Posts Taggedaliança
Kassab aceita formar chapa com Alda Marco Antonio
23 de abril – Folha de S.Paulo
Engenheira deve ser indicada a vice pelo PMDB caso aliança com DEM seja selada
Nome foi recomendado por Quércia; com aliança, prefeito espera pressionar Alckmin a desistir de sua candidatura ao cargo
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), concordou com a indicação da engenheira Alda Marco Antonio para sua vice, caso seja concretizada a aliança com o PMDB.
O presidente estadual do PMDB, o ex-governador Orestes Quércia, informou ontem a interlocutores a decisão de apoiar a candidatura de Kassab, segundo informa o Painel. O anúncio deverá acontecer hoje, apesar da pressão de peemedebistas para que o postergue.
Ligada a Quércia, Alda foi candidata do partido ao Senado nas eleições passadas. Seu nome foi recomendado por Quércia a Kassab. O prefeito aceitou a sugestão. Mas, nas conversas com Quércia, Kassab tomou o cuidado de dizer que ainda não descartava a reedição da aliança com o PSDB.
A expectativa de Kassab é que, ao ver sua candidatura desidratada após a costura do DEM com o PMDB, o ex-governador Geraldo Alckmin desista de concorrer. Mantida a aliança com o PSDB, a vice caberá a um tucano. E o PMDB terá participação no governo. Além da vice, os democratas assumiram o compromisso de que Quércia seja candidato exclusivo do DEM ao Senado.
Ao longo de todo dia, Quércia avisou que a negociação com Kassab estava “muito bem”. Ele deve anunciar o apoio hoje, após reuniões do partido.
Ontem mesmo, Quércia já tinha desencorajado petistas. Ainda assim, o presidente estadual do PT, o prefeito de Araraquara Edinho Silva, pediu que conversassem hoje.
Evitando falar em leilão, Edinho afirmou, no entanto, que não ficará fazendo contrapropostas ao acordo com o DEM. “Tento construir um diálogo em cima de propostas. Mas não posso ser regido pelos movimentos do DEM e do PSDB.”
A relação de Quércia com PT é marcada por sobressaltos. Em 2002, apesar de um acordo com a cúpula do PT para que fosse a segunda opção do partido ao Senado (a primeira era Aloizio Mercadante), os petistas pediram voto para o candidato do PC do B. Por isso, hoje é tão importante para Quércia ser candidato exclusivo para o Senado.
Em 2004, a então prefeita Marta Suplicy se recusou a aceitar um indicado do PMDB para vice. Neste ano, segundo peemedebistas, já tinha escolhido o vice: o escritor Fernando Morais. A informação teria incomodado Quércia.
Add comment Maio 27, 2008
PSDB e DEM querem “reatar” no 2º turno
27 de março – Folha de S.Paulo
Partidos convocam reunião para abril em que será discutido apoio mútuo caso Alckmin ou Kassab disputem com Marta
Clima entre simpatizantes das candidaturas ficou mais acirrado após o presidente do PSDB ter dito que seria inevitável Alckmin disputar
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Diante da constatação de que haverá duas candidaturas, o PSDB e o DEM convocaram uma reunião para oficializar o divórcio em São Paulo. A idéia é -confirmado o embate entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) – firmar um pacto de aliança caso um dos dois dispute eventual segundo turno contra a ministra Marta Suplicy (PT).
O encontro havia sido marcado inicialmente para a próxima segunda-feira, em São Paulo, mas, com o acirramento do clima entre kassabistas e alckmistas no meio da tarde de ontem, e para evitar o rótulo de anticrise, foi adiado para o dia 7 de abril, podendo ocorrer depois que as duas candidaturas já estiverem “colocadas”.
Além dos líderes no Congresso, terá a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen (SC).
Os dois partidos vão tentar amenizar os ânimos em São Paulo e reestruturar a oposição que, ambos admitem, perdeu força no Congresso.
A reunião foi convocada em meio a um mal-estar produzido pelas declarações do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, de que as duas candidaturas são inevitáveis. Na conversa com Guerra, o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), queixou-se, deixando evidente uma insatisfação de Kassab.
“Não podemos antecipar essa decisão. Temos obrigação de tentar até o fim, sob pena de deixar um dos candidatos insatisfeitos”, disse Maia. Irônico, acrescentou: “Afinal de contas, precisaremos do apoio de Alckmin no segundo turno”.
