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Painel – Renata Lo Prete

23 de abril – Folha de S.Paulo

“Fechei com Kassab”

Orestes Quércia selou ontem o acordo do PMDB com o DEM em torno da reeleição de Gilberto Kassab. “Fechei com o Kassab”, avisou o ex-governador a uma pessoa de sua inteira confiança. A aliança dará ao prefeito cerca de 7min30s no horário gratuito, contra 4min do PT de Marta Suplicy e 3min do PSDB de Geraldo Alckmin, que dividem a liderança na mais recente pesquisa Datafolha. Ambos podem fechar outras alianças, mas nenhuma sigla disponível tem tempo de televisão semelhante ao do PMDB.
Guilherme Afif, candidato natural do DEM ao Senado em 2010, garantiu a Quércia que não disputará a eleição e que o partido apoiará o ex-governador.


Plano B. O PT, que também negociava com Quércia, tentará agora turbinar o tempo de televisão de Marta amarrando ao barco o PR e uma ou mais siglas do bloquinho. O alvo preferencial é o PSB.

Em estúdio. O PSDB paulista está (surpresa!) dividido quanto aos comerciais de TV que terá a partir de 7 de maio. Os alckmistas querem colocar seu candidato na tela a qualquer custo. Os serristas defendem que o ex-governador aguarde nova oportunidade no mês seguinte. O tema será debatido pela direção estadual na próxima segunda.

Add comment Maio 27, 2008

Painel – Renata Lo Prete

16 de abril – Folha de S.Paulo

Termômetro

Segundo pesquisa telefônica feita para o DEM, 46% dos paulistanos consideram ótima ou boa a administração de Gilberto Kassab. O percentual é o mesmo registrado pelo governo Lula na cidade e ligeiramente inferior ao conferido à gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004), 48%. O governo estadual, comandado pelo tucano José Serra, obteve 43% de ótimo/bom no levantamento, realizado nos dias 1º e 2 de abril pelo Ipespe, do cientista político Antônio Lavareda.
Os “demos” apontam o ótimo/bom do prefeito, que em julho passado era de apenas 31%, como sinal do potencial de crescimento do candidato, hoje atrás dos líderes Marta e Geraldo Alckmin (PSDB) no Datafolha. Ela também melhorou: tinha 38% em agosto.


Metade. Kassab obteve 15% de ruim/péssimo, contra 30% de Marta. A avaliação negativa, nesta fase de pré-campanha, funciona como uma espécie de taxa de rejeição.

Add comment Maio 20, 2008

Uns poréns… (meus)

Período fraco de notícias. o Estadão, na verdade, publicou várias notícias a respeito da candidatura de Alckmin, Kassab e Marta no seu portal, porém, minha análise não irá compreender a mídia online. No entanto, algumas notícias veiculadas somente nos portais dos jornais trouxeram notícias relevantes para o trabalho:

  • Paulo Maluf anuncia candidatura à prefeitura de São Paulo.
  • 73% dos paulistanos acham o trânsito da capital ruim/péssimo. Entre os serviços de responsabilidade da prefeitura, é o com pior avaliação. Segundo 55% dos entrevistados a saúde é ruim/péssima. 39% desaprovam a qualidade da educação. A coleta de lixo domiciliar foi aprovada por 65%, enquanto a limpeza de vias obteve 35% de bom/ótimo. Pesquisa da Datafolha.

  • Segundo pesquisa do Ibope Marta abre vantagem de até 8 pontos para Alckmin, dependendo do cenário. De três cenários montados para a pesquisa, nos dois em que Alckmin figura na lista de candidatos, Marta Suplicy (PT) o supera com uma vantagem de oito pontos: 31% a 23% ou 35% a 27%, quando são excluídos do rol de candidatos Paulo Maluf (PP) e Luiza Erundina (PSB). Gilberto Kassab (DEM), figura com 14% num cenário e com 16% noutro. Marta tem 29% de rejeição. Alckmin 28%. Só Maluf tem mais: 55%

Eu me pergunto uma coisa: por que essa pesquisa não foi publicada nos jornais?

  • Acabou a possibilidade de Kassab ser vice de Alckmin. Para isso ele deveria se desligar da prefeitura até o dia 5.

