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Blog MORTO, gente
COMO ainda tem 20 visitas por dia esse blog, meu deus?
Mas olha, já que o povo tá tão interessado AINDA em eleição do ano passado, assim que der disponibilizo em PDF o meu tcc. Tá tudo lá.
Add comment Julho 22, 2009
Eleição em SP será “pau a pau”, avalia vice de Marta
7 de julho – Folha de S.Paulo
Candidata inicia campanha com Aldo na zona leste
O deputado federal Aldo Rebelo (PC do B), candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Marta Suplicy (PT), previu uma disputa “pau a pau” pela prefeitura, ao comentar a última pesquisa Datafolha.
Sem bandeiras ou panfletos (a campanha diz que aguarda da Justiça Eleitoral a definição de um número de CNPJ para fazer os impressos), Marta e Aldo fizeram uma caminhada e assistiram às 10h de ontem, primeiro dia de campanha prevista em lei, a uma missa campal numa festa de rua em Ermelino Matarazzo (zona leste). Estavam acompanhados do senador Eduardo Suplicy (PT).
“A pesquisa indica uma eleição muito equilibrada, que será muito disputada até o fim. Há uma vantagem para as candidaturas mais conhecidas, que são naturalmente [Marta e Alckmin]. Mas não se pode subestimar a possibilidade do terceiro colocado. (…) Creio que é uma eleição que será disputada pau a pau”, disse Aldo, em entrevista. A assessoria de Marta restringiu as perguntas da imprensa a apenas três.
A candidata fez um comentário protocolar sobre o Datafolha (38% contra 31% do segundo colocado, Geraldo Alckmin): “Recebi a pesquisa com humildade, alegria e muita vontade de trabalhar”.
A missa, vista por cerca de 300 pessoas, foi celebrada pelo padre Antônio Marchioni, o Ticão, que é próximo do candidato Alckmin e anualmente distribui o prêmio de direitos humanos Mario Covas.
Marta circulou durante uma hora e meia entre as barracas da Festa das Nações. Tomou um caldo verde e comeu pães em “Portugal”, bebeu “piña colada” no “Uruguai” e ajudou a fritar lingüiças no “Brasil”.
Comprou uma boneca de pano por R$ 20 (pagos por um assessor) e a rifa de um carro por R$ 6, cujo bilhete doou em seguida para os vendedores. Na última hora, desmarcou almoço no “Brasil”, alegando ter perdido o apetite após pães e caldo.
Maria Vitória Domingues, 61, responsável pela barraca portuguesa, pediu a Marta, sem sucesso, uma doação de R$ 1.000. Segundo ela, os 150 kg de bacalhau que seriam consumidos na festa custaram R$ 4.000, mas só foram arrecadados R$ 3.000. Indagada pelos jornalistas em quem votou na última eleição, Vitória barganhou: “Eu não voto, mas arrumo quem vota”.
Marta foi abordada na rua pela copeira Carmen Maria Correa da Silva, 61, que procura emprego, segundo ela, há mais de seis meses. Ao falar com Marta, Carmen chorou. A copeira depois disse que a candidata nada prometeu, apenas comentou que a situação era “mesmo difícil”.
Add comment Julho 9, 2008
Novo prefeito vive em área com nível de país europeu
6 de julho – Folha de S.Paulo
IDH de regiões da cidade onde moram candidatos contrasta com o da periferia
Marta, que, como Kassab e Maluf, mora nos Jardins, não permitiu acesso à sua casa; Alckmin vive no Morumbi, onde IDH é um pouco menor
Seja quem for, o novo prefeito de São Paulo reside numa região da cidade com desenvolvimento comparável ao da Suíça ou da Alemanha. Mas irá administrar os problemas de uma população que enfrenta realidades comparáveis às de São Tomé e Príncipe ou Botswana.
Um levantamento feito pela Folha comparou o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) das subprefeituras onde vivem cinco candidatos, em bairros nobres da capital. A reportagem visitou o dia-a-dia de quatro dos cinco principais postulantes. Marta Suplicy, 63, foi a única que não permitiu o acesso à sua casa, alegando desejo de preservar sua privacidade.