Almoço
Em São Paulo, a declaração exigiu uma ginástica do presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, que almoçou com Bornhausen e se reuniu com Kassab.
“Não sei quais as informações que o senador obteve. Mas não são as minhas. Ainda acredito na aliança”, afirmou Lobo.
Descrevendo-se como quixotesco por apostar na aliança, Lobo reconheceu que declarações como a de Guerra “atrapalham muito a negociação”.
Os democratas lembraram que havia um rito a ser cumprido. Pelo cronograma, os dois se encontrarão até o fim de abril para uma conversa conclusiva.
“Até lá, não podemos jogar a toalha”, disse Bornhausen.
Entre os tucanos kassabistas, a manifestação de Guerra foi classificada como desastrosa por institucionalizar o fim da aliança. Kassab insistiu:
“O esforço ainda existirá, principalmente da minha parte, para que possamos estar juntos no primeiro turno. A aliança é desejável”.
A tensão atingiu em cheio a direção dos partidos. Tucanos reclamaram ontem dos ataques do presidente do DEM, Rodrigo Maia, ao governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). Do outro lado, líderes do DEM responsabilizam caciques tucanos por estimular candidaturas próprias em cidades onde seria possível manter a aliança.
Add comment Maio 17, 2008
PT apóia Quércia em 2010 se ele fechar com Marta já
18 de março – Estadão
Além de oferecer ao PMDB vaga de vice na chapa, grupo da ministra admite avalizar ex-governador para o Senado; idéia irrita aliados de Mercadante
Vera Rosa e Felipe Werneck
Componentes.montarControleTexto(“ctrl_texto”)
A cúpula do PT ofereceu um “pacote eleitoral” ao PMDB, com o objetivo de atrair o apoio do partido à candidatura de Marta Suplicy, que deixará o Ministério do Turismo para disputar a Prefeitura de São Paulo. Além de abrir para o PMDB a vaga de vice na chapa de Marta, o grupo da ministra admite avalizar Orestes Quércia para o Senado, em 2010. A proposta apresentada a Quércia, que é presidente do PMDB paulista, provocou reações iradas da ala ligada ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato natural à reeleição.
“Estamos mesmo dispostos a dar a vice ao PMDB e também sou a favor de apoiar Quércia para o Senado, em 2010″, afirmou o presidente do PT paulistano, vereador José Américo Dias. Para rechear o pacote oferecido ao principal parceiro da coalizão no governo Lula, os petistas negociam, ainda, a retirada de candidatos sem expressão eleitoral, em vários municípios, em favor de concorrentes do PMDB.
“Não podemos querer que o PMDB nos apóie em tantos lugares sem contrapartida”, argumentou José Américo. Questionado sobre os protestos do grupo de Mercadante, ele desconversou: “Eu não tenho conhecimento dessa resistência.”
Na prática, o PT negocia com Quércia a segunda vaga ao Senado, já que a primeira será reservada a Mercadante. Em geral, porém, o segundo nome da dobradinha é sempre um político menos conhecido, que não oferece risco ao candidato sobre o qual o partido aposta todas as fichas. Não é o caso de Quércia, que detém a máquina do PMDB em São Paulo.
Embora o ex-governador diga que está “escaldado” e não esconda a desconfiança em relação ao PT, os petistas acreditam no acordo. No atual cenário, o mais cotado para vice na chapa de Marta é o deputado Michel Temer (SP), presidente do PMDB. Em 2004, Marta disputou e perdeu a reeleição como prefeita em chapa puro sangue, composta só pelo PT, que não quis ceder a vice. Agora, porém, o discurso é diferente. “Para nós, a aliança com o PMDB interessa em todo o País”, insistiu o deputado Ricardo Berzoini (SP), presidente do PT.
Em várias conversas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos petistas que não adianta o partido disputar apenas para marcar posição. Mais: avisou que não subirá em nenhum palanque nas cidades onde a base aliada estiver dividida em duas ou mais candidaturas.
Mesmo com sua campanha sendo montada, a ministra do Turismo ainda tenta despistar sobre a entrada no páreo. “Amo a minha cidade e sei que posso dar grande contribuição, mas é uma decisão extremamente difícil. Estou muito dividida”, afirmou Marta ontem, no Rio.