Add comment Maio 19, 2008

No Dia da Alegria, Marta tem momento de candidata em parque de diversões de SP

10 de abril – Folha de S.Paulo

“Tia, vamos na montanha-russa?”, perguntou o garoto, na saída do carrossel. Sorridente, a ministra Marta Suplicy (Turismo) escolheu outro brinquedo. Mas não escapou das subidas e descidas.
Com a proposta de imitar um balão, o Samba Ballon sobe e desce, enquanto gira em torno de um eixo. “Não foi uma boa idéia”, brincou a ministra ao final do passeio.
Marta, pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, esteve ontem em dois parques de diversões na capital para o que lembrou um dia de campanha eleitoral. Pela manhã, foi com a neta Laura, 5, ao Parque da Mônica. Depois, dirigiu-se ao Playcenter. Nas duas visitas, posou para fotos e foi abraçada por crianças e adultos.
Marta voltou a negar que é candidata à prefeitura, mas comentou a pesquisa Datafolha em que está tecnicamente empatada com o tucano Geraldo Alckmin. “[É] um resultado muito bom e agradeço aos que votaram porque é um reconhecimento de um trabalho”, disse.
Questionada se estava alegre com a falta de acordo entre o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB), disse não ter “nenhum sentimento a expressar frente aos problemas que eles estão enfrentando”.
Marta veio a São Paulo para participar do primeiro Dia Nacional da Alegria, promovido pelo Sindepat (Sindicato Nacional de Parques e Atrações Turísticas). Eventos também ocorreram em outros sete Estados, mas a ministra disse que escolheu São Paulo porque seria mais fácil “em termos de mobilidade”.
Segundo o Sindepat, cerca de 50 mil crianças carentes foram de graça aos parques pelo país. No Playcenter, Rosângela Trevelaro, diretora de uma ONG em Guaianazes (zona leste), disse que pediu a escolas estaduais e municipais a liberação das aulas. Trevelaro agradeceu a “oportunidade” e declarou voto na petista.
Aos jornalistas Marta evitou falar até mesmo sobre o trânsito em São Paulo. “Se me tornar candidata, vocês vão ter uma ampla análise.”

Add comment Maio 19, 2008

MINHA OPINIÃO

O que podemos analisar até agora é pouco. No momento, os partidos concentram seus esforços na articulação de apoios e alianças, para, em seguida, montar as chapas e escolher os vices.

Nenhuma candidatura foi lançada, até o momento, mas a especulação em torno dos principais nomes – Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab – toma conta dos noticiários.

Enquanto o PT de Marta tenta trazer o PMDB, o PR (antigo PL) e o “bloquinho” para sua rede de apoios, o DEM e o PSDB vivem um drama. A briga interna entre Kassab e Alckmin promete ir longe. Kassab, apadrinhado pelo governador e ex-prefeito José Serra, insiste na candidatura, no momento em que sua avaliação como prefeito apresenta índices recordes. Alckmin, por sua vez, conta com os bons resultados na Datafolha. No entanto, sue partido enfrenta uma cizão: aqueles que acham que Alckmin deveria desistir da candidatura em prol de Kassab e aqueles que insistem numa candidatura própria do partido.

O clima promete esquentar.

Alckmin, por um lado, quer visibilidade para poder concorrer ao governo, ou quem sabe, à presidência em 2010. Não quer de ser cabo eleitoral de Serra.

Kassab se nega a ser vice novamente.

Serra quer minar os planos de Alckmin, para que seja o principal nome do PSDB para as eleições de 2010.

Marta, entanto assiste seus rivais em conflitos internos desgastantes, aproveita seus últimos momentos como ministra do turismo e diz que sua candidatura permanece indefinida.

Add comment Maio 17, 2008

Marta sobe e divide liderança em São Paulo com Alckmin

30 de março – Folha de S.Paulo

Petista tem 29% das intenções de voto, contra 28% do tucano e 13% de Kassab

Na pesquisa espontânea, sem a sugestão de nomes, a ex-prefeita subiu de 7%, em novembro, para 15%; Alckmin foi de 4% para 8%