Três candidatos -Marta (PT), Gilberto Kassab (DEM) e Paulo Maluf (PP)- vivem na subprefeitura de Pinheiros, área com IDH de 0,95 (quanto mais próximo de 1, melhores as condições de vida). O índice é alcançado, segundo o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), só por 12 países em todo o mundo. Os três moram em residências com o metro quadrado avaliado em cerca de R$ 11,75 mil.
A vereadora Soninha Francine (PPS) vive em um apartamento em Perdizes, onde o IDH é de 0,93 -índice semelhante ao de Alemanha e Israel. Já o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) reside no Morumbi, onde o IDH, de 0,88, assemelha-se ao do Qatar (Oriente Médio) e ao de Portugal. O IDH do Brasil é 0,80. O menor IDH da cidade de São Paulo, 0,74, está na subprefeitura de Parelheiros, na zona sul.
A rotina dos quatro candidatos visitados pela Folha se assemelha à de muitos dos eleitores, ao menos no tocar do despertador. Kassab, 47, é o que diz acordar mais cedo, às 5h30. Entre 6h e 6h30, acordam Maluf, 76, Soninha, 40, e Alckmin, 55. A primeira hora é reservada para ler jornais e para o café da manhã. Alckmin e Maluf gostam de fazer a primeira refeição em família. Soninha não deixa de fazer pelo menos 20 minutos de meditação budista.
“Aconchegante”
Alckmin chegou ao bairro do Morumbi em 1995, quando era vice do governador Mario Covas (1930-2001). O apartamento de 105 m2 foi comprado por financiamento. “É um apartamento pequeno, porém aconchegante”, diz a mulher do candidato, Maria Lúcia, a dona Lu. A filha, Sophia, mora perto. “Gostamos do bairro”, diz Lu.
Kassab vive desde 1999 em um apartamento que ocupa um andar do prédio próximo ao Clube Pinheiros, onde ainda hoje tenta caminhar, pelo menos, duas vezes por semana. Para o café da manhã, é normal chamar secretários e subprefeitos, que de início estranharam os hábitos matutinos do prefeito, bem diferentes do seu antecessor, José Serra, que despachava até tarde da noite.
Quando não está em Brasília, onde cumpre mandato de deputado federal, Maluf se divide entre o escritório e as empresas. “Se alguém quiser se esconder de mim, venha para a minha casa”, diz ele. A exceção são os encontros e almoços políticos, realizados na ala reservada para ele, que no passado costumava ser o “pavilhão das crianças”. Na área privada da residência, ele se dedica à mulher, Sílvia, e aos netos.
Maluf se considera um “animal político em extinção”: “Estou há 41 anos no mesmo partido, moro na mesma casa há 42 anos e estou casado com a mesma mulher há 53 anos”, diz.
Soninha divide o apartamento duplex alugado com duas das três filhas e com o cachorro Dub. A mais nova, Júlia, 11, sai às 7h para a escola. Raquel, 24, a mais velha, gosta de se arrumar -diferentemente da mãe, despojada. “Houve um tempo em que tive medo de que ela fosse virar perua”, diz Soninha.
Add comment Julho 6, 2008
ARTIGO KENNEDY ALENCAR (FOLHA ONLINE)
Marta cria estratégia para vencer no 2º turno no olho mecânico
KENNEDY ALENCAR
colunista da Folha Online
A ex-ministra do Turismo Marta Suplicy (SP) sabe que será difícil conquistar a Prefeitura de São Paulo. Tem dito isso nas conversas reservadas. Mas avalia que terá três aliados para tentar ganhar no segundo turno no olho mecânico, pois a resistência ao PT e a ela entre os paulistanos é bastante significativa.
Esses aliados são a boa avaliação do governo Lula, a péssima avaliação do trânsito paulistano e a divisão do PSDB, partido rachado entre os defensores da candidatura do ex-governador e correligionário Geraldo Alckmin e da reeleição do aliado Gilberto Kassab (DEM). O Estado de São Paulo e a sua capital têm sido praças difíceis para o petismo. Mas os índices recordes de popularidade de Lula podem amenizar a rejeição à ex-prefeita, que faz e fará campanha colada no governo federal.
De acordo com pesquisa Datafolha de 15 de maio, Marta é a candidata com maior rejeição _ 31% dos entrevistados disseram que não votariam nela de jeito nenhum. A taxa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) ficou em 16%, bem abaixo do índice de 27% do atual prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM).