Add comment Maio 17, 2008
Eleição revigora aliança PT-PMDB na Câmara
19 de março – Folha de S.Paulo
PT promete apoio à candidatura de Michel Temer para suceder Chinaglia, mas quer um acordo para disputas nas capitais
Acordo em SP, conduzido por Orestes Quércia, é que a ministra Marta Suplicy (Turismo) encabece a chapa junto com um vice do PMDB
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Ao mesmo tempo em que PT e PMDB trabalham para fechar uma aliança em São Paulo para as eleições de outubro, os presidentes nacionais dos dois partidos se reuniram ontem em Brasília para confirmar o acordo sobre a eleição do próximo presidente da Câmara.
A proposta é que os petistas apóiem o nome do deputado e presidente peemedebista, Michel Temer (SP), em substituição ao atual presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
A expectativa dos petistas é que o compromisso em apoiar Temer reflita na aliança das próximas eleições da capital paulista. Em almoço ontem, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), afirmaram a Temer a importância de fechar acordos em cidades estratégicas, como é o caso de São Paulo.
“Conversamos hoje [ontem] sobre a importância de criar um ambiente de governabilidade nacional, onde PT e PMDB têm muita importância em todo o país. Queremos construir um ambiente favorável em todo o país”, disse Fontana. “E a eleição de São Paulo tem visibilidade nacional, por isso é muito importante ter a base unida lá. É importante mostrar que a Marta é a candidata do presidente Lula e que a base está junto nisso, assim como no Congresso”, completou.
O acordo em São Paulo, que está sendo conduzido principalmente pelo presidente estadual do PMDB e ex-governador, Orestes Quércia, é que a ministra Marta Suplicy (Turismo) encabece a chapa junto com um vice peemedebista. Em contrapartida, o PT apoiaria o nome de Quércia para uma vaga no Senado em 2010.
Temer, que chegou a ser cotado para compor a chapa com Marta, também ressalta a importância de uma aliança, mas lembra que o seu partido ainda está em fase de conversação: “Temos que lembrar que o Quércia está conversando com outros partidos também, mas esse [aliança com o PT] é um cenário que se desenha”.
Sobre a sua candidatura na presidência da Câmara, limita-se a dizer: “Pode ser. Mas hoje [ontem] o Berzoini e o Fontana confirmaram o acordo de apoiar um presidente da Câmara do PMDB”, disse, lembrando que Chinaglia foi eleito com os votos da bancada do PMDB.
No almoço de ontem, os presidentes dos dois partidos se comprometeram a fazer levantamentos detalhados da situação nas principais cidades para abrir caminho para as alianças.
Add comment Maio 14, 2008
PT apóia Quércia em 2010 se ele fechar com Marta já
18 de março – Estado de S.Paulo
Além de oferecer ao PMDB vaga de vice na chapa, grupo da ministra admite avalizar ex-governador para o Senado; idéia irrita aliados de Mercadante
Vera Rosa e Felipe Werneck
A cúpula do PT ofereceu um “pacote eleitoral” ao PMDB, com o objetivo de atrair o apoio do partido à candidatura de Marta Suplicy, que deixará o Ministério do Turismo para disputar a Prefeitura de São Paulo. Além de abrir para o PMDB a vaga de vice na chapa de Marta, o grupo da ministra admite avalizar Orestes Quércia para o Senado, em 2010. A proposta apresentada a Quércia, que é presidente do PMDB paulista, provocou reações iradas da ala ligada ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato natural à reeleição.
“Estamos mesmo dispostos a dar a vice ao PMDB e também sou a favor de apoiar Quércia para o Senado, em 2010″, afirmou o presidente do PT paulistano, vereador José Américo Dias. Para rechear o pacote oferecido ao principal parceiro da coalizão no governo Lula, os petistas negociam, ainda, a retirada de candidatos sem expressão eleitoral, em vários municípios, em favor de concorrentes do PMDB.
“Não podemos querer que o PMDB nos apóie em tantos lugares sem contrapartida”, argumentou José Américo. Questionado sobre os protestos do grupo de Mercadante, ele desconversou: “Eu não tenho conhecimento dessa resistência.”
Na prática, o PT negocia com Quércia a segunda vaga ao Senado, já que a primeira será reservada a Mercadante. Em geral, porém, o segundo nome da dobradinha é sempre um político menos conhecido, que não oferece risco ao candidato sobre o qual o partido aposta todas as fichas. Não é o caso de Quércia, que detém a máquina do PMDB em São Paulo.