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Marta Suplicy (PT) subiu quatro pontos percentuais e lidera -empatada com o tucano Geraldo Alckmin- a corrida pela Prefeitura de São Paulo, revela pesquisa Datafolha. Até fevereiro em ligeira desvantagem, a ex-prefeita conta hoje com 29% das intenções de voto contra 28% de Alckmin.
O instituto ouviu 1.089 pessoas nos dias 25 e 26 de março. Em comparação à pesquisa anterior -realizada no dia 14 de fevereiro-, Alckmin sofreu uma oscilação negativa de um ponto. Marta, por sua vez, passou de 25% para 29%.
Nesse cenário, que inclui os ex-prefeitos Paulo Maluf (PP) e Luiza Erundina (PSB), o prefeito Gilberto Kassab (DEM) tem 13% da preferência -uma variação positiva de um ponto em comparação a fevereiro.
Maluf tem 8% e Erundina, 7%. Votos nulos e em branco somam 7%.
Marta divide a liderança com Alckmin nos quatro cenários apresentados. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, em fevereiro os dois estavam tecnicamente empatados.
Agora, ressalta o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, “há um rigoroso empate entre os dois”.
“Nas pesquisas anteriores, não era tão claro. Havia uma leve vantagem de Alckmin. Hoje, não existe mais”, afirma Paulino, acrescentando que, “se a eleição fosse hoje, não seria possível fazer um prognóstico”.
Segundo Paulino, a tendência de crescimento de Marta pode ser expressa na evolução da pesquisa espontânea (sem apresentação dos nomes dos potenciais candidatos).
Em novembro, ela aparecia com 7% da preferência, enquanto Kassab contava com 10%. Agora, quatro meses depois, ela tem 15% contra 11% do prefeito. Em comparação com fevereiro, ela passou de 10% para 15%. De novembro para cá, Alckmin passou de 4% para 8%.
“Esse crescimento revela que a exposição que a ministra teve no intervalo de duas pesquisas deu resultado”, avalia Paulino.
Ainda segundo o Datafolha, Marta teve uma variação positiva em todos os segmentos de eleitores em comparação a fevereiro.
O crescimento mais significativo aconteceu entre os eleitores com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos. Marta passou de 15% para 24%, um aumento de nove pontos percentuais.
Também com 24%, Kassab teve a mesma variação (de nove pontos) entre esse eleitorado. Foi nesse estrato que Alckmin registrou sua maior queda: 12 pontos. Em fevereiro, o tucano tinha 40% entre os eleitores com renda familiar superior a dez mínimos. Agora, tem 28%.
Marta teve uma variação positiva de quatro pontos entre os entrevistados com renda de cinco a dez mínimos. Alckmin, uma oscilação negativa de três pontos percentuais.
A pesquisa também registra uma aumento significativo -de oito pontos percentuais- de Marta entre os eleitores com nível médio de escolaridade. Nesse segmento, ela passou de 26% para 34%.
Alckmin, por sua vez, sofreu uma queda de cinco pontos, de 32% para 27%.
Em comparação a fevereiro, a petista também apresenta um crescimento de seis pontos entre os eleitores de 16 a 24 anos, faixa em que tanto Kassab como Alckmin tiveram uma queda de cinco pontos.
O Datafolha apresentou outros três cenários. Sem Paulo Maluf, Marta aparece com 30% das intenções contra 29% de Alckmin. Nesse quadro, Kassab tem 15% de preferência e Erundina, 9%.
Num terceiro quadro -agora, sem Erundina- Marta (30%), Alckmin (29%) e Kassab (15%) repetem os mesmos índices do cenário anterior. Só que é Maluf que aparece com 9%.
Num quarto cenário, sem Erundina e Maluf, Alckmin e Marta têm 32% cada um. Kassab, 17%.

Add comment Maio 17, 2008

Serra deve apoiar Alckmin, dizem 60% dos eleitores

30 de março – Folha de S.Paulo

Para a maioria dos entrevistados, o governador de SP deve apoiar o tucano, e não Kassab, na disputa pela prefeitura

Entre os que se declaram eleitores do prefeito da capital, 29% afirmam que Serra deve defender nome do seu próprio partido