A campanha de Marta sabe que será difícil diminuir a rejeição, mas o jornalista João Santana, marqueteiro vitorioso de Lula em 2006, já está trabalhando algumas fórmulas nessa linha. Daí deverão vir uma maior associação ao presidente da República e uma suavização da imagem ainda temperamental da ex-prefeita.
A segunda arma de Marta é o trânsito ruim da capital paulistana, que só tem piorado. Alckmin e Kassab estão preocupados em construir vacinas contra esse discurso _afinal, Marta foi prefeita no período 2001 a 2005. Mas a petista e seu marqueteiro andam dizendo reservadamente que apresentarão propostas audaciosas e efetivas. A conferir.
Enquanto isso, a campanha petista vai tentando colar nos democratas e tucanos, que administram Estado e capital, a culpa pelos engarrafamentos monstros do cotidiano de São Paulo.
Por último, Marta pensa em tirar proveito da briga de foice no escuro no PSDB. O governador José Serra disse que vai apoiar Alckmin, se ele for o escolhido. Ora, esse “se” mostra a tremenda “boa vontade” de Serra em relação a Alckmin. O governador vai mesmo é jogar contra o candidato do seu partido, apesar do discurso oficial. Interessa a Serra reeleger Kassab, mas essa é uma empreitada para lá de dura.
Há também uma fragilidade na teoria petista em relação à divisão tucana. A maioria dos eleitores não dá bola para essas disputas entre caciques. De acordo com o Datafolha, num eventual segundo turno entre Marta e Alckmin, 67% dos que optaram por Kassab na primeira fase votariam no tucano. Marta levaria 27% dos kassabistas. Num duelo entre Marta e Kassab, 55% dos apoiadores de Alckmin votariam no prefeito. E 36% dos alckmistas digitariam o número 13 na urna eletrônica.
O que a divisão tucana poderá propiciar é a migração de uma parcela pequena a favor da petista numa segunda rodada com Alckmin. Essa divisão mais a popularidade de Lula e o trânsito caótico paulistano arregimentariam, na avaliação da campanha de Marta, os votos necessários no segundo turno.
Recordando: segundo o Datafolha, um segundo turno hoje entre Alckmin e Marta teria o placar de 52% a 42% a favor do tucano. Numa disputa final com Kassab, Marta bateria o prefeito por 51% a 41%. Uma briga entre Alckmin e Kassab na segunda fase resultaria em 58% para o tucano e 31% para o democrata.
Na simulação contra Alckmin, Marta está dez pontos percentuais atrás. É difícil, mas não é impossível virar cinco pontos e levar no olho mecânico. Ainda faltam mais de quatro meses até o segundo turno, e a campanha nem começou para valer.
Kennedy Alencar, 40, é colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre os bastidores da política federal, aos domingos. Também é comentarista do telejornal “RedeTVNews”, no ar de segunda a sábado às 21h10.
Add comment Junho 18, 2008
[o que eles disseram]
8 de junho – Folha de S.Paulo
[A gestão Kassab é] Tímida e medíocre. O que continuaram, antes tentaram interromper, como os CEUs
MARTA SUPLICY, em entrevista à Folha
A ex-prefeita [Marta] deveria ter vergonha de falar da administração dela. Ela deixou a prefeitura falida, cheia de dívidas, com fila de credores. (…) Ela diz que minha administração é ruim. Então eu não sei qual o título que ela daria para sua administração
GILBERTO KASSAB, reagindo às críticas de Marta
Add comment Junho 8, 2008
Com o pé no tubo – EDITORIAL
24 de abril – Estadão
O apoio do PMDB à candidatura do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi anunciado, mas não se pode dizer que esteja sacramentado.
Há tantas implicações numa aliança como essa, há tantas variantes nacionais, regionais, partidárias, presentes e futuras envolvidas, que é difícil acreditar em definições imutáveis tomadas dois meses antes do fim do prazo fatal: junho.
Por enquanto, de certo o que existe é um movimento que vai mexer na armação da disputa municipal mais importante do País.
Por exemplo: nem bem o acordo foi anunciado, o grupo do prefeito correu para fazer declarações públicas de apreço à manutenção da aliança entre tucanos e democratas.