Embora o ex-governador diga que está “escaldado” e não esconda a desconfiança em relação ao PT, os petistas acreditam no acordo. No atual cenário, o mais cotado para vice na chapa de Marta é o deputado Michel Temer (SP), presidente do PMDB. Em 2004, Marta disputou e perdeu a reeleição como prefeita em chapa puro sangue, composta só pelo PT, que não quis ceder a vice. Agora, porém, o discurso é diferente. “Para nós, a aliança com o PMDB interessa em todo o País”, insistiu o deputado Ricardo Berzoini (SP), presidente do PT.
Em várias conversas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos petistas que não adianta o partido disputar apenas para marcar posição. Mais: avisou que não subirá em nenhum palanque nas cidades onde a base aliada estiver dividida em duas ou mais candidaturas.
Mesmo com sua campanha sendo montada, a ministra do Turismo ainda tenta despistar sobre a entrada no páreo. “Amo a minha cidade e sei que posso dar grande contribuição, mas é uma decisão extremamente difícil. Estou muito dividida”, afirmou Marta ontem, no Rio.
BELO HORIZONTE
O casamento com o PMDB em São Paulo e a possibilidade de aliança com os tucanos, em Belo Horizonte (MG), também foram discutidos ontem, em Brasília, na reunião do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT. Ao que tudo indica, o Diretório Nacional da legenda deverá aprovar, na segunda-feira, a parceria com o PSDB na capital mineira, sob o argumento de que a aliança formal é com o PSB.
Articulado pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e pelo governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), o acordo tem como alvo as eleições de 2010. De um lado, Pimentel quer obter apoio dos tucanos para concorrer ao governo de Minas. De outro, Aécio trabalha para conquistar adesões dentro e fora do PSDB na disputa com o governador de São Paulo, José Serra, que, como ele, cobiça a cadeira de Lula.
“Pimentel tomou uma decisão ousada, arriscada, que tem causado muita polêmica no PT”, admitiu Berzoini. “Mas vamos resolver isso.” Além de São Paulo, a cúpula do PT dá como certa, até agora, a candidatura própria às prefeituras do Rio, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Curitiba, Campo Grande e Cuiabá.
Add comment Maio 14, 2008
Conversas com o PMDB em SP estão avançadas, dizem petistas
18 de março – Folha de S.Paulo
PT e PMDB negociam aliança em São Paulo nas próximas eleições. Ontem, Ricardo Berzoini (SP), presidente nacional do partido, e o presidente do diretório estadual, Edinho Silva, afirmaram que as “conversas” neste sentido estão avançadas.
Pelo acordo que está sendo formatado, o PT lançaria o nome da ministra Marta Suplicy (Turismo) para a prefeitura com um vice peemedebista.
Em contrapartida, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiaria Orestes Quércia, ex-governador de São Paulo e presidente do diretório estadual do PMDB, para uma vaga no Senado em 2010.
Caso a aliança seja fechada, a indicação do partido deve ficar em torno de aliados de confiança de Quércia, como Alda Marco Antônio e Marcelo Barbieri.
“É evidente que alianças com o PMDB interessam em todos os lugares”, disse Berzoini ontem, durante reunião com 20 presidentes de diretórios estaduais em Brasília. Silva, que esteve reunido com Quércia e com Marta na semana passada, disse estar otimista. “O PT se propõe a criar um espaço permanente de diálogo com o PMDB para discutir futuras alianças, incluindo 2010.”
“Já tentamos uma aliança com o PT em São Paulo no passado recente e não deu certo, mas como agora há também o quadro nacional para 2010, há chance de ser diferente”, disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
Berzoini também classificou a posição do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, de defender aliança com o tucano Aécio Neves, como “ousada e arriscada”, mas não descartou que o partido feche alianças com a oposição.
“O Pimentel teve uma iniciativa ousada e arriscada, que gerou muita polêmica dentro do PT. Espero que possamos resolver isso na semana que vem com o apoio de no mínimo 60% ou 70% da bancada, mas precisamos lembrar que, às vezes, a dinâmica municipal se sobrepõe nas eleições”, disse.
Na próxima semana, o partido se reúne para definir as alianças nas cidades de médio e grande porte. Das principais capitais, o PT já definiu nomes em pelo menos cinco: Luizianne Lins, em Fortaleza; João da Costa, em Recife; Maria do Rosário, em Porto Alegre, e Gleise Hoffmann, em Curitiba.