DA REPORTAGEM LOCAL

Apesar da simpatia pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), terá que apoiar Geraldo Alckmin, se depender da vontade do eleitor. Segundo pesquisa Datafolha, 60% dos entrevistados afirmam que Serra deverá dar apoio ao candidato do seu partido caso Alckmin e Kassab concorram à Prefeitura de São Paulo.
Segundo o Datafolha, 25% dos entrevistados responderam que Serra deveria apoiar Kassab. Três por cento disseram que o governador poderia apoiar os dois, enquanto 9% optaram por “nenhum dos dois” como resposta.
O índice dos que defendem o apoio de Serra a Alckmin é ainda maior entre os simpatizantes do PSDB. Chega a 80%. Num momento de turbulência no tucanato, 61% dos entrevistados que declaram o PSDB como partido de preferência afirmam que pretendem votar em Alckmin, enquanto 18% optam por Kassab.
Até 29% dos eleitores de Kassab afirmam que Serra deveria mesmo apoiar Alckmin.
Ainda de acordo com a pesquisa, um quarto do eleitorado (25%) afirma que poderia votar no candidato indicado por Serra. Outros 24% responderam que o apoio de Serra faria com que não votassem nesse candidato, enquanto 48% disseram que seria indiferente.
Consolidada a candidatura de Alckmin à prefeitura, os alckmistas cobram o apoio de Serra. O governador, no entanto, evita declarações enfáticas.
Já 17% dos entrevistados responderam que poderiam votar no candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 23% disseram que a indicação de Lula faria com que não votasse nele. Mais da metade (55%) afirmou que o apoio de Lula seria indiferente.
Para os candidatos, um alerta: 51% dos entrevistados responderam que mudariam seu voto caso soubessem que seu candidato a prefeito tem planos de permanecer apenas por dois anos no cargo, lançando-se à Presidência em 2010. Outros 44% afirmaram que votariam nele mesmo assim.
Esses números se invertem apenas entre os que declaram voto em Geraldo Alckmin: 52% dos eleitores do tucano responderam que votariam nele ainda que soubessem dessa pretensão, enquanto 43% disseram que mudariam o voto.
O eleitorado fica dividido quando se leva em consideração a troca da prefeitura pelo Palácio dos Bandeirantes, a exemplo do que fez Serra em 2006. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados disseram que manteriam o voto no candidato ainda que conhecessem essa ambição; 47% mudariam.
Mais da metade (52%) dos eleitores de Marta Suplicy disseram que mudariam de voto se soubessem da disposição da petista de concorrer ao governo estadual em 2010, enquanto 45% disseram que manteriam o voto. Já 59% dos eleitores de Alckmin votariam nele mesmo se concorresse ao Bandeirantes, mas 38% mudariam de voto. Entre eleitores de Kassab, 53% manteriam o voto e 44% mudariam.

Add comment Maio 17, 2008

No 2º turno, hoje tucano vence disputa contra ministra do PT e prefeito do DEM

30 de março – Folha de S.Paulo

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) derrotaria a ministra Marta Suplicy (PT) num eventual segundo turno se as eleições à Prefeitura de São Paulo fossem hoje. Apesar do crescimento da petista, Alckmin a venceria por 53% a 41%, segundo pesquisa Datafolha.
Ainda de acordo com a pesquisa, Alckmin também derrotaria o prefeito Gilberto Kassab (DEM) por 59% a 27%. Num segundo turno contra Kassab, Marta seria vitoriosa, com 53% contra 37% do democrata. Em comparação à última pesquisa -realizada em fevereiro- a vantagem de Marta sobre Kassab subiu de 11 para 16 pontos percentuais.
Alckmin herdaria 69% dos eleitores de Kassab e 61% dos eleitores de Paulo Maluf (PP) num segundo turno contra Marta. Ela contaria com o apoio de 26% dos eleitores de Kassab e 28% de Maluf.
Em compensação, Marta contaria com 60% dos que declararam voto na ex-prefeita Luiza Erundina (PSB). Já 32% dos eleitores de Erundina votariam em Alckmin.

Rejeição
Empatada com Alckmin na liderança, Marta amarga 29% de rejeição, índice bem superior aos 15% do tucano. Kassab, por sua vez, tem rejeição de 27%, similar à de Marta.
Entre os potenciais candidatos, é Maluf quem sofre maior resistência: 51% dos entrevistados disseram que não votariam no ex-prefeito. A taxa de rejeição a Erundina é de 23%.
Enquanto tucanos e democratas estão em pé de guerra, apenas 16% dos eleitores de Kassab dizem que não votariam em Alckmin. Já 48% dos eleitores do prefeito não votariam em Marta.
Entre os eleitores de Alckmin, 24% não votariam em Kassab e 47% em Marta.