Demonstrações de amizade a Geraldo Alckmin como não se ouviu nos últimos meses. Isso ao mesmo tempo em que se dava publicidade a um acerto cujo primeiro efeito é retirar oxigênio da candidatura de Alckmin.
Claro, pois se Kassab que já tem a máquina municipal e conta com a sustentação extra-oficial da administração estadual ainda ganha o tempo de televisão do PMDB e mais o simbolismo do apoio do maior partido da coligação do presidente Luiz Inácio da Silva, o que sobra para Geraldo Alckmin?
Parte da estrutura do PSDB, o apoio de lideranças tucanas fora de São Paulo (de influência zero sobre o eleitorado paulista) e os índices das pesquisas que, de resto, já foram mais substanciais.
Ao “pisar no tubo” do ex-governador, seus adversários devem ter um objetivo. O único à vista seria levá-lo a aceitar uma conversa sobre desistência da disputa municipal para aguardar a vez de concorrer ao governo do Estado em 2010.
É de se aguardar a reação do cardinalato tucano que trabalha a distância em prol de Alckmin. Certamente haverá e obviamente produzirá algum efeito.
Do lado do PT, que era tido como o interlocutor preferencial de Orestes Quércia, também houve gritaria e invocações de respeito à coligação federal.
Haverá, portanto, reações, ofertas de toda sorte e tentativas de mudar o quadro. Ao interromper as conversações, Quércia deve ter um objetivo.
O mais vistoso no horizonte é a valorização do passe diante do PT, que resiste em entregar uma vaga ao Senado porque a primazia é de Aloizio Mercadante, enquanto o DEM abre de bom grado mão da vez até então reservada a Guilherme Afif Domingos.
A despeito das novidades dos próximos capítulos, tal acerto, se confirmado, não pode ser visto como uma aliança entre o PMDB e o DEM. Não resulta de acordo com o PSDB nem indica abalo na coligação nacional PT-PMDB.
Diz respeito à conjugação de interesses de Orestes Quércia e José Serra, com a importante contribuição, em retrospectiva, de Marta Suplicy e sua inesquecível (para Quércia) participação no programa Roda Viva, em 2004.
Na entrevista, a então prefeita disse que o PMDB não era “confiável” como parceiro.
E não é mesmo. Mas, como diz um ex-adversário do PT, hoje ministro de Lula: “Os outros podem nos achar de quinta, mas precisam saber que temos o direito de discordar.”
Enfim
“Alguns movimentos sociais atuam na fronteira da legalidade, o que exige firmeza das autoridades constituídas”, disse no discurso de posse o novo presidente do Supremo, Gilmar Mendes, ao lado do presidente Lula, que de olhos baixos estava, de olhos baixos ficou.
Aos fatos
Tal como já fizera Lula ao saudar a derrota presidencial de 1989, porque, confessou, não estava “preparado” para governar o Brasil, Ciro Gomes comemorou o fato de não ter sido eleito em 2002. “Não estava maduro.”
Compreende-se que o intuito da autocrítica sobre as imperfeições do passado seja o de reforçar o primor dos atributos do presente.
Mas não deve soar bem aos eleitores de ambos nas referidas eleições a revelação de que foram vítimas de assumida propaganda enganosa.
Tal como fez o presidente Lula recentemente em visita a Pernambuco, redesenhando a história da ascensão e queda de Severino Cavalcanti, Ciro Gomes revisou o episódio apresentando Severino como o cerne de um “golpe” em marcha contra Lula.
Segundo Ciro, a oposição planejava usar o então presidente da Câmara para dar curso a um pedido de impeachment, desistindo apenas quando Severino aderiu ao governo.
É possível que Lula e Ciro tenham seus motivos para tentar conferir a Severino Cavalcanti um papel histórico que ele não teve. Mas, quaisquer que sejam, não têm o condão de alterar a realidade: Severino subiu no vácuo da divisão do PT e caiu por corrupção comprovada.
Quanto ao impeachment, a decisão de não apresentar o pedido foi tomada numa reunião dos partidos de oposição na segunda-feira seguinte ao depoimento de Duda Mendonça na CPI dos Correios, quando o publicitário confessou ter recebido recursos de caixa 2 para fazer a campanha presidencial de 2002.
Add comment Maio 27, 2008