Em outras cidades, há disputa com aliados. Em Salvador, João Henrique (PMDB) é candidato à reeleição, mas o PT tem ao menos três nomes: deputados federais Nelson Pellegrino e Walter Pinheiro e o deputado licenciado Luiz Alberto.
No Rio, o deputado estadual Alessandro Molon e o ex-deputado Vladimir Palmeira também querem disputar, mas o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) defende seu secretário de Esportes, Eduardo Paes.
Add comment Maio 14, 2008
Nota de Monia Bérgamo
17 de março – Folha de S.Paulo
CHÁ DAS CINCO
Quando voltar da viagem à China, no fim do mês, Marta Suplicy deve se encontrar com Orestes Quércia. O PT quer fazer aliança com o PMDB do ex-governador para concorrer à Prefeitura de São Paulo.
Add comment Maio 14, 2008
PT-SP revê tática eleitoral e admite dar a vice ao PMDB
15 de março – Folha de S.Paulo
Petistas querem evitar cenário de 2004, quando Marta rejeitou aliança com Quércia
Lula afirma que “Marta é uma boa candidata” e que se manterá neutro no processo de escolha de candidatos do PT às eleições deste ano
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL
Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter dado aval à candidatura Marta Suplicy (PT) à Prefeitura de São Paulo, a direção do partido na capital paulista sinalizou ontem que deverá mudar suas diretrizes em relação ao que foi feito em 2004 e pretende abrir as portas da sua chapa para ter o PMDB na vaga de vice.
Na eleição anterior, quando a então prefeita Marta Suplicy foi derrotada por José Serra (PSDB), o PMDB ficou fora de sua chapa por ter exigido o posto de vice, que acabou ocupado pelo hoje deputado estadual Rui Falcão (PT). A “chapa puro-sangue” petista estremeceu as relações com o ex-governador Orestes Quércia, principal líder peemedebista no Estado.
Na ocasião, Marta disse que não confiava no PMDB a ponto de entregar a vice, já que, a exemplo do que poderá ocorrer em 2010, ambicionava disputar o governo de São Paulo.
O presidente do Diretório Municipal do partido na capital paulista, José Américo Dias, afirmou que a vaga de vice será ocupada por um nome vindo de PMDB, PR, PC do B ou PSB.
Dias deverá ser um dos coordenadores da campanha e, na condição de responsável pelo GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral) do PT, vem tratando das coligações com outros partidos.
“Estamos procurando partidos que estão na coalização em torno do governo Lula. No que depende de mim, isso deve evoluir para a questão da vaga de vice, inclusive com o PMDB. Mas qualquer decisão será referendada pelo PT”, disse.
O grupo da ministra em São Paulo avalia, porém, que um acordo com Quércia passará pelo Palácio do Planalto. Uma das cartas postas à mesa inclui a transferência do controle da Ceagesp, principal central de abastecimento do Estado, ao ex-governador do PMDB.
Outro ponto a negociar são as chapas em cidades paulistas importantes. Peemedebistas querem que o PT retire candidaturas com poucas chances em favor do PMDB.
Esse ponto está sendo tratado com Edinho Silva (PT), prefeito de Araraquara, terra de Marcelo Barbieri, o principal afilhado político de Quércia.
O ex-governador, por enquanto, tem batido na tecla de que o melhor para o PMDB seria uma candidatura própria. Em 2004, Michel Temer foi vice de Luiza Erundina (PSB).
Quércia também mantém diálogos com o tucano Geraldo Alckmin, outro pré-candidato. As conversas, segundo alckmistas, estariam em estágio avançado. Na eleição de 2006, Alckmin, então candidato ao Planalto, foi criticado por ter aceitado o apoio do peemedebista Anthony Garotinho (RJ).
Planalto
O presidente Lula disse ontem que se manterá neutro durante o processo de escolha de candidatos do PT às eleições deste ano. “Se houver dois ou três nomes, a prudência indica que eu não devo participar.”
A afirmação foi feita em Araraquara (SP), administrada pelo petista Edinho Silva, onde Lula inaugurou uma escola e assinou ordem de serviço para iniciar duas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “Se um ministro quiser sair para disputar alguma coisa, é uma decisão unilateral. O PT tem tempo para decidir isso ainda, mas certamente o que todo mundo sabe é que Marta é uma boa candidata.”
Add comment Maio 14, 2008