Add comment Maio 17, 2008

Frase

18 de março – Folha de S.Paulo

Frase

“Não sou candidata à prefeitura, mas é sempre gratificante o reconhecimento e o apoio de uma parcela tão significativa da população”


MARTA SUPLICY
Ex-prefeita, ao comentar pesquisa Datafolha, em 12 de agosto de 2007, que a colocava na segunda posição com 24% das intenções de votos

Add comment Maio 17, 2008

Nunca vi 1º colocado ceder lugar ao 3º, reage Alckmin

 19 de março – Folha de S.Paulo

Nunca vi 1º colocado ceder lugar ao 3º, reage Alckmin

Ex-governador responde a articulação de vereadores do PSDB em apoio a Kassab

Em artigo, o líder Gilberto Natalini defende a aliança com o DEM e exalta o que chamou de conquistas da gestão “Serra-Kassab”

FERNANDO BARROS DE MELLO
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

O ex-governador Geraldo Alckmin rompeu ontem o estilo contido e reagiu à articulação de vereadores do PSDB em apoio à reeleição de Gilberto Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo. Em resposta ao terceiro documento produzido pela bancada em favor da aliança, Alckmin disse que nunca viu o primeiro colocado nas pesquisas ceder a vez ao terceiro.
“Claro que sou favorável [à manutenção da aliança]. Agora, por que quem está em primeiro lugar precisa abrir mão para quem está em terceiro? Eu nunca vi isso”, afirmou, para completar em seguida: “Só se for para ajudar o PT”.
Alckmin participou de homenagem a Franco Montoro. Horas antes, vereadores do PSDB deram novos sinais de apoio a Kassab. Em resposta a um ato organizado pelos apoiadores de Alckmin, a bancada convocou para semana que vem reunião pró-aliança.
Falando contar com “ampla maioria da bancada”, o líder Gilberto Natalini divulgou um artigo em que não apenas defende a aliança como exalta o que chamou de conquistas da administração “Serra-Kassab”.
Questionado sobre o artigo, Alckmin disse: “Não vi o documento, mas sem ver já achei bom, porque as pessoas devem ter todo o direito de expor suas idéias”. O ex-governador defendeu a realização de prévias no PSDB. “Acho que o PSDB já estabeleceu que para 2010 vai ter as primárias e acho que nós deveríamos fazer já”, disse.
Nos bastidores, Alckmin manifestou sua irritação a integrantes do comando do PSDB com as declarações de tucanos em favor do atual prefeito.
Kassab chegou ao evento de ontem à noite 10 minutos após a saída de Alckmin e disse preferir “não falar da hipótese de não existir a aliança”, por acreditar na manutenção dela. Questionado sobre a declaração do tucano citando pesquisas, disse apenas: “Nunca minimizo as pesquisas, que são importante retrato do momento”.

Artigo
No artigo de Natalini, o nome de Kassab está em cinco de oito parágrafos. Não há menção a Alckmin. “Serra e Kassab tomaram posse e, com eles, fincou raízes um princípio ético que se estende até hoje, em cada ação pública. Pouco discurso e muita ação concreta. Seriedade e competência no trato com o dinheiro público”, diz o texto do vereador. Natalini afirma que “todos [os vereadores] endossaram o documento”.
“Este governo, comandado pelo prefeito Kassab e pelos secretários e subprefeitos, em sua maioria do PSDB, deram [sic] uma nova “cara” para São Paulo com a Lei Cidade Limpa”, complementa o texto.
Embora diga não ter restrições à candidatura de Alckmin, Natalini não declarou voto no tucano em caso de duas candidaturas. “Isso é um problema particular meu. Sou extremamente partidário, fiel ao partido, mas em quem vou votar ou deixar de votar é um problema muito particular meu, de foro íntimo”, disse em entrevista.
Reunidos na sede do partido, os vereadores informaram ao secretário municipal Andrea Matarazzo a decisão de realizar um ato em favor da aliança no dia 29 -dois dias após a manifestação dos alckmistas.
Os vereadores também decidiram cobrar da direção do partido uma resposta à carta em que sugerem que o diretório municipal seja consultado sobre a aliança. O documento é endereçado ao presidente do partido, José Henrique Reis Lobo. Mas ele não o leu.
Ontem, mais uma vez, Lobo faltou à reunião e designou Matarazzo, vice-presidente do partido, como representante.

Add comment Maio 14, 2008


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