que haveria carta dos vereadores, e não artigo firmado por um deles. Não se esclareceu por que não saiu manifesto coletivo. Dias antes, reafirmara-se que há alckmistas na Câmara. Na quarta, acatou-se a ficção da unanimidade.
Na semana anterior, a Folha noticiara a candidatura de Fernando Gabeira a prefeito do Rio com um tom ainda mais submisso. Nem os concorrentes do ex-colunista do jornal foram mencionados.
Aos acenos ao PT a reportagem não opôs as manifestações do deputado do PV à época do mensalão, historiando seus ataques contra o governo.
E omitiu o retrospecto ético de Marcello Alencar. O ex-governador apadrinhou o lançamento de Gabeira, defensor dos bons costumes na política.
O jornal tem espaços de sobra para opinião -de colunistas, de articulistas convidados e nos editoriais. Deveria preservar o não-alinhamento do noticiário. Na largada da campanha carioca, a Folha deu a impressão de se transformar em cronista pouco crítico de um candidato particular.
Ainda é tempo de acertar a mão no sal e no açúcar.

Add comment Maio 17, 2008

Marta diz estar “dividida” entre ministério e candidatura em SP

18 de março – Folha de S.Paulo

Depois de acertar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo com o presidente Lula na semana passada, a ministra Marta Suplicy (Turismo) afirmou ontem que “está dividida”. Segundo ela, o presidente a deixou “muito à vontade” para decidir até 5 de junho se pretende concorrer pelo PT à prefeitura.
“Estou num ministério onde acredito que posso fazer muita coisa. Ele gera muito emprego, renda, tem um trabalho de inclusão social fantástico. A gente investiu bastante nisso e está indo muito bem. Ao mesmo tempo, amo a cidade de São Paulo e sei que posso fazer muito ainda pelas condições da cidade. É uma decisão dificílima para mim, não pensava em voltar”, disse a ministra em evento no Rio, onde apresentou dados sobre o desempenho do setor de turismo em 2007 e as perspectivas para 2008.
Na semana passada, Marta acertou a candidatura em conversa com Lula. Apesar de dizer que não tinha intenção de concorrer ao cargo que ocupou de 2001 a 2004, petistas afirmam que ela foi convencida pela unanimidade do PT em torno da candidatura. Lula deverá dar apoio público, mas ela não terá o retorno garantido a alguma pasta se perder a eleição.
Ontem, Marta evitou comentar se a divisão entre PSDB e DEM em São Paulo poderia favorecer sua candidatura e disse que sua decisão não levaria em conta esse aspecto.
Adesivos pedindo “volta Marta” assinados por um sindicato foram distribuídos em seminário do Diretório Estadual do PT no último fim de semana.

Add comment Maio 17, 2008